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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

10
Dez17

Os assassinos da menina Beatriz estão no vídeo do Colégio Maria Auxiliadora de Petrolina?

Talis Andrade

 

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Na noite de 10 de dezembro de 2015, Beatriz Angélica Mota Ferreira da Silva, 7 anos, foi assassinada com 42 facadas dentro do Colégio Maria Auxiliadora, um dos mais tradicionais colégios particulares de Petrolina, Pernambuco, durante a solenidade de formatura das turmas do terceiro ano da escola. A irmã de Beatriz era uma das formandas.

 

A última imagem que a polícia tem de Beatriz foi registrada às 21h59, quando ela se afasta da mãe e vai até o bebedouro do colégio, localizado na parte inferior da quadra. Minutos depois, o corpo da criança foi encontrado atrás de um armário, dentro de uma sala de material esportivo que estava desativada após um incêndio provocado por ex-alunos do colégio.

 

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A polícia divulgou ainda que o local onde o corpo foi achado estava absolutamente escuro à noite, que é de difícil acesso e ainda estava interditado, porque no dia 16 de outubro ex-alunos do colégio atearam fogo na área. Após o incêndio, a sala foi desativada, ficando cheia de fuligem e de objetos queimados. Ex-alunos filhos de famílias ricas de Pernambuco e da Bahia, principalmente das cidades de Petrolina e Juazeiro.  

 

Quem é capaz de incendiar um colégio tem capacidade para outros crimes, não precisamente de matar uma criança, mas indica algo de podre no Maria Auxiliadora.

 

O que motivou o incêndio? Simplória molecagem de playboys?   

 

O local exato onde ocorreu o crime nunca foi revelado pela polícia. Uma leitora do G1 (jornal O Globo), Mayara Alencar comenta: "O mistério de onde ela foi morta todo mundo sabe. Foi na sala do balé onde a escola mandou reformar e trocar o piso".   

 

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 O censurado local do crime. Uma festa de formatura no Colégio Maria Auxiliadora 

 

 

Às 21h09, Beatriz conversa com a mãe Lúcia Mota. É o momento em que ela insiste para beber água no bebedouro que fica próximo ao local onde estão sentadas. Ela levanta e sai. É a última vez que a menina aparece nas imagens oficiais da festa. Às 21h25 os familiares ficam inquietos procurando Beatriz, a mãe, Lúcia é vista passando próximo ao palco. Menos de 15 minutos depois de Beatriz sair de junto da mãe, ela começou a ser procurada.

 

Que fique bem marcado o tempo. Da menina Beatriz descer a escada, ir ao bebedouro, beber água, ser abordada por um dos criminosos, ser carregada viva para uma sala, levar 42 facadas, o cadáver ser transportado para um depósito. Tudo ocorreu sem a preocupação do flagrante e, pelo menos, um dos envolvidos saiu do colégio encharcado de sangue, ou tomou banho e trocou de roupa dentro do Maria Auxiliadora. 

 

O crime foi premeditado, e praticado por pessoas que conheciam e tinham acesso a diferentes salas do colégio. Cerca de 200. E possuíam as chaves. De três chaves que dão acesso aos locais usados pelo(s) assassino(s) e cúmplices. O sumiço foi notado pela direção 10 dias antes. 

 

Dois meses após o crime, a polícia divulgou um retrato falado do suspeito (?) de matar Beatriz. O perfil foi construído com base em depoimentos de três testemunhas, sendo uma delas a própria mãe. Por premonição? Talvez aí o erro do retrato de uma pessoa raivosa, de um cão danado, porque o único mal vestido, pobre e mulato de má aparência da festa. 

 

Dois anos depois ninguém conseguiu identificar o suspeito, relacionado com funcionários do colégio, que o assassino do perfil conhecia bem o local vandalizado, sabia onde esconder o cadáver (atrás de um armário de um depósito interditado), o que indica algo falso no retrato divulgado pela polícia, talvez um bode expiatório. 

Ninguém possui todo tempo feições tão raivosa.

Ninguém possui para todo sempre feições tão raivosas

 

Nenhum assassino profissional daria 42 facadas, ou usaria uma faca, porque preveria as vestes manchadas de sangue dificultariam uma fuga sem que fosse facilmente identificado e preso.

 

Matar uma pessoa com 42 facadas não é coisa de profissional contratado, e sim de quem tem muito ódio, muita raiva contida, que jamais poderia ser provocada por uma criança de 7 anos, escolhida aleatoriamente, que antes outra criança foi abordada, e a vítima não sofreu nenhum abuso sexual.  

 

O que a menina Beatriz viu? Quem sabe se no andar inferior da quadra acontecia outra festa bem particular e mais animada? 

 

Por que essa convicção de um único executante? 

 

Escondido em um local previamente escolhido e de difícil acesso, o corpo de Beatriz foi encontrado na noite da festa, por volta das 21h50, cerca de 40 minutos após ter desaparecido. Ela tinha ferimentos de faca no tórax, membros superiores e inferiores. A faca usada no crime foi encontrada próximo à criança. Os ferimentos nas mãos e braços significam que a menina reagiu. Beatriz tinha apenas 7 anos, uma frágil menina. Um feito fisicamente impossível se seu agressor tem 1m70, e pesa 70 quilos. 

 

Por que a desconfiança discriminatória listando como assassinos e cúmplices apenas os funcionários mais humildes: serventes, porteiros e seguranças? Estudantes foram investigados, principalmente os formandos que sempre promovem uma segunda festa para depois da solenidade, com bebidas e drogas?  

 

Por que apenas um retrato falado, quando a própria polícia considera a participação de outros criminosos? 

