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O CORRESPONDENTE

O CORRESPONDENTE

16
Out17

Silêncio da imprensa indica que Maduro ganhou as eleições para governador em 22 estados

Talis Andrade

 

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 Não tem outra, quando a imprensa fica calada é porque o grito de vitória do povo venezuelano, nas urnas, foi retumbante.

 

O presidente Maduro considerou “um triunfo total” as eleições para governador realizadas neste domingo (15) no país.

 

Ainda não se sabe o placar final.

 

Fica em 18 a 4

ou

17 a 5

 

A oposição, financiada pelos Estados Unidos e empresários da direita, perde toda vez nas urnas.

 

Perde nos referendos.

Perde nos plebiscitos. 

Perde nas eleições parlamentares.

Perde nas eleições para juiz.

Perde nas eleições para prefeito.

 

Desde Hugo Chávez, a oposição pró Estados Unidos perde nas eleições para presidente. Neste domingo perdeu feio nas eleições para governador nos 22 estados.

 

 

 

 

 

 

 

02
Out17

Para a direita mulher nua pode, homem não (quarta parte)

Talis Andrade

NEM TODA NUDEZ DEVE SER CASTIGADA

 

 

A imprensa direitista da Venezuela jamais reclamou das fotos da mulher do presidente da França nua. Nem os franceses. Carla Bruni tinha mais popularidade que o marido, François Sarcozy, que perdeu a reeleição para François Hollande.

 

sarcozy. carla bruni.jpg Carla Bruni

 

Recentemente apareceu na internert uma foto de Angela Merkel quando jovem. O pintor berlinense pernambucano Duch (classificou de suposta foto) disse que se tornou comum, durante a Alemanha comunista, as jovens despirem o vestido. Como catarse contra a dureza do regime. Era uma maneira de respirar o ar da liberdade.

 

merkel-nua..jpgAngela Merkel


A imprensa oposicionista da Venezuela protesta contra a nomeação de Alejandra Benítez como ministra dos Esportes. Como se toda nudez merecesse ser castigada.

 

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Alejandra Benítez

 

 

Publiquei este artigo em 29 de abril de 2013. Nada mais atual, diante da estigmatização da nudez pelo nazi-fascista MBL, criado para derrubar a primeira presidenta do Brasil. [Vide seleta sobre política e sexo

 

 

 

24
Set17

Temer entrega a Amazônia com arrastão na Venezuela

Talis Andrade

 

Após os Estados Unidos terem imposto duras sanções financeiras contra a Venezuela, o Canadá anunciou o “congelamento de ativos e à proibição de transações dirigidas a indivíduos específicos”, assim como à proibição para os canadenses de “prestar seus serviços financeiros ou serviços conexos”.

 

As medidas visam atingir Nicolás Maduro, o vice-presidente da Venezuela Tareck el Aissami, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral Tibisay Lucena, o ministro da Educação Elías Jaua, e o procurador-geral Tarek Saab. 

 

As sanções não valem para os adversários políticos de Maduro. 

 

O Canadá é rico porque possui dois (2) por cento das jazidas de nióbio. Um nióbio sem qualidade. O Brasil possui noventa e oito (98) por cento das jazidas de nióbio do mundo e é pobre. Quem pode explicar?

 

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O Canadá exporta mais nióbio que o Brasil, quem pode explicar?

 

Dois senadores brasileiros comandam o tráfico de nióbio: Aécio e Jucá.  


A Venezuela que possui as maiores jazidas de ouro do mundo na Amazônia, não quer entregar o ouro para os bandidos. O Brasil não tem nenhuma pepita de ouro na Amazônia, quem pode explicar tanta falta de sorte?

 

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A Venezuela que possui os principais poços de petróleo do mundo na Amazônia, não quer entregar o excremento do diabo para os piratas. O Brasil não consegue achar petróleo na Amazônia, quem pode explicar?

