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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

20
Jan18

Peru: Papa denuncia violência contra as mulheres

Talis Andrade

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Puerto Maldonado, 19 jan 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco denunciou hoje no Peru a violência contra as mulheres, alertando em particular contra o contra o tráfico de pessoas e a exploração sexual, num encontro com milhares de pessoas em Puerto Maldonado.


“Não se pode ver como normal a violência contra as mulheres, achá-la normal, não se faz da violência contra as mulheres algo natural, mantendo uma cultura machista que não aceita o papel de protagonista da mulher nas nossas comunidades”, alertou, perante os peregrinos reunidos na capital da região de ‘Madre de Dios’ [Mãe de Deus].


“É triste constatar como, nesta terra que está sob a proteção da Mãe de Deus, muitas mulheres são tão desvalorizadas, desprezadas e sujeitas a violências sem fim”, prosseguiu.
O Papa disse ter ficado satisfeito por ver, ao chegar a Puerto Maldonado, um cartaz que convida cada cidadão a estar “atento contra o tráfico”.


“Na realidade deveríamos falar de escravatura: escravatura laboral, escravatura sexual, escravatura para fins de lucro”, precisou.


“Não nos é lícito virar cara para o outro lado e deixar que tantas mulheres, especialmente adolescentes, sejam espezinhadas na sua dignidade”, insistiu.


Na região sudeste do Peru, junto à Amazónia, Francisco falou de uma Igreja sem fronteiras, que defende os que são considerados como habitantes da “terra de ninguém”.


“Não sois terra de ninguém. Esta terra tem nomes, tem rostos: tem-vos a vós”, observou.


O Papa realçou o facto de o nome da região remeter para a Virgem Maria, “uma Mãe” para os católicos, que os faz ter a certeza de que “há filhos, há família, há comunidade”.


A intervenção alertou para as consequências da “cultura do descarte” que, ao ser aplicada aos recursos naturais, os explora até ao fim.


“As próprias pessoas são tratadas com esta lógica: são usadas até ao exaurimento e depois deixadas como inúteis”, advertiu o pontífice.

 

Francisco recordou quem emigrou para a Amazónia seduzido pelo “brilho promissor da extração do ouro”, que considerou “um falso deus, que pretende sacrifícios humanos”.


“Os falsos deuses, os ídolos da avareza, do dinheiro, do poder corrompem tudo. Corrompem a pessoa e as instituições; e destroem também a floresta”, alertou.

13
Dez17

Uma rede de adoções ilegais envolvendo os netos de Edir Macedo

Talis Andrade

“No caso das adoções ilegais da Igreja Universal, o Estado português também deve ser investigado”

 

por Regiane Oliveira/ El País/ Espanha

 

 

Foram sete meses de investigação em segredo absoluto até que a equipe da emissora portuguesa TVI colocou no ar o primeiro capítulo de uma série de reportagens que denuncia a existência de uma rede de adoções ilegais envolvendo os netos do líder da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), Edir Macedo, um das maiores denominações cristãs do Brasil presente em quase 200 países. Batizada de O segredo dos deuses  , a investigação levou o Ministério Público do país a abrir inquérito para investigar o suposto esquema. As repórteres Alexandra Borges e Judite França, que participaram da investigação, responderam às perguntas do EL PAÍS sobre os bastidores da reportagem.


Pergunta. Como vocês chegaram a esta história?

Resposta. Nós estávamos investigando outro assunto ligado aos negócios da IURD. Era uma reportagem empresarial sobre suposto enriquecimento ilícito e tropeçamos na história dos netos. Ouvimos que Edir Macedo havia escolhido os filhos adotados por sua filha Viviane [Freitas] e que os meninos eram portugueses. Achamos estranho porque não é fácil uma estrangeira adotar uma criança em Portugal. Além do mais, a legislação portuguesa não permite que se escolha a criança a ser adotada. E fomos investigar.

 

P. Como foi o processo de apuração?

R. Não foi fácil fazer a investigação porque em Portugal os processos de adoção são secretos. Começamos tentando contatar pessoas que saíram da IURD, porque quem está dentro da instituição não fala. Descobrimos que as adoções estavam protegidas por acordos de confidencialidade entre os participantes, para que nenhuma informação sobre o processo viesse a ser conhecida. Contatamos pessoas que trabalharam no lar onde as crianças foram adotadas. São pessoas que perceberam que haviam feito coisas erradas e por isso guardaram documentos da época.