 

Segundo o delegado responsável pelo caso, Marceone Ferreira, e o perito criminal Gilmário Lima, quatro homens e uma mulher foram identificados e podem estar envolvidos na morte de Beatriz.

 

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Que escondem esses funcionários?  

 

De acordo com Sandro Mota, pai da garota, o Ministério Público de Pernambuco tem posse de imagens que denunciariam a identidade de cúmplices no crime. Ele também acusa a escola de atrapalhar o processo de investigação da morte da filha. Segundo Sandro, o colégio teria apagado as imagens das câmeras internas. "Eu quero pedir a prisão dessa pessoa que apagou as imagens e também quero denunciar que a escola escondeu e apagou essas provas", comentou o pai da menina, em um dos protestos. 

 

Quantos vídeos foram apagados? De acordo com Lucia Mota, mãe da criança, o da solenidade foi recuperado pela polícia. "O melhoramento da imagem foi feito agora. Com fé em Deus que alguém vai reconhecer o executor, porque ele tem nome, sobrenome, ele tem amigos, ele tem vizinhos. E nós vamos chegar até ele. Nós vamos chegar até todos, ao mandante, quem colaborou, quem atrapalhou. O estado tem que prender todos".

 

Apagar um vídeo constittui um ato de obstruir de forma proposital a justiça. Quais pessoas importantes o colégio quis proteger?  

 

Por que retrato desenhado se existem imagens de filme? 
 

 

 

 

 

 

 

 

  

07
Dez17

A helicoca farsa do combate ao tráfico de drogas no Ceará

Talis Andrade

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por Messias Borges - Repórter

 

Três delegados e 13 inspetores da Divisão de Combate ao Tráfico de Drogas (DCTD), da Polícia Civil, foram alvos de mandados de condução coercitiva durante a deflagração da Operação "Vereda", da Polícia Federal (PF), realizada ontem, para apurar uma série de crimes praticados na Delegacia, como extorsão e corrupção. Dois dos policiais investigados chegaram a ser presos em flagrante, mesmo destino de outros quatro suspeitos. Ao total, 25 pessoas foram alvos da Operação. Um homem que também estava sendo investigado foi assassinado a tiros na última sexta-feira (1º), no bairro Ellery, em Fortaleza.

 

Conforme decisão do juiz federal substituto da 12ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Ceará, Danilo Dias Vasconcelos de Almeida, dez agentes de segurança foram afastados das funções da Polícia Civil por 90 dias, com recolhimento de armas, identidade funcional e distintivos; enquanto os outros seis serão removidos compulsoriamente para outras unidades em em funções administrativas.

 

Apesar de a PF não divulgar os nomes dos envolvidos, a DCTD possuía exatamente três delegados. A reportagem apurou que a diretora da Especializada, Patrícia Bezerra, e o delegado adjunto Lucas Aragão foram afastados da Polícia Civil; já a delegada Anna Cláudia Nery será removida para uma função administrativa.

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Patrícia Bezerra

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 Lucas Aragão

 

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Anna Cláudia Nery

Esquema criminoso

 

Segundo o presidente do inquérito que resultou na Operação Vereda, delegado federal Gilmar Santos Lima, os policiais civis investigados entravam em negociação com suspeitos de tráfico de drogas e tiravam vantagem para si. Os agentes de segurança subtraíam ou pediam dinheiro ou mesmo material ilícito, como drogas e anabolizantes, em troca de relaxar o flagrante ao criminoso. Os investigados que não são policiais foram qualificados pela PF como 'colaboradores' ou 'informantes' nas negociações.

 

Os investigados podem vir a responder pelos crimes de peculato, concussão, corrupção passiva, associação criminosa, tráfico de drogas, comercialização ilegal de anabolizantes, falsificação de moeda e posse ilegal de arma de fogo.

 

Durante as diligências, a Polícia Federal prendeu em flagrante seis investigados - dentre eles dois policiais civis - por portarem dinheiro falsificado, drogas e armas de fogo irregulares. Os outros 19 suspeitos foram conduzidos à sede da PF, prestaram depoimento e foram liberados em seguida.

 

A PF mobilizou 150 policiais federais para cumprir 27 mandados de busca e apreensão e os 25 mandados de condução coercitiva, expedidos pela 12ª Vara Federal. As medidas judiciais foram cumpridas na sede da DCTD, no bairro de Fátima, e em residências dos suspeitos, na Capital e nos municípios de Caucaia e Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). As buscas resultaram na apreensão de R$ 340 mil em espécie, cédulas de dinheiro falsas, armas de fogo e aparelhos celulares.

06
Dez17

Polícia e justiça em Florianópolis um luxo só

Talis Andrade

Santa Catarina um exemplo do Brasil que a polícia e a justiça possuem palácios e as escolas e os postos de saúde e hospitais estão sucateados.

 

A grandiosidade do prédio não esconde o luxo dos gabinetes dos delegados 

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Canasvieiras é um bairro e uma praia localizados no norte da Ilha de Florianópolis , Santa Catarina, entre as praias de Jurerê e Cachoeira do Bom Jesus. É sede do distrito de mesmo nome.

 

A SC-401 principal ligação entre a região central da cidade e o norte da ilha. A polícia e a justiça sempre constroem seus palácios no locais mais nobres. Perto da moradia dos cortesãos, que recebem salários acima do permitido por Lei.

 

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Secretaria de Segurança

 

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Polícia Federal na beira do mar

 
 

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Escreveu o Abobado: Um tapa na cara do cidadão o novo prédio da Justiça Federal em Florianópolis. Veja galeria de fotos. Não sei pra quê tanto luxo e riqueza. 

 

 

 

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