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O CORRESPONDENTE

O CORRESPONDENTE

10
Out17

O beijo de Judas, a entrega da base espacial de Alcântara no Maranhão

Talis Andrade

 

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 Brasil investiu invisíveis bilhões em Alcântara, base secreta para os brasileiros e aberta para os piratas que não mais precisam espionar

 

 

 

 

 

por Fernando Rosa

 

 

Nos próximos dias, Temer deverá entregar as chaves da base espacial de Alcântara, no Maranhão, para os patrocinadores do golpe de Estado no país. O acordo envolvendo a base, dizem, já está acertado com os Estados Unidos, nas condições deles, consolidando um vergonhoso gesto de traição aos interesses nacionais. Nos anos noventa, com Fernando Henrique Cardoso, um acordo barrado no Congresso Nacional chegava ao extremo de impedir o acesso de brasileiros às dependências da base.

Em novembro, depois de privatizar o “espaço sideral” nacional, e comprometendo ainda mais a Defesa Nacional, o governo patrocinará exercícios militares com participação dos EUA na Amazônia. Com explícito interesse nesse tema, depois de quase um ano sem dar bola para os golpistas, Trump recebeu Temer e os presidentes da Colômbia e do Peru, em jantar na Casa Branca. Não por acaso, os dois países vizinhos participam das manobras conjuntas na região amazônica.

Sob o disfarce de “exercícios humanitários”, os EUA avançam no plano de implantação de bases militares na Amazônia, assim como já fez no Peru. Mais do que mirar na Venezuela e suas reservas de petróleo, a ação aposta em ocupar militarmente o Brasil e a América do Sul, comprometendo a soberania dos países sobre a região. À medida, soma-se ao corte de verbas orçamentárias que reduziu à metade o efetivo do Exército Nacional nas fronteiras do país.

Em artigo recente, o ex-chanceler Celso Amorim questionou o objetivo das manobras militares e o que elas implicarão na prática. “A presença de forças extrarregionais, entendidas como não sul-americanas, em exercícios militares sempre foi vista com bem fundamentada cautela, se não mesmo desconfiança, por nossas Forças Armadas”, disse ele. Amorim lembra ainda que “o Brasil, em diversos governos, sempre foi muito prudente nesse particular”.

A cautela, no entanto, parece ter sido abandonada pelo general Sérgio Etchegoyen, rendido à ultrapassada tese do falido mundo unipolar sob comando dos EUA. Nos anos setenta, defendendo a abertura de relações com a China, o então presidente General Ernesto Geisel já questionava a ideia da submissão unilateral aos norte-americanos. Em resposta aos militares da linha-dura, Geisel respondeu perguntando se pretendiam tornar o Brasil uma colônia dos Estados Unidos.

Ao contrário das pretensões golpistas, o Brasil precisa afirmar-se com soberania para cumprir com sua vocação de grande potência, como definiu o general Villas Bôas. Isso não se faz comprometendo o território nacional, as nossas fronteiras ou entregando o patrimônio público, como defendeu Pedro Parente sugerindo que a privatização da Petrobras seria um “beijo no mercado”. Independente das vontades e dos interesses particulares de plantão, os brasileiros se levantarão em defesa da soberania, do Estado Nacional e do futuro do país.

 

12
Ago17

Tempo futuro

Talis Andrade

 

 

 

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Fugindo do passado       

tempo sumido       

perdido tempo       

somos eternos viajantes       

eternos errantes à procura       

de um porto seguro       

no futuro 


 

 

---

Mais poesia de Talis Andrade aqui

13
Jul17

Precisamos trazer de volta a dignidade da revolução

Talis Andrade

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CANÇÃO DA LUTA

 

Necessário lutar, amigos, a história

vive em todos os instantes do presente

não dá licença a mudanças descabidas

nem mercantiliza as memórias.

 

Amigos meus, aceitar momentos de terror

e acatar juízos de merda

é viver a ideologia da casa grande.

Necessário lutar, amigos, nossas vidas

são maiores e são ternas e são limpas.

 

Os pensamentos das verdades vivem para nós

e em nós e sobre nós

e trazem objetivos amplos para nossa existência,

eu luto e nós lutamos e nesse verbo

as ruas nos esperam para desfraldar as bandeiras.

 

É preciso recordar, amigos,

o tempo de caos do antanho

e os outros amigos idealistas assassinados.

É preciso, sim, amigos, respeitar suas memórias

e fazer a nova história da pátria

com as mais fortes cores da liberdade.

 

E, meus amigos, jamais esquecer

a luta gloriosa

pelo direito de ser humano

e pelo direito de viver.

 

....

 Poemas do livro, no prelo, Contos Delirantes com Versos em Bolero

Leia mais Rafael Rocha aqui

 

 

03
Jun17

Eu não queria morrer

Talis Andrade

de THALIA MENDES MEIRELES

 

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Eu não queria morrer.

Eu penso que tenho

um futuro pela frente. 

Eu sei que tenho. 

 

Tenho mais amigos

para fazer,

mais músicas

para escutar,

mais pessoas

para namorar,

mais shows

para ir.

Tanta coisa.

 

Mas sabe o que eu

e outras milhões de pessoas

pensam sobre isso?

"Eu não tenho força de vontade

para continuar.

Eu não sou forte,

eu não consigo seguir

em frente

sem derrubar

mais uma lágrima". 

 

Sejam mais gentis,

por favor.

Amem mais,

ajudem mais,

vêem mais,

peguem na mão

de pessoas que estão

se afogando.

 

Dê sua mão.

Dê um sorriso.

 

 

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Foto: Thalia Mendes Meireles

A menina enforcada/ Carta suícida 

 

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