 

 

P. Quais foram as maiores dificuldades?

R. Foram sete meses batendo às portas, juntando informações. Teve mães que morreram lutando pelos filhos. Apuramos que cerca de dez crianças foram adotadas nesse esquema. Algumas já estavam nas rédeas da rede quando a mãe conseguiu resgatá-las. É o caso de uma africana que teve malária e deixou seus filhos no lar da IURD para fazer o tratamento. Quando voltou, eles não queriam entregar as crianças, dizendo que ela precisava de advogado. Mas ela resistiu. Outras mães foram à polícia, mas não foram levadas a sério.

 

P. Por que não?

R. São mulheres vulneráveis, com histórico de problemas, algumas já conhecidas pela polícia. Vítimas de violência doméstica. Sem relações estáveis e cujos pais não queriam saber das crianças. Algumas eram dependentes químicas.

 

P. E como vocês chegaram às mães

R. Chegar às mães foi mais complicado. Algumas pessoas com quem conversamos guardaram o nome das mães e das crianças. Mas não conseguimos encontrar todas. Também entrevistamos a babá portuguesa que viveu nos Estados Unidos quase três anos na casa do Edir Macedo e que nos contou sobre como era a vida das crianças.

 

P. O que vocês descobriram que as levou a entender que as adoções foram ilegais?

R. A filha do bispo escolheu as crianças por fotografia, com base em características que a interessavam, o que em Portugal é proibido. Viviane não esconde essa informação. Em seu blog, ela falava que adotou as crianças porque eram parecidas com Júlio Freitas, seu marido. Em Portugal, a Segurança Social te apresenta a criança, com base em diretrizes como idade. A pessoa que quer adotar e a criança têm seis meses para se conhecerem. Sempre de forma vigiada. Como a IURD era dona do lar, eles não passaram por esse processo e fizeram uma desvinculação forçada dos pais biológicos. Descobrimos um conjunto de mentiras que foi passado para o Tribunal [de Família e Menores de Lisboa], como as crianças serem tipificadas como soropositivos, sendo que a mãe biológica é doadora de sangue. Além disso, o tribunal não sabia que elas seriam levadas em aviões privados para fora de Portugal. Nem que seriam separadas. Viviane ficou com duas crianças e outra foi entregue para adoção de um bispo.

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Viviane e Júlio Freitas 

 

P. Mas o tribunal sabia que as crianças estavam sendo adotadas pela filha de Edir Macedo?

R. O tribunal pensava que estava atribuindo as crianças para guarda de uma portuguesa e não para a filha do bispo. Essa mulher é alguém de confiança do bispo Macedo, uma testa de ferro.

 

P. Como o Ministério Público ficou sabendo da história?

R. Nós tivemos que abrir a história para a Procuradoria porque queríamos ter acesso aos documentos administrativos sobre a adoção. Eles analisaram e informaram que abririam um processo crime, antes mesmo de a reportagem ir ao ar.

 

P. Vocês tentaram falar com os jovens que foram adotados?

R. Claro. Fizemos um pedido na IURD em Portugal. Eles nos passaram o contato com o advogado que representa a IURD. E responderam que as adoções foram legais. Agora estão pedindo direito de resposta e tentando desqualificar o bispo Alfredo Paulo [um dos entrevistados], que por sete anos foi responsável pela IURD em Portugal e outros dezoito países da Europa. Mas ele não sabia do caso. Ele criou um blog e fala sobre a IURD [blog A outra face]. Ele não sabia. Foi surpreendido com o caso de Portugal. Apenas nos contou sua experiência ao adotar e disse que achava que os meninos da Viviane tinham vindo de Portugal.

 

P. Se o caso já se tornou público, por que as mães não aparecem nas imagens?

R. Por proteção, as mães não são identificadas. O MP sabe quem elas são. E a IURD também. O maior problema em Portugal são os fanáticos. Nossa página da Internet está sendo invadida. Acreditamos que por ordens do bispo. Temos provas de que foi um processo ilegal. Mas o caso não é sobre a IURD. Se fosse a Igreja Católica, daríamos a mesma cobertura. Quem levou as crianças é que tem que responder. Não fizeram em benefício da igreja, mas em benefício próprio. Mas é mais fácil se esconder atrás do escudo da IURD.