 

“O Canadá não se calará em um momento em que o governo da Venezuela priva seu povo de seus direitos democráticos fundamentais”, discursou Chrystia Freeland, ministra das Relações Exteriores do Canadá.

 

O Brasil não sofre sanções dos países que tentam conquistar as riquezas da Venezuela. Tudo porque o Brasil, um país democrático de golpe à Honduras e Paraguai, sofre pedidos de intervenção militar de generais de pijama sem bandeira nacionalista, sem tropas, sem povo, sem votos.  

 

In Wikipédia: Com a licença do presidente Chávez em dezembro de 2012 para tratamento médico, assumiu a presidência interina da Venezuela o vice-presidente Maduro. Assumiu o poder após Hugo Chávez morrer na tarde de 5 de março de 2013. Antes de viajar a Cuba para a última fase do tratamento contra o câncer, Chávez pediu a unidade da população "em favor da Revolução Bolivariana" e pediu apoio ao vice-presidente. 

 

Em 14 de abril de 2013, Maduro foi eleito com 50,66% dos votos contra 49,07% de seu opositor, Henrique Capriles Radonski – governador do estado de Miranda e também o candidato da oposição na eleição anterior contra Hugo Chávez, em outubro de 2012 – uma diferença de cerca de 220 mil votos numa eleição com cerca de 19 milhões de eleitores registrados. A participação eleitoral foi de 78,71%.

 

Radonski fez a mesma reclamação do derrotado Aécio Neves contra a eleição de Dilma Rousseff.

 

Dilma e Temer foram empossados para o segundo mandato no início da tarde de 1.º de janeiro de 2015. Em 2 de dezembro, Cunha aceitou a abertura do processo de impeachment de Dilma. Após o Senado instaurar processo de impeachment em 12 de maio de 2016, Temer foi empossado interinamente na presidência da República, convertendo-se no presidente mais idoso da história do país e o primeiro descendente de árabes.

 

O Presidente da Venezuela é eleito por um voto plural, através de sufrágio universal e direto, e tem funções quer de chefe de estado, quer de chefe do governo. A duração do mandato é de 6 anos e um presidente pode ser reeleito, depois de referenda a emenda constitucional, a 15 de Fevereiro de 2009.

 

A Venezuela faz referendos que o Brasil não faz. Faz plebiscitos que o Brasil não faz. A Venezuela acaba de eleger uma Assembléia Constituinte, coisa que o Brasil não faz. 


Que ordem constitucional deve ser restabelecida na Venezuela? A reclamada pelo Canadá, conforme os desejos dos Estados Unidos? 

 

O que falta à Venezuela um presidente do tipo de Temer, que extinguiu uma reserva ambiental em um território de quase quatro milhões de hectares entre o Pará e o Amapá, permitindo atividades privadas de mineração na região.

 

A entrega dos recursos naturais do Brasil a grupos econômicos nacionais e estrangeiros não tem limite para o governo Michel Temer. A entrega abrange uma região fronteiriça. De conflito entre a Guiana e a Venezuela.

 

Tríplice fronteira brasil venezuela guiana no mon

 Tríplice Fronteira Brasil - Venezuela - Guiana, no Monte Roraima 

 

Alerta o Brasil 247, citando a BBC: Entreguismo de Michel Temer supera, mais uma vez, as piores expectativas; depois de abrir o pré-sal para multinacionais do petróleo e decidir vender até o território nacional, convidou o exército dos Estados Unidos para uma atuação inédita na Amazônia: um exercício militar na tríplice fronteira amazônica.

 

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 A rendição da Amazônia valeu uma medalha da Ordem do Mérito Militar ao major-general americano Clarence K. K. Chinn em março

 

 

 

 

 

13
Ago17

Com bases militares no Brasil Trump invadiria a Venezuela

Talis Andrade

Trump continua com sua campanha terrorista de guerra nuclear com a Coréia do Norte e invasão da Venezuela pela cobiça do petróleo.

 

Uma guerra convencional com a Venezuela envolve os países fronteiriços Brasil (2 199 km), Colômbia (2 219 km) e Guiana (em disputa).

