Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

O CORRESPONDENTE

13
Ago17

Com bases militares no Brasil Trump invadiria a Venezuela

Talis Andrade

Trump continua com sua campanha terrorista de guerra nuclear com a Coréia do Norte e invasão da Venezuela pela cobiça do petróleo.

 

Uma guerra convencional com a Venezuela envolve os países fronteiriços Brasil (2 199 km), Colômbia (2 219 km) e Guiana (em disputa).

 

Certamente que o governo vassalo de Michel Temer permitiria que os Estados Unidos ocupassem os estados da Amazonas e Roraima, para sediar bases militares e invadir a Venezuela.

 

Parece que a imprensa internacional começa a acordar para o perigo que representa Trump para a paz mundial.

 

Nas capas dos jornais hoje

 

FRANÇA 

lemonde.jpg

 ESPANHA

abc..jpg

Cuidado! Um bufão comanda o Império

 

whos_stopping_trump marian_kamensky.jpeg

 Ilustração Marian Kamensky

 

 

por Emir Sader

 

Os Estados Unidos sempre tiveram o temor de não conseguir manter duas guerras ao mesmo tempo. No embalo do consenso logrado para invadir e destruir o Afeganistão – bode expiatório dos atentados das Torres Gêmeas, para livrar de responsabilidades a Arábia Saudita, seu aliado carnal –, o governo norte-americano se lançou, esta vez só com a Grã- Bretanha, a invadir e destruir o país da mais antiga civilização do mundo – o Iraque.

 

Década e meia depois, ainda estão por lá. Não conseguiram sair de nenhum dos dois países, mesmo tendo os destruído (no Afeganistão, ao que parece, a única coisa que funciona é o Distritão).

 

Agora, no intervalo de poucos dias, Donald Trump, que dirige a maior potência militar do mundo por Twitter, deu duas declarações bombásticas, bem ao seu estilo. Disse que a Coreia do Norte seria vítima do mais fenomenal ataque que o mundo já conheceu e, não contente com isso, de que encarava uma solução militar de invasão da Venezuela.

 

the_us_north_korea___tjeerd_royaards..jpeg

 

Ilustração Tjeerd Royaards

 

 

A agência Reuters disse que há uma comunicação direta, secreta, entre a Coreia do Norte e os EUA, uma espécie de telefone vermelho. O New York Times alinhou as razões pelas quais os EUA não se meteriam com a Venezuela: perda de lucros das empresas norte-mericanas de petróleo, custo caro de importar petróleo de outros países, além das reações que dariam mais apoio ao governo venezuelano.

 

Mas Trump já brincou de apertar o botão da guerra, bombardeando a Síria e o Afeganistão, gostou e teve apoios dentro e fora do país, depois da operação de mídia de crueldades que o governo de Bashar Al Assad teria cometido, sem que fosse necessário nada disso para jogar no Afeganistão a maior bomba até agora atirado em algum lado.

 

Racionalmente ninguém levaria a sério os EUA, metido ainda no Afeganistão e no Iraque, além da Síria, se metendo a destruir a Coreia do Norte e a invadir a Venezuela, tudo ao mesmo tempo. Mas o fato de ser o presidente norte-americano com menor apoio nos primeiros seis meses do mandato, pode incitar a Trump a montar operações de mídia – como a que fez na Síria, exibindo-se escandalizado com crueldades cometidas por outros governos –, para justificar alguma operação que, acredita ele, possa elevar seu apoio interno e mostrar ao mundo que ainda está no comando da ordem no mundo.

 

Depois das tantas barbaridades que Trump já cometeu e disse, já há setores que não duvidam que ele possa se meter numa aventura nuclear contra a Coreia do Norte. E que possa querer "dar uma lição" na Venezuela, aproveitando o clima favorável no continente, antes que possa mudar, por exemplo, com o retorno de um governo hostil no Brasil.

 

O certo é que um bufão, um boquirroto, está no comando do Império e tem o botão nuclear ao alcance de seu dedo e de seu Twitter. Essa é a contribuição dos EUA hoje ao restabelecimento da paz mundial. Solução que já não deu certo na Síria e nem conseguiu ser colocada em prática contra o Irã. A Rússia saiu fortalecida, como a grande adversária do chamado Estado Islâmico, e promotora de soluções que superem a crise na Síria. Deu tudo errado para os EUA por lá. Além de que a incomodidade das relações estreitas com a Arábia Saudita implicam e desgaste, por ser o país promotor de apoio ao Estado Islâmico, agente maior do terrorismo no Oriente Médio e até mesmo em outros lugares do mundo.