 

P. Vocês alegam que o lar era ilegal, mas admitem que o próprio departamento de Segurança Social mandava crianças para lá...

R. Esse lar só veio a ter convênio com o Estado a partir de 2004. A própria Segurança Social não sabia que era ilegal. Há uma responsabilidade do Estado português a ser investigada, porque aqui não se pode entregar uma criança do jeito que foi feito.

 

P. Não é a primeira vez que a IURD é envolvida em investigações e nunca houve uma condenação. Qual a expectativa com esse caso?

R. No passado houve tentativas de investigação sobre o dinheiro da IURD em Portugal. Mas nunca deu em nada. Em 1995, lembro que a IURD tentou comprar um cinema no Porto, mas enfrentou resistência local e passaram a fazer as coisas na calada. Desta vez, o MP ficou muito intrigado e deve levar até as últimas consequências. É mais fácil investigar adoção do que o dinheiro. As testemunhas já confirmaram que vão falar em Juízo, mas sabemos que alguns crimes estão prescritos.

 

P. De quais crimes estamos falando?

R. Os meninos foram entregues como encomenda e hoje isso é classificado como tráfico de criança. Mas esse crime não estava tipificado na lei na época. O tráfico de crianças entrou na lei apenas em 2007. Muitos defendem que o que aconteceu foi um sequestro, já que as mães nunca autorizaram a adoção. Mas a investigação vai além de Viviane e Edir Macedo. Agora que saiu a reportagem, estamos recebendo e-mails de pessoas que tinham filhos no lar e eles desapareceram. Com as novas denúncias, continuaremos investigando.

 

P. A reportagem mostra que a política de adoção é algo defendido pela IURD. Por quê?

R. Júlio Freitas e Renato Cardoso, maridos das filhas de Edir Macedo, fizeram vasectomia por orientação da IURD. Mas as filhas do bispo queriam filhos. A saída encontrada por Macedo foi a história de que todos da igreja poderiam adotar. Eles vendem a família perfeita, que, inclusive, ao invés de botar criança no mundo, adota. O lar foi o veículo que eles encontraram para facilitar o processo. A única coisa que não conseguimos explicar é por que adotar em Portugal, se, talvez, eles tivessem mais facilidade no Brasil.

 

 

 

16
Nov17

Uma adolescente estadunidense de 19 anos vende a virgindade por 3 milhões de dólares e as crianças brasileiras por um pedaço de pão

Talis Andrade

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Uma modelo norte-americana vendeu sua virgindade por 3 milhões de dólares (aproximadamente R$ 9,6 milhões) para um empresário de Abu Dhabi. Apenas identificada como Giselle, a jovem de 19 anos, fez a transação através de um site de leilões alemão. "Eu nunca imaginei que o lance chegaria tão alto. É um sonho que se tornou realidade", disse Giselle ao jornal Daily Mail. Ela declarou estar contente com o resultado e afirma que vai usar o dinheiro para pagar os custos da faculdade, comprar uma casa nova e viajar pelo mundo. Três milhões por uma única relação, o preço da estadunidense. No Brasil, 500 mil crianças, diariamente, têm cerca de oito a dez relações por dia com diferentes parceiros, e o dinheiro fica com os negociantes da noite, inclusive do turismo sexual realizado até em hotéis de cinco estrelas. Não estão nesta contagem maldita das 500 mil escravas sexuais, as meninas que vendem o corpo por um pedaço de pão no Brasil da tradição do incesto que não é crime, da cultura do estupro, da curra nas escolas, do casamento de menores, de campanhas entre estudantes do primeiro grau para as meninas perderam a virgindade antes mesmo da primeira menstruação.

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A jovem Giselle foi muito criticada por sua decisão, mas se defendeu dizendo que o que fez foi um ato de emancipação sexual. "Sou eu que decido se quero perder a virgindade com alguém que eu não amo", explicou.

