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O CORRESPONDENTE

O CORRESPONDENTE

12
Ago17

A guerra pelo petróleo ameaça a Venezuela

Talis Andrade

Escreve Marcelo Zero que  "não é possível se entender a atual crise da Venezuela e tampouco o regime chavista sem se compreender como era esse país antes da revolução bolivariana e qual o seu significado geopolítico para os EUA.

 

A Venezuela está sentada na maior reserva provada de petróleo do mundo. São 298,3 bilhões de barris, ou 17,5% de todo o petróleo do mundo. Este petróleo está a apenas 4 ou 5 dias de navio das grandes refinarias do Texas. Em comparação, o petróleo do Oriente Médio está entre 35 a 40 dias de navio dos EUA, maior consumidor de óleo do planeta".

 

O petróleo do Brasil vem sendo entregue sem nenhum tiro de espingarda, nem foi preciso os Estados Unidos realizar os pedidos de inter√enção militar dos golpistas que promoveram a queda de Dilma Rousseff. 

 

Temer no poder, com um Congresso comprado a peso de ouro, e a submissão do judiciário, promove a quermesse do que resta das estatais e a entrega das riquezas do Brasil. Dos minérios, notadamente o cobiçado nióbio traficado pelos senadores Aécio e Jucá; da água, traficada pela filha do senador José Serra (estão em jogo os dois maiores aquíferos do mundo: o Guarani e o Amazonas); e de terras e mais terras da Floresta Amazônica, cada vez mais internacionalizada.

 

Diz Marcelo Zero: 

 

"Lamentável, em todo esse processo, é a posição do governo golpista e sem voto do Brasil. Desde que assumiu ilegitimamente o poder, esse governo fez da suspensão da Venezuela do Mercosul e da derrubada do governo chavista a sua diretriz principal em política externa, atuando como braço auxiliar dos EUA no subcontinente. Ao fazê-lo, o governo golpista apequenou o Brasil e retirou qualquer possibilidade do nosso país atuar como mediador de conflitos na região, como vinha fazendo nos governos do PT.

 

O empenho do Brasil contra a Venezuela foi de tal ordem que a suspendeu duas vezes do Mercosul. Com efeito, antes da última decisão de utilizar a cláusula democrática do Protocolo de Ushuaia, a Venezuela já estava suspensa, na prática, do Mercosul desde dezembro do ano passado, sob a escusa, sem embasamento jurídico, de que o país não havia internalizado todas as normas do bloco, situação que se verifica em todos os Estados Partes. Assim, a decisão de utilizar a cláusula democrática representa mera peça propagandística contra o governo legitimamente eleito da Venezuela.

 

Além de empenhado nos retrocessos socais e políticos internos, o governo do Brasil está empenhado também em forçar retrocessos na região.

 

Nosso principal produto de exportação é hoje o golpe". 

 

Para entender a Venezuela leia mais aqui

 

A campanha de intervenção dos EUA é realizada na Venezuela pela imprensa quinta-coluna e países vassalos. Atentem para o uso internacional do mesmo slogan de guerra:

 

VENEZUELA

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 COLÔMBIA

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 ARGENTINA

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12
Ago17

Pedido de intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil vale para a Venezuela

Talis Andrade

Os traidores da Pátria, na campanha para derrubar Dilma Rousseff da presidência, pediram uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. 

 

Tudo começou com o grito de Dilma "vá tomar no cu" em um camarote do estádio da Copa do Mundo, reunindo os candidatos a presidente João Doria, Luciano Huck e a herdeira do Banco Itaú Maria Alice Setubal, a Neca, patrocinadora de Marina Silva. 

 

A campanha de ódio, tendo como apoio as operações do judiciário Mensalão e Lava Jato, era liderada nas ruas pelos direitistas do Congresso Nacional, as bancadas da bala (Bolsonaro, pai e filhos deputados), do boi (senador Ronaldo "Sepulcro" Caiado) e da bíblia (presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, senador Crivella e outros pastores), os candidatos derrotados a presidente Aécio Neves e vice Aloysio Nunes. Além dos deputados e senadores comprados por Michel Temer. Relembre aqui

 

Com o entreguismo gratuito do Brasil por Temer e o dupla nacionalidade Henrique Meireles, o mesmo pedido de intervenção militar, de vassalagem e dependência, tem agora a Venezuela como alvo. 

 

Uso do mesmo slogan internacional de guerra dos EUA comprova o engajamento da imprensa brasileira hoje:

 

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09
Ago17

Venezuela o "elo estratégico" na tentativa dos Estados Unidos de "recolonizar" a América Latina e o Caribe

Talis Andrade

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O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que a Venezuela é o "elo estratégico" na tentativa dos Estados Unidos de "recolonizar" a América Latina e o Caribe.

 

"Estamos perante um momento especial e um palco complexo. O império empreendeu a grande batalha para recolonizar a América Latina e o Caribe, e a Venezuela é o elo estratégico", afirmou Evo Morales em um ato com militares, indígenas e camponeses no planalto de La Paz, por ocasião do 192º aniversário das forças armadas.

 

Para o governante boliviano, aliado de Nicolás Maduro, "a Venezuela é um elo estratégico" para os EUA porque "possui a maior reserva de petróleo do mundo."

 

"Domínio geopolítico e energia petrolífera é o que o império procura na Venezuela. Primeiro derrubar, depois dominar e depois apossar-se do petróleo venezuelano".