 

A Venezuela não é aqui, mas pode vir a ser. Não porque um governo bolivariano se instale, espantalho que Macri usa para tentar evitar uma grande derrota nas eleições parlamentares na Argentina. Mas porque uma loucura do governo Trump na Venezuela vai se alastrar ao Brasil. Agora mesmo, estivéssemos um governo minimamente digno, teria protestado pelas ameaças de intervenção militar direta dos EUA na Venezuela. Até o conservador Vicente Fox, ex-presidente do México, protestou.

 

Uma loucura dessas de Trump na Coreia do Norte pode ter efeitos graves, com o país usando os armamentos que tem para causar o maior dano possível, pelo menos na Coreia do Sul, e o país – ou o que restar dele – se tornará mais um lugar ingovernável. Na Venezuela então, vai promover, de novo, um isolamento grave dos EUA na América Latina.

 

Mesmo a OEA – o Ministério das Colônias dos EUA, segundo a expressão de Fidel Castro – vai ser incendiada, por uma dura resistência, por manifestações de apoio em muitos países do continente. E já não é nem mais certo que os norte-americanos ainda apoiem loucuras desse tipo, depois dos fracassos e dos desgastes no Afeganistão, no Iraque e na Síria.

 

Mas é bom saber que um bufão está no comando do Império e tudo de ruim pode ocorrer a partir dali. Inclusive uma crise final da hegemonia imperial norte-americanano mundo.

decisions__marian_kamensky.jpeg

 Ilustração Marian Kamensky

 

 

12
Ago17

A guerra pelo petróleo ameaça a Venezuela

Talis Andrade

Escreve Marcelo Zero que  "não é possível se entender a atual crise da Venezuela e tampouco o regime chavista sem se compreender como era esse país antes da revolução bolivariana e qual o seu significado geopolítico para os EUA.

 

A Venezuela está sentada na maior reserva provada de petróleo do mundo. São 298,3 bilhões de barris, ou 17,5% de todo o petróleo do mundo. Este petróleo está a apenas 4 ou 5 dias de navio das grandes refinarias do Texas. Em comparação, o petróleo do Oriente Médio está entre 35 a 40 dias de navio dos EUA, maior consumidor de óleo do planeta".

 

O petróleo do Brasil vem sendo entregue sem nenhum tiro de espingarda, nem foi preciso os Estados Unidos realizar os pedidos de inter√enção militar dos golpistas que promoveram a queda de Dilma Rousseff. 

 

Temer no poder, com um Congresso comprado a peso de ouro, e a submissão do judiciário, promove a quermesse do que resta das estatais e a entrega das riquezas do Brasil. Dos minérios, notadamente o cobiçado nióbio traficado pelos senadores Aécio e Jucá; da água, traficada pela filha do senador José Serra (estão em jogo os dois maiores aquíferos do mundo: o Guarani e o Amazonas); e de terras e mais terras da Floresta Amazônica, cada vez mais internacionalizada.

 

Diz Marcelo Zero: 

 

"Lamentável, em todo esse processo, é a posição do governo golpista e sem voto do Brasil. Desde que assumiu ilegitimamente o poder, esse governo fez da suspensão da Venezuela do Mercosul e da derrubada do governo chavista a sua diretriz principal em política externa, atuando como braço auxiliar dos EUA no subcontinente. Ao fazê-lo, o governo golpista apequenou o Brasil e retirou qualquer possibilidade do nosso país atuar como mediador de conflitos na região, como vinha fazendo nos governos do PT.

 

O empenho do Brasil contra a Venezuela foi de tal ordem que a suspendeu duas vezes do Mercosul. Com efeito, antes da última decisão de utilizar a cláusula democrática do Protocolo de Ushuaia, a Venezuela já estava suspensa, na prática, do Mercosul desde dezembro do ano passado, sob a escusa, sem embasamento jurídico, de que o país não havia internalizado todas as normas do bloco, situação que se verifica em todos os Estados Partes. Assim, a decisão de utilizar a cláusula democrática representa mera peça propagandística contra o governo legitimamente eleito da Venezuela.

