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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

10
Dez17

Os assassinos da menina Beatriz estão no vídeo do Colégio Maria Auxiliadora de Petrolina?

Talis Andrade

 

Beatriz.jpg

 

 

Na noite de 10 de dezembro de 2015, Beatriz Angélica Mota Ferreira da Silva, 7 anos, foi assassinada com 42 facadas dentro do Colégio Maria Auxiliadora, um dos mais tradicionais colégios particulares de Petrolina, Pernambuco, durante a solenidade de formatura das turmas do terceiro ano da escola. A irmã de Beatriz era uma das formandas.

 

A última imagem que a polícia tem de Beatriz foi registrada às 21h59, quando ela se afasta da mãe e vai até o bebedouro do colégio, localizado na parte inferior da quadra. Minutos depois, o corpo da criança foi encontrado atrás de um armário, dentro de uma sala de material esportivo que estava desativada após um incêndio provocado por ex-alunos do colégio.

 

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A polícia divulgou ainda que o local onde o corpo foi achado estava absolutamente escuro à noite, que é de difícil acesso e ainda estava interditado, porque no dia 16 de outubro ex-alunos do colégio atearam fogo na área. Após o incêndio, a sala foi desativada, ficando cheia de fuligem e de objetos queimados. Ex-alunos filhos de famílias ricas de Pernambuco e da Bahia, principalmente das cidades de Petrolina e Juazeiro.  

 

Quem é capaz de incendiar um colégio tem capacidade para outros crimes, não precisamente de matar uma criança, mas indica algo de podre no Maria Auxiliadora.

 

O que motivou o incêndio? Simplória molecagem de playboys?   

 

O local exato onde ocorreu o crime nunca foi revelado pela polícia. Uma leitora do G1 (jornal O Globo), Mayara Alencar comenta: "O mistério de onde ela foi morta todo mundo sabe. Foi na sala do balé onde a escola mandou reformar e trocar o piso".   

 

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 O censurado local do crime. Uma festa de formatura no Colégio Maria Auxiliadora 

 

 

Às 21h09, Beatriz conversa com a mãe Lúcia Mota. É o momento em que ela insiste para beber água no bebedouro que fica próximo ao local onde estão sentadas. Ela levanta e sai. É a última vez que a menina aparece nas imagens oficiais da festa. Às 21h25 os familiares ficam inquietos procurando Beatriz, a mãe, Lúcia é vista passando próximo ao palco. Menos de 15 minutos depois de Beatriz sair de junto da mãe, ela começou a ser procurada.

 

Que fique bem marcado o tempo. Da menina Beatriz descer a escada, ir ao bebedouro, beber água, ser abordada por um dos criminosos, ser carregada viva para uma sala, levar 42 facadas, o cadáver ser transportado para um depósito. Tudo ocorreu sem a preocupação do flagrante e, pelo menos, um dos envolvidos saiu do colégio encharcado de sangue, ou tomou banho e trocou de roupa dentro do Maria Auxiliadora. 

 

O crime foi premeditado, e praticado por pessoas que conheciam e tinham acesso a diferentes salas do colégio. Cerca de 200. E possuíam as chaves. De três chaves que dão acesso aos locais usados pelo(s) assassino(s) e cúmplices. O sumiço foi notado pela direção 10 dias antes. 

 