 

Certamente que o governo vassalo de Michel Temer permitiria que os Estados Unidos ocupassem os estados da Amazonas e Roraima, para sediar bases militares e invadir a Venezuela.

 

Parece que a imprensa internacional começa a acordar para o perigo que representa Trump para a paz mundial.

 

Nas capas dos jornais hoje

 

FRANÇA 

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 ESPANHA

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Cuidado! Um bufão comanda o Império

 

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 Ilustração Marian Kamensky

 

 

por Emir Sader

 

Os Estados Unidos sempre tiveram o temor de não conseguir manter duas guerras ao mesmo tempo. No embalo do consenso logrado para invadir e destruir o Afeganistão – bode expiatório dos atentados das Torres Gêmeas, para livrar de responsabilidades a Arábia Saudita, seu aliado carnal –, o governo norte-americano se lançou, esta vez só com a Grã- Bretanha, a invadir e destruir o país da mais antiga civilização do mundo – o Iraque.

 

Década e meia depois, ainda estão por lá. Não conseguiram sair de nenhum dos dois países, mesmo tendo os destruído (no Afeganistão, ao que parece, a única coisa que funciona é o Distritão).

 

Agora, no intervalo de poucos dias, Donald Trump, que dirige a maior potência militar do mundo por Twitter, deu duas declarações bombásticas, bem ao seu estilo. Disse que a Coreia do Norte seria vítima do mais fenomenal ataque que o mundo já conheceu e, não contente com isso, de que encarava uma solução militar de invasão da Venezuela.

 

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Ilustração Tjeerd Royaards

 

 

A agência Reuters disse que há uma comunicação direta, secreta, entre a Coreia do Norte e os EUA, uma espécie de telefone vermelho. O New York Times alinhou as razões pelas quais os EUA não se meteriam com a Venezuela: perda de lucros das empresas norte-mericanas de petróleo, custo caro de importar petróleo de outros países, além das reações que dariam mais apoio ao governo venezuelano.

 

Mas Trump já brincou de apertar o botão da guerra, bombardeando a Síria e o Afeganistão, gostou e teve apoios dentro e fora do país, depois da operação de mídia de crueldades que o governo de Bashar Al Assad teria cometido, sem que fosse necessário nada disso para jogar no Afeganistão a maior bomba até agora atirado em algum lado.

 

Racionalmente ninguém levaria a sério os EUA, metido ainda no Afeganistão e no Iraque, além da Síria, se metendo a destruir a Coreia do Norte e a invadir a Venezuela, tudo ao mesmo tempo. Mas o fato de ser o presidente norte-americano com menor apoio nos primeiros seis meses do mandato, pode incitar a Trump a montar operações de mídia – como a que fez na Síria, exibindo-se escandalizado com crueldades cometidas por outros governos –, para justificar alguma operação que, acredita ele, possa elevar seu apoio interno e mostrar ao mundo que ainda está no comando da ordem no mundo.

 

Depois das tantas barbaridades que Trump já cometeu e disse, já há setores que não duvidam que ele possa se meter numa aventura nuclear contra a Coreia do Norte. E que possa querer "dar uma lição" na Venezuela, aproveitando o clima favorável no continente, antes que possa mudar, por exemplo, com o retorno de um governo hostil no Brasil.

 

O certo é que um bufão, um boquirroto, está no comando do Império e tem o botão nuclear ao alcance de seu dedo e de seu Twitter. Essa é a contribuição dos EUA hoje ao restabelecimento da paz mundial. Solução que já não deu certo na Síria e nem conseguiu ser colocada em prática contra o Irã. A Rússia saiu fortalecida, como a grande adversária do chamado Estado Islâmico, e promotora de soluções que superem a crise na Síria. Deu tudo errado para os EUA por lá. Além de que a incomodidade das relações estreitas com a Arábia Saudita implicam e desgaste, por ser o país promotor de apoio ao Estado Islâmico, agente maior do terrorismo no Oriente Médio e até mesmo em outros lugares do mundo.