 

Além de empenhado nos retrocessos socais e políticos internos, o governo do Brasil está empenhado também em forçar retrocessos na região.

 

Nosso principal produto de exportação é hoje o golpe". 

 

Para entender a Venezuela leia mais aqui

 

A campanha de intervenção dos EUA é realizada na Venezuela pela imprensa quinta-coluna e países vassalos. Atentem para o uso internacional do mesmo slogan de guerra:

 

VENEZUELA

ve_nacional.750.jpg

ve_2001.750.jpg

 COLÔMBIA

co_opinion.750.jpg

 

 ARGENTINA

ar_clarin.750.jpg

 

 

 

12
Ago17

Pedido de intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil vale para a Venezuela

Talis Andrade

Os traidores da Pátria, na campanha para derrubar Dilma Rousseff da presidência, pediram uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. 

 

Tudo começou com o grito de Dilma "vá tomar no cu" em um camarote do estádio da Copa do Mundo, reunindo os candidatos a presidente João Doria, Luciano Huck e a herdeira do Banco Itaú Maria Alice Setubal, a Neca, patrocinadora de Marina Silva. 

 

A campanha de ódio, tendo como apoio as operações do judiciário Mensalão e Lava Jato, era liderada nas ruas pelos direitistas do Congresso Nacional, as bancadas da bala (Bolsonaro, pai e filhos deputados), do boi (senador Ronaldo "Sepulcro" Caiado) e da bíblia (presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, senador Crivella e outros pastores), os candidatos derrotados a presidente Aécio Neves e vice Aloysio Nunes. Além dos deputados e senadores comprados por Michel Temer. Relembre aqui

 

Com o entreguismo gratuito do Brasil por Temer e o dupla nacionalidade Henrique Meireles, o mesmo pedido de intervenção militar, de vassalagem e dependência, tem agora a Venezuela como alvo. 

 

Uso do mesmo slogan internacional de guerra dos EUA comprova o engajamento da imprensa brasileira hoje:

 

BRA_OG.jpg

BRA_OE.jpg

 

BRA_FDSP.jpg

 

BRA^PA_OL-1.jpg

 

 

10
Ago17

57 países assinam declaração de apoio a Venezuela contra qualquer tipo de intervenção

Talis Andrade

Venezuela comemora o forte apoio recebido do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas em Genebra

 

57 países assinaram documento de apoio a Venezuela e contra as tentativas de intervenção

 

venezuela_for_peace__osvaldo_gutierrez_gomez.jpeg

 Ilustração Osvaldo Gutierres Gomez 

 

 

A declaração de solidariedade foi assinada pela Rússia, China, Índia, África do Sul, Irã, Vietnã, Argélia, Egito, Jordânia, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Paquistão, Iraque, Líbano, Líbia, Angola, Etiópia, Palestina, Qatar, Belarus, Arábia Saudita, Azerbaijão, Síria, Equador, Bolívia, Cuba, Nicarágua, São Vicente e Granadinas, São Cristóvão e Nevis, Dominica, Bahrein, Camarões, Djibuti, Somália, Sudão, Tunísia, Iêmen, República Democrática Popular da Coréia, Eritreia, Namíbia, Laos Filipinas, Sudão do Sul, República do Congo, Burundi, Zimbabwe, Myanmar, Timor Leste, Tajiquistão, Omã, República Democrática do Congo, Nigéria, Guiné Equatorial, Mauritânia, Moçambique, Togo e Venezuela.

 

Segue-se o texto integral da referida declaração:

 

Declaração Conjunta de Apoio a Venezuela

 

1. Reconhecemos o imperativo para todos os Estados de respeitar a soberania da República Bolivariana da Venezuela, de acordo com os princípios universais de não-interferência nos assuntos internos estabelecidos na Carta das Nações Unidas.

 

2. Acreditamos que é o povo venezuelano a quem compete, exclusivamente, determina o seu futuro sem interferência externa.

 

3. Apoiamos o Governo Constitucional da República Bolivariana da Venezuela em seu compromisso de preservar a paz e manter as instituições democráticas do país e a sua determinação em assegurar o pleno respeito dos direitos humanos e das liberdades fundamentais na Venezuela.

 

4. Reconhecemos a reiterada convocatória do Presidente Nicolás Maduro Moros ao diálogo político entre os diferentes setores que promovem a vida na Venezuela, a fim de preservar a paz e assegurar a estabilidade das instituições democráticas.