"O fato de mulheres poderem fazer o que quiserem com seus corpos e terem a coragem de viver suas sexualidades livres de críticas é uma forma de emancipação", defendeu. Um funcionário de comunicação do site de leilões anunciou que a página "possui um vídeo onde meninas de todo o mundo falam sobre as razões para vender a virgindade". Segundo um funcionário do site de leilões, a proposta só mostra que a demanda por virgens no mundo dos empresários é alta. O segundo lance mais alto foi feito por um ator de Hollywood.

Giselle disse que tinha planejado vender sua virgindade antes de descobrir sobre Escortes da Cinderela, mas decidiu que era mais seguro trabalhar com uma agência. A agência aumentou a fama mundial após o leilão em 2016 de Aleexandra Khefren, um modelo romeno de 18 anos que vendeu sua virgindade por 2,3 milhões de euros (£ 2 milhões) para um empresário sem nome de Hong Kong. Vinte por cento de cada leilão são cobrados pela Escravidão de Cinderela, de acordo com a mídia local. O homem por trás do site de escortes mais famoso da Alemanha é Jan Zakobielski, de 27 anos, que administra o negócio de Dortmund, e compara a virgindade de uma mulher com um "vinho muito antigo" ou um "carro de luxo". Um porta-voz da Cinderella Escorts disse: "No nosso site, você encontrará um vídeo onde meninas de todo o mundo falam sobre os motivos para vender sua virgindade. "O alto lance para o leilão de Giselle nos mostra quão alta é a demanda por virgens. Pessoas empresárias de todo o mundo estão participando.

13
Nov17

A justiça e o trabalhador no seu devido lugar

Talis Andrade

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Ato inaugural José Cairo Junior, juiz do trabalho da Bahia, proferiu dura sentença contra um empregado no sábado (11), baseando-se na nova legislação trabalhista.

 

Não deu. O funcionário havia processado o empregador por ter sido assaltado a mão armada pouco antes de sair para a firma. Pedia R$ 50 mil, mas foi obrigado a desembolsar R$ 8.500 por litigância de má-fé e pelas custas da ação.

Folha de S. Paulo

 

 

Para você entender melhor a lei trabalhista, o ato da pedra inaugural do juiz José CAIRO Junior, a pedra jogada nos trabalhadores vigiados pela justiça do trabalho

 

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Na escravidão legal existiam os castigos corporais aprovados por Lei. A justiça nomeava e considerava o escravo uma "peça".

 

O que é legal não é tortura.
A tortura psicológica é mais eficaz que a física.

 

O que é um juiz hoje ?
Um capataz .
Um capataz das grandes e médias empresas.


Assim os tribunais do trabalho provam para as elites a necessidade de continuarem existindo.

 

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Na escravidão quem perseguia os escravos fugitivos?
Os tenentes do exército brasileiro.


Foi a revolta dos oficiais - que não queriam mais exercer esse ofício sujo - que deu força para a princesa Isabel assinar a Lei Áurea, hoje letra-morta com a reforma trabalhista de Temer.

Foi assinar e perder o trono.
Perdeu para a ditadura implantada por Deodoro, que considerado frouxo, foi substituído por outro marechal, o Floriano.
Uma ditadura militar que ficou devendo a reforma agrária para os negros sem terra.

 

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Os negros libertos foram substituídos pelos emigrantes. Camponeses e operários 'brancos' de diferentes países.
Os negros são considerados inferiores porque descendentes de escravos.
Acontece que os branquelos com nomes europeus, asiáticos, judeus e árabes, que comandam a economia, a política, a justiça, as forças armadas do Brasil são todos descendentes desses emigrantes, que retirantes das guerras, da fome, do desemprego, dos holocaustos raciais, do fanatismo religioso, da perseguição de governos ditatoriais fugiram para o Brasil para realizar o trabalho escravo, para substituir o negro escravo nos serviços humilhantes e pesados. Essa ascendência pobre, tão escrava quanto a negra africana, todos negam.

 

Se Rui Barbosa queimou os arquivos da escravidão para negro rico se passar por branco, o mesmo faz hoje as elites desse Brasil de mãe índia estuprada, de mãe negra fecundada para parir filhos para vender no mercado de escravos legalizado pela justiça do trabalho e pela justiça ppv

 

 

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