 

"O pretexto é o mesmo de sempre: democracia, direitos humanos, terrorismo, tudo com o mesmo verniz, a mesma comédia midiática que [os EUA] usam desde sempre para se apropriar dos recursos naturais", disse o primeiro índio a presidir um país das Américas depois de quinhentos anos.

 

Segundo Morales, "a pior vergonha para a região" não é só que "alguns governos" se ponham "de joelhos perante a conspiração da CIA contra a Venezuela", senão que "alguns dirigentes antipátria façam os penosos papeis de Felipillos e Malinches".

 

O nome Felipillo é uma referência ao indígena que acompanhou os conquistadores espanhóis Francisco Pizarro e Diego de Almagro nas suas expedições ao Peru, enquanto Malinche foi a mulher indígena, companheira e tradutora do conquistador Hernán Cortés, também considerada uma traidora.

 

 

 

 

 

01
Ago17

Constituinte venezuelana tem 41% de participação, maior que as eleições americanas de 2014

Talis Andrade

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Jornal da Venezuela

 

 

O Brasil, hoje comandado por um governo ilegítimo, sem voto e rejeitado por 95% da população, foi um dos países que se negaram a reconhecer os resultados da eleição venezuelana.

 

O Brasil vassalo segue a decisão imperialista dos Estados Unidos, que elegem seu presidente por voto indireto.

 

Maduro enfatizou “que a Venezuela tem um poderoso poder eleitoral, militar, político e do povo".

 

“Quiero agradecer a todos os jovens, aposentados, estudantes, trabalhadores, comerciantes, empresários, conselhos comunitários, movimentos sociais, classe média que deram um exemplo”, disse.

 

Manifestou que foi uma campanha eleitoral democrática, exemplar, e que deu excelentes resultados. Assim mesmo denunciou que se há calculado que 2 milhões de pessoas não conseguiram votar, impedidas pelas barricadas levantadas por grupos violentos, e pelo boicote de meios privados de comunicacão, que se negaram a  informar o processo eleitoral, ou divulgaram boatos alarmistas, e endereços errados de locais de votação. “Não vou permitir um Golpe de Estado, nem terrorismo midiático”.

 

“O Governo dos EEUU não nos dá ordens”

 

“Não vou obedecer ordens e sou antiimperialista, tomem as sanCões que lhes dá gana, soo o Presidente independente da Venezuela”, reiterou confrotando as novas e contínuas ameças do governo dos Estados Unidos.

 

“Se me sanciona porque convoco as eleições Constituyente (…); porque denuncio o ataque aos latinoamericanos do governo de Donald Trump, me sinto orgulhoso da sanção e vou seguir defendendo os direitos de todos”, reiterou Maduro.

 

"Esperamos que aqueles membros da comunidade internacional que querem rejeitar os resultados das eleições venezuelanas e aumentar a pressão econômica sobre Caracas mostrem contenção e renunciem a estes planos destrutivos que podem aguçar a polarização da sociedade venezuelana", advertiu um comunicado do Ministério de Relações Exteriores russo, chefiado por Sergei Lavrov.

 

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 Jorrnal da Venezuela

 

Escreve Miguel do Rosário: 

 

A Venezuela já tem uma nova Assembleia Constituinte, chancelada democraticamente por milhões de cidadãos.

 

Acabam de ser divulgados os resultados finais da votação da Constituinte na Venezuela. Compareceram mais de oito milhões de eleitores, o que significa que a nova Assembléia Constituinte foi chancelada por 41% dos eleitores inscritos, numa eleição onde o voto não é obrigatório.

 

Para efeito de comparação, as eleições legislativas dos Estados Unidos de 2014 tiveram participação de 36% do eleitorado, e as de 2010, de 40,9%.

 

Os americanos (e os brasileiros submissos a eles) dirão que uma eleição com 41% vale menos que uma com 36%, e após uma campanha midiática internacional violentíssima para que os venezuelanos não fossem votar?

 

Em 2015, a Mesa de Unidad Democrática (MUD), que reune todos os partidos de oposição ao governo Maduro, e que havia obtido maioria na Câmara, recebeu 7,7 milhões de votos.

 

Nas eleições presidenciais de 2013, Maduro ganhou de seu adversário, Henrique Capriles, com 7,5 milhões de votos.

 

Numa eleição boicotada pela oposição, atacada pela mídia corporativa internacional, repleta de ameaças de ataques terroristas de grupos de extrema-direita, havia expectativa, por parte da oposição, de baixíssima participação, abaixo do mínimo de 25% necessários para validar a eleição.

 

A oposição pediu ao povo para não ir votar. E tentaram impedir a votação. Houve ataques contra várias zonas eleitorais.

 

Os oito milhões de votos representam, portanto, uma vitória imensa para a revolução bolivariana.

 

A presidenta do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena, declarou que foram eleitos 537 membros da Assembleia Nacional Constituinte.

 

“Ganhou a paz, e quando a paz ganha, o vencedor é a Venezuela”, declarou Lucena, ao anunciar os resultados oficiais.

 

Os oito milhões de votos são maiores também que os sete milhões de votos fraudados da consulta realizada pela oposição há algumas semanas, num pleito sem nenhum registro oficial, sem observadores internacionais, sem chancela de nenhum órgão de Estado.

 

 

 

 

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