 

5. Congratulamos com os esforços louváveis ​​no sentido de diálogo político e de paz pela União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e ex-presidentes Jose Luis Rodriguez Zapatero da Espanha; Martín Torrijos do Panamá; e Leonel Fernandez, da República Dominicana, junto com o enviado especial da Santa Sé.

 

6. Apoiamos também a incorporação da América Latina e do Caribe para promover o diálogo político na Venezuela, a saber: El Salvador, Nicarágua, República Dominicana, Uruguai e Estados-Membros da CARICOM.

 

7. Condenamos qualquer ação que perturba a paz, a tranquilidade e a estabilidade democrática, minando a institucionalidade democrática da República Bolivariana da Venezuela e que ameace a sua soberania.

 

venezuela exemplo .jpg

 

 

 

09
Ago17

Venezuela o "elo estratégico" na tentativa dos Estados Unidos de "recolonizar" a América Latina e o Caribe

Talis Andrade

cambio..jpg

 

 

O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que a Venezuela é o "elo estratégico" na tentativa dos Estados Unidos de "recolonizar" a América Latina e o Caribe.

 

"Estamos perante um momento especial e um palco complexo. O império empreendeu a grande batalha para recolonizar a América Latina e o Caribe, e a Venezuela é o elo estratégico", afirmou Evo Morales em um ato com militares, indígenas e camponeses no planalto de La Paz, por ocasião do 192º aniversário das forças armadas.

 

Para o governante boliviano, aliado de Nicolás Maduro, "a Venezuela é um elo estratégico" para os EUA porque "possui a maior reserva de petróleo do mundo."

 

"Domínio geopolítico e energia petrolífera é o que o império procura na Venezuela. Primeiro derrubar, depois dominar e depois apossar-se do petróleo venezuelano".

 

"O pretexto é o mesmo de sempre: democracia, direitos humanos, terrorismo, tudo com o mesmo verniz, a mesma comédia midiática que [os EUA] usam desde sempre para se apropriar dos recursos naturais", disse o primeiro índio a presidir um país das Américas depois de quinhentos anos.

 

Segundo Morales, "a pior vergonha para a região" não é só que "alguns governos" se ponham "de joelhos perante a conspiração da CIA contra a Venezuela", senão que "alguns dirigentes antipátria façam os penosos papeis de Felipillos e Malinches".

 

O nome Felipillo é uma referência ao indígena que acompanhou os conquistadores espanhóis Francisco Pizarro e Diego de Almagro nas suas expedições ao Peru, enquanto Malinche foi a mulher indígena, companheira e tradutora do conquistador Hernán Cortés, também considerada uma traidora.

 

 

 

 

 

01
Ago17

Venezuela: o ouro em tempos de guerra. E a paz nas encantadas minas gerais do imenso e pobre Brasil

Talis Andrade

mina de ouro na Venezuela.jpg

Mina de ouro na Venezuela 

 

 

Venezuela é o país com maiores reservas de ouro na América Latina, ao redor de 3.500 toneladas.

 

Desde 2008 o ouro é propriedade exclusiva do Estado. Antes - como acontece no Brasil - a exploração estava principalmente nas mãos de empresas estrangeiras e da mineria artesanal. A partir desse ano o Estado tomou formalmente o controle.

 

No Brasil o ouro é encantado. Acontece o mesmo com as minas de diamantes. 

 

A última notícia que se tem é da década de 1980, de uma Serra Pelada, no Pará, e todo o ouro transportado de avião para o Uruguai. Trinta toneladas. Foi o maior garimpo a céu aberto do mundo. 

 

Também existe o tráfico de diamantes. Para investigar foi criada a Operação Lava Jato. Permanecem desconhecidos os obscuros motivos que levaram a República do Paraná a mudar a devassa, a averiguação, para se fixar na Petrobras, na esquadrinhadora de Lula e na bancarrota das principais construtoras nacionais. 

 

A pirataria internacional que diga caixinha, obrigado!