 

A Venezuela não é aqui, mas pode vir a ser. Não porque um governo bolivariano se instale, espantalho que Macri usa para tentar evitar uma grande derrota nas eleições parlamentares na Argentina. Mas porque uma loucura do governo Trump na Venezuela vai se alastrar ao Brasil. Agora mesmo, estivéssemos um governo minimamente digno, teria protestado pelas ameaças de intervenção militar direta dos EUA na Venezuela. Até o conservador Vicente Fox, ex-presidente do México, protestou.

 

Uma loucura dessas de Trump na Coreia do Norte pode ter efeitos graves, com o país usando os armamentos que tem para causar o maior dano possível, pelo menos na Coreia do Sul, e o país – ou o que restar dele – se tornará mais um lugar ingovernável. Na Venezuela então, vai promover, de novo, um isolamento grave dos EUA na América Latina.

 

Mesmo a OEA – o Ministério das Colônias dos EUA, segundo a expressão de Fidel Castro – vai ser incendiada, por uma dura resistência, por manifestações de apoio em muitos países do continente. E já não é nem mais certo que os norte-americanos ainda apoiem loucuras desse tipo, depois dos fracassos e dos desgastes no Afeganistão, no Iraque e na Síria.

 

Mas é bom saber que um bufão está no comando do Império e tudo de ruim pode ocorrer a partir dali. Inclusive uma crise final da hegemonia imperial norte-americanano mundo.

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 Ilustração Marian Kamensky

 

 

12
Ago17

A guerra pelo petróleo ameaça a Venezuela

Talis Andrade

Escreve Marcelo Zero que  "não é possível se entender a atual crise da Venezuela e tampouco o regime chavista sem se compreender como era esse país antes da revolução bolivariana e qual o seu significado geopolítico para os EUA.

 

A Venezuela está sentada na maior reserva provada de petróleo do mundo. São 298,3 bilhões de barris, ou 17,5% de todo o petróleo do mundo. Este petróleo está a apenas 4 ou 5 dias de navio das grandes refinarias do Texas. Em comparação, o petróleo do Oriente Médio está entre 35 a 40 dias de navio dos EUA, maior consumidor de óleo do planeta".

 

O petróleo do Brasil vem sendo entregue sem nenhum tiro de espingarda, nem foi preciso os Estados Unidos realizar os pedidos de inter√enção militar dos golpistas que promoveram a queda de Dilma Rousseff. 

 

Temer no poder, com um Congresso comprado a peso de ouro, e a submissão do judiciário, promove a quermesse do que resta das estatais e a entrega das riquezas do Brasil. Dos minérios, notadamente o cobiçado nióbio traficado pelos senadores Aécio e Jucá; da água, traficada pela filha do senador José Serra (estão em jogo os dois maiores aquíferos do mundo: o Guarani e o Amazonas); e de terras e mais terras da Floresta Amazônica, cada vez mais internacionalizada.

 

Diz Marcelo Zero: 

 

"Lamentável, em todo esse processo, é a posição do governo golpista e sem voto do Brasil. Desde que assumiu ilegitimamente o poder, esse governo fez da suspensão da Venezuela do Mercosul e da derrubada do governo chavista a sua diretriz principal em política externa, atuando como braço auxiliar dos EUA no subcontinente. Ao fazê-lo, o governo golpista apequenou o Brasil e retirou qualquer possibilidade do nosso país atuar como mediador de conflitos na região, como vinha fazendo nos governos do PT.

 

O empenho do Brasil contra a Venezuela foi de tal ordem que a suspendeu duas vezes do Mercosul. Com efeito, antes da última decisão de utilizar a cláusula democrática do Protocolo de Ushuaia, a Venezuela já estava suspensa, na prática, do Mercosul desde dezembro do ano passado, sob a escusa, sem embasamento jurídico, de que o país não havia internalizado todas as normas do bloco, situação que se verifica em todos os Estados Partes. Assim, a decisão de utilizar a cláusula democrática representa mera peça propagandística contra o governo legitimamente eleito da Venezuela.

 

Além de empenhado nos retrocessos socais e políticos internos, o governo do Brasil está empenhado também em forçar retrocessos na região.

 

Nosso principal produto de exportação é hoje o golpe". 

 

Para entender a Venezuela leia mais aqui

 

A campanha de intervenção dos EUA é realizada na Venezuela pela imprensa quinta-coluna e países vassalos. Atentem para o uso internacional do mesmo slogan de guerra:

 

VENEZUELA

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 COLÔMBIA

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 ARGENTINA

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12
Ago17

Pedido de intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil vale para a Venezuela

Talis Andrade

Os traidores da Pátria, na campanha para derrubar Dilma Rousseff da presidência, pediram uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. 

 

Tudo começou com o grito de Dilma "vá tomar no cu" em um camarote do estádio da Copa do Mundo, reunindo os candidatos a presidente João Doria, Luciano Huck e a herdeira do Banco Itaú Maria Alice Setubal, a Neca, patrocinadora de Marina Silva. 

 

A campanha de ódio, tendo como apoio as operações do judiciário Mensalão e Lava Jato, era liderada nas ruas pelos direitistas do Congresso Nacional, as bancadas da bala (Bolsonaro, pai e filhos deputados), do boi (senador Ronaldo "Sepulcro" Caiado) e da bíblia (presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, senador Crivella e outros pastores), os candidatos derrotados a presidente Aécio Neves e vice Aloysio Nunes. Além dos deputados e senadores comprados por Michel Temer. Relembre aqui

 

Com o entreguismo gratuito do Brasil por Temer e o dupla nacionalidade Henrique Meireles, o mesmo pedido de intervenção militar, de vassalagem e dependência, tem agora a Venezuela como alvo. 

 

Uso do mesmo slogan internacional de guerra dos EUA comprova o engajamento da imprensa brasileira hoje:

 

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10
Ago17

57 países assinam declaração de apoio a Venezuela contra qualquer tipo de intervenção

Talis Andrade

Venezuela comemora o forte apoio recebido do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra

 

57 países assinaram documento de apoio a Venezuela e contra as tentativas de intervenção

 

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 Ilustração Osvaldo Gutierres Gomez 

 

 

A declaração de solidariedade foi assinada pela Rússia, China, Índia, África do Sul, Irã, Vietnã, Argélia, Egito, Jordânia, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Paquistão, Iraque, Líbano, Líbia, Angola, Etiópia, Palestina, Qatar, Belarus, Arábia Saudita, Azerbaijão, Síria, Equador, Bolívia, Cuba, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Nevis, Dominica, Bahrein, Camarões, Djibuti, Somália, Sudão, Tunísia, Iêmen, República Democrática Popular da Coréia, Eritreia, Namíbia, Laos Filipinas, Sudão do Sul, República do Congo, Burundi, Zimbabwe, Myanmar, Timor Leste, Tajiquistão, Omã, República Democrática do Congo, Nigéria, Guiné Equatorial, Mauritânia, Moçambique, Togo e Venezuela.

 

Segue-se o texto integral da referida declaração:

 

Declaração Conjunta de Apoio a Venezuela

 

1. Reconhecemos o imperativo para todos os Estados de respeitar a soberania da República Bolivariana da Venezuela, de acordo com os princípios universais de não-interferência nos assuntos internos estabelecidos na Carta das Nações Unidas.

 

2. Acreditamos que é o povo venezuelano a quem compete, exclusivamente, determina o seu futuro sem interferência externa.

 

3. Apoiamos o Governo Constitucional da República Bolivariana da Venezuela em seu compromisso de preservar a paz e manter as instituições democráticas do país e a sua determinação em assegurar o pleno respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais na Venezuela.

 

4. Reconhecemos a reiterada convocatória do Presidente Nicolás Maduro Moros ao diálogo político entre os diferentes setores que promovem a vida na Venezuela, a fim de preservar a paz e assegurar a estabilidade das instituições democráticas.

 

5. Congratulamos com os esforços louváveis ​​no sentido de diálogo político e de paz pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e ex-presidentes Jose Luis Rodriguez Zapatero da Espanha; Martín Torrijos do Panamá; e Leonel Fernandez, da República Dominicana, junto com o enviado especial da Santa Sé.

 

6. Apoiamos também a incorporação da América Latina e do Caribe para promover o diálogo político na Venezuela, a saber: El Salvador, Nicarágua, República Dominicana, Uruguai e Estados-Membros da CARICOM.

 

7. Condenamos qualquer ação que perturba a paz, a tranquilidade e a estabilidade democrática, minando a institucionalidade democrática da República Bolivariana da Venezuela e que ameace a sua soberania.

 

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09
Ago17

Venezuela o "elo estratégico" na tentativa dos Estados Unidos de "recolonizar" a América Latina e o Caribe

Talis Andrade

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que a Venezuela é o "elo estratégico" na tentativa dos Estados Unidos de "recolonizar" a América Latina e o Caribe.

 

"Estamos perante um momento especial e um palco complexo. O império empreendeu a grande batalha para recolonizar a América Latina e o Caribe, e a Venezuela é o elo estratégico", afirmou Evo Morales em um ato com militares, indígenas e camponeses no planalto de La Paz, por ocasião do 192º aniversário das forças armadas.

 

Para o governante boliviano, aliado de Nicolás Maduro, "a Venezuela é um elo estratégico" para os EUA porque "possui a maior reserva de petróleo do mundo."

 

"Domínio geopolítico e energia petrolífera é o que o império procura na Venezuela. Primeiro derrubar, depois dominar e depois apossar-se do petróleo venezuelano".

 

"O pretexto é o mesmo de sempre: democracia, direitos humanos, terrorismo, tudo com o mesmo verniz, a mesma comédia midiática que [os EUA] usam desde sempre para se apropriar dos recursos naturais", disse o primeiro índio a presidir um país das Américas depois de quinhentos anos.

 

Segundo Morales, "a pior vergonha para a região" não é só que "alguns governos" se ponham "de joelhos perante a conspiração da CIA contra a Venezuela", senão que "alguns dirigentes antipátria façam os penosos papeis de Felipillos e Malinches".

 

O nome Felipillo é uma referência ao indígena que acompanhou os conquistadores espanhóis Francisco Pizarro e Diego de Almagro nas suas expedições ao Peru, enquanto Malinche foi a mulher indígena, companheira e tradutora do conquistador Hernán Cortés, também considerada uma traidora.

 

 

 

 

 

01
Ago17

Venezuela: o ouro em tempos de guerra. E a paz nas encantadas minas gerais do imenso e pobre Brasil

Talis Andrade

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Mina de ouro na Venezuela 

 

 

Venezuela é o país com maiores reservas de ouro na América Latina, ao redor de 3.500 toneladas.

 

Desde 2008 o ouro é propriedade exclusiva do Estado. Antes - como acontece no Brasil - a exploração estava principalmente nas mãos de empresas estrangeiras e da mineria artesanal. A partir desse ano o Estado tomou formalmente o controle.

 

No Brasil o ouro é encantado. Acontece o mesmo com as minas de diamantes. 

 

A última notícia que se tem é da década de 1980, de uma Serra Pelada, no Pará, e todo o ouro transportado de avião para o Uruguai. Trinta toneladas. Foi o maior garimpo a céu aberto do mundo. 

 

Também existe o tráfico de diamantes. Para investigar foi criada a Operação Lava Jato. Permanecem desconhecidos os obscuros motivos que levaram a República do Paraná a mudar a devassa, a averiguação, para se fixar na Petrobras, na esquadrinhadora de Lula e na bancarrota das principais construtoras nacionais. 

 

A pirataria internacional que diga caixinha, obrigado!

 

Leia mais sobre o ouro da Venezuela, cobiçado pelos inimigos internacionais do nacionalismo de Maduro aqui. Tudo sobre o tráfico de diamantes aqui. O encantado ouro do Brasil aqui

 

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01
Ago17

A exibição internacional da mesma foto de propaganda contra a votação da Constituinte da Venezuela por voto direto

Talis Andrade

Os jornais dos Estados Unidos praticamente desconheceram a votação para eleger uma Assembleia Constituinte na Venezuela, que teve o comparecimento de 8.089.320 de pessoas, apesar do boicote violento da oposição direitista e nazista.

 

"É a maior votação que a Revolução Bolivariana conseguiu em toda a história eleitoral em 18 anos", comemorou Maduro diante de centenas de seguidores que celebravam na praça Bolívar, no centro da capital Caracas. 

 

BRASIL DE TEMER SEGUE O GOVERNO DE TRUMP

 

Obediente à política dos Estados Unidos, o governo brasileiro do golpista Michel Temer não reconhece o resultado da votação para a Assembleia Constituinte na Venezuela. 

 

Recorde que na campanha para derrubar Dilma Rousseff, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), tratou sua ida à Venezuela como uma missão política e diplomática, para fazer “aquilo que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo”. Esta foi a mensagem divulgada por ele em um vídeo publicado em sua página no Facebook pouco antes da viagem.



Aécio viajou acompanhado dos senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), José Agripino (DEM-RN), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), José Medeiros (PPS-MT) e Sérgio Petecão (PSD-AC). Aloysio Nunes, atual ministro do Exterior de Temer, chanceler brasileiro, declarou: "Nós condenamos a maneira como foi organizada a eleição, e apelamos que seja destituída a 
Comissão da Verdade da Justiça e do Castigo, que vai aumentar o número de presos políticos, e parlamentares da oposição podem perder a imunidade". Isto é, Aloysio pede anistia para os autores de assassinatos políticos no dia da eleição, para amedrontar e evitar o comparecimento do povo às urnas.

 

 

“Estamos aqui no Legacy da FAB (…) embarcando para a Venezuela numa missão política e talvez também diplomática, fazendo aquilo que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo, defendendo as liberdades da democracia, libertação dos presos políticos e eleições livres na Venezuela”, proclamou Aécio em uma viagem repudiada pelo povo venezuelano 

 

Eleições livres aconteceram nesta domingo, na Venezuela, pela Constituinte, que elegeu os representantes do povo em geral, e não apenas os três estados da França antes da Revolução: A nobreza (tradicionais famílias), o clero (pastores evangélicos), a miliitar (bancada da bala).

 

Após vitória expressiva do chavismo na votação do último domingo (30), os Estado Unidos responderam com mais sanções: dessa vez, o presidente democraticamente eleito Nicolás Maduro Moros foi colocado na lista de cidadãos venezuelanos sancionados pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

 

“Como um resultado das ações de hoje, pessoas dos Estados Unidos estão proibidas de se relacionar com ele”, consta no texto da sanção.

 

Sanções individuais têm sido a nova modalidade de represália empregada pelo governo dos Estados Unidos contra governos que contrariem seus interesses. E isso só tem sido possível porque o país se encontra, desde as sanções aplicadas por Obama em 2015, classificando a Venezuela como uma “ameaça não-usual e extraordinária à segurança nacional” dos Estados Unidos.

 

Para impedir que o povo votasse, o governo norte-americano também ameaçou sancionar qualquer cidadão venezuelano que participasse da Constituinte.

 

Na quarta-feira passada, a quatro dias da eleição para a Constituinte, os Estados Unidos já haviam anunciado sanções a 13 funcionários do alto escalão do governo venezuelano.

 

A imprensa vassala e vendida faz a propaganda contra o voto direto nas urnas 

 

ESPANHA

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 ARGENTINA

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COLÔMBIA

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  BRASIL

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