 

Leia mais sobre o ouro da Venezuela, cobiçado pelos inimigos internacionais do nacionalismo de Maduro aqui. Tudo sobre o tráfico de diamantes aqui. O encantado ouro do Brasil aqui

 

ouro divisas.jpg

 

BRA^SP_DDR ouro do Brasil para onde vai?.jpg

 

 

 

01
Ago17

A exibição internacional da mesma foto de propaganda contra a votação da Constituinte da Venezuela por voto direto

Talis Andrade

Os jornais dos Estados Unidos praticamente desconheceram a votação para eleger uma Assembleia Constituinte na Venezuela, que teve o comparecimento de 8.089.320 de pessoas, apesar do boicote violento da oposição direitista e nazista.

 

"É a maior votação que a Revolução Bolivariana conseguiu em toda a história eleitoral em 18 anos", comemorou Maduro diante de centenas de seguidores que celebravam na praça Bolívar, no centro da capital Caracas. 

 

BRASIL DE TEMER SEGUE O GOVERNO DE TRUMP

 

Obediente à política dos Estados Unidos, o governo brasileiro do golpista Michel Temer não reconhece o resultado da votação para a Assembleia Constituinte na Venezuela. 

 

Recorde que na campanha para derrubar Dilma Rousseff, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (PSDB-MG), tratou sua ida à Venezuela como uma missão política e diplomática, para fazer “aquilo que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo”. Esta foi a mensagem divulgada por ele em um vídeo publicado em sua página no Facebook pouco antes da viagem.



Aécio viajou acompanhado dos senadores Aloysio Nunes (PSDB-SP), Cassio Cunha Lima (PSDB-PB), José Agripino (DEM-RN), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Ricardo Ferraço (PMDB-ES), José Medeiros (PPS-MT) e Sérgio Petecão (PSD-AC). Aloysio Nunes, atual ministro do Exterior de Temer, chanceler brasileiro, declarou: "Nós condenamos a maneira como foi organizada a eleição, e apelamos que seja destituída a 
Comissão da Verdade da Justiça e do Castigo, que vai aumentar o número de presos políticos, e parlamentares da oposição podem perder a imunidade". Isto é, Aloysio pede anistia para os autores de assassinatos políticos no dia da eleição, para amedrontar e evitar o comparecimento do povo às urnas.

 

 

“Estamos aqui no Legacy da FAB (…) embarcando para a Venezuela numa missão política e talvez também diplomática, fazendo aquilo que o governo brasileiro deveria ter feito há muito tempo, defendendo as liberdades da democracia, libertação dos presos políticos e eleições livres na Venezuela”, proclamou Aécio em uma viagem repudiada pelo povo venezuelano 

 

Eleições livres aconteceram nesta domingo, na Venezuela, pela Constituinte, que elegeu os representantes do povo em geral, e não apenas os três estados da França antes da Revolução: A nobreza (tradicionais famílias), o clero (pastores evangélicos), a miliitar (bancada da bala).

 

Após vitória expressiva do chavismo na votação do último domingo (30), os Estado Unidos responderam com mais sanções: dessa vez, o presidente democraticamente eleito Nicolás Maduro Moros foi colocado na lista de cidadãos venezuelanos sancionados pelo Departamento do Tesouro norte-americano.

 

“Como um resultado das ações de hoje, pessoas dos Estados Unidos estão proibidas de se relacionar com ele”, consta no texto da sanção.

 

Sanções individuais têm sido a nova modalidade de represália empregada pelo governo dos Estados Unidos contra governos que contrariem seus interesses. E isso só tem sido possível porque o país se encontra, desde as sanções aplicadas por Obama em 2015, classificando a Venezuela como uma “ameaça não-usual e extraordinária à segurança nacional” dos Estados Unidos.

 

Para impedir que o povo votasse, o governo norte-americano também ameaçou sancionar qualquer cidadão venezuelano que participasse da Constituinte.

 

Na quarta-feira passada, a quatro dias da eleição para a Constituinte, os Estados Unidos já haviam anunciado sanções a 13 funcionários do alto escalão do governo venezuelano.

 

A imprensa vassala e vendida faz a propaganda contra o voto direto nas urnas 

 

ESPANHA

larazon.es.jpg

 

elmundo.es.jpg

 

elcorreo.es.jpg

abc. es.jpg

 

 ARGENTINA

ar_clarin.jpg

 

nacion.ar.jpg

 

COLÔMBIA

co_elcolombiano..jpg

 

co_universal.jpg

  BRASIL

Br. estadao.jpg

 

01
Ago17

Constituinte venezuelana tem 41% de participação, maior que as eleições americanas de 2014

Talis Andrade

ve_ultimasnoticias.jpg

Jornal da Venezuela

 

 

O Brasil, hoje comandado por um governo ilegítimo, sem voto e rejeitado por 95% da população, foi um dos países que se negaram a reconhecer os resultados da eleição venezuelana.

 

O Brasil vassalo segue a decisão imperialista dos Estados Unidos, que elegem seu presidente por voto indireto.

 

Maduro enfatizou “que a Venezuela tem um poderoso poder eleitoral, militar, político e do povo".

 

“Quiero agradecer a todos os jovens, aposentados, estudantes, trabalhadores, comerciantes, empresários, conselhos comunitários, movimentos sociais, classe média que deram um exemplo”, disse.

 

Manifestou que foi uma campanha eleitoral democrática, exemplar, e que deu excelentes resultados. Assim mesmo denunciou que se há calculado que 2 milhões de pessoas não conseguiram votar, impedidas pelas barricadas levantadas por grupos violentos, e pelo boicote de meios privados de comunicacão, que se negaram a  informar o processo eleitoral, ou divulgaram boatos alarmistas, e endereços errados de locais de votação. “Não vou permitir um Golpe de Estado, nem terrorismo midiático”.

 

“O Governo dos EEUU não nos dá ordens”

 

“Não vou obedecer ordens e sou antiimperialista, tomem as sanCões que lhes dá gana, soo o Presidente independente da Venezuela”, reiterou confrotando as novas e contínuas ameças do governo dos Estados Unidos.

 

“Se me sanciona porque convoco as eleições Constituyente (…); porque denuncio o ataque aos latinoamericanos do governo de Donald Trump, me sinto orgulhoso da sanção e vou seguir defendendo os direitos de todos”, reiterou Maduro.

 

"Esperamos que aqueles membros da comunidade internacional que querem rejeitar os resultados das eleições venezuelanas e aumentar a pressão econômica sobre Caracas mostrem contenção e renunciem a estes planos destrutivos que podem aguçar a polarização da sociedade venezuelana", advertiu um comunicado do Ministério de Relações Exteriores russo, chefiado por Sergei Lavrov.

 

vision_apurena.jpg

 Jorrnal da Venezuela

 

Escreve Miguel do Rosário: 

 

A Venezuela já tem uma nova Assembleia Constituinte, chancelada democraticamente por milhões de cidadãos.

 

Acabam de ser divulgados os resultados finais da votação da Constituinte na Venezuela. Compareceram mais de oito milhões de eleitores, o que significa que a nova Assembléia Constituinte foi chancelada por 41% dos eleitores inscritos, numa eleição onde o voto não é obrigatório.

 

Para efeito de comparação, as eleições legislativas dos Estados Unidos de 2014 tiveram participação de 36% do eleitorado, e as de 2010, de 40,9%.

 

Os americanos (e os brasileiros submissos a eles) dirão que uma eleição com 41% vale menos que uma com 36%, e após uma campanha midiática internacional violentíssima para que os venezuelanos não fossem votar?

 

Em 2015, a Mesa de Unidad Democrática (MUD), que reune todos os partidos de oposição ao governo Maduro, e que havia obtido maioria na Câmara, recebeu 7,7 milhões de votos.

 

Nas eleições presidenciais de 2013, Maduro ganhou de seu adversário, Henrique Capriles, com 7,5 milhões de votos.

 

Numa eleição boicotada pela oposição, atacada pela mídia corporativa internacional, repleta de ameaças de ataques terroristas de grupos de extrema-direita, havia expectativa, por parte da oposição, de baixíssima participação, abaixo do mínimo de 25% necessários para validar a eleição.

 

A oposição pediu ao povo para não ir votar. E tentaram impedir a votação. Houve ataques contra várias zonas eleitorais.

 

Os oito milhões de votos representam, portanto, uma vitória imensa para a revolução bolivariana.

 

A presidenta do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, declarou que foram eleitos 537 membros da Assembleia Nacional Constituinte.

 

“Ganhou a paz, e quando a paz ganha, o vencedor é a Venezuela”, declarou Lucena, ao anunciar os resultados oficiais.

 

Os oito milhões de votos são maiores também que os sete milhões de votos fraudados da consulta realizada pela oposição há algumas semanas, num pleito sem nenhum registro oficial, sem observadores internacionais, sem chancela de nenhum órgão de Estado.

 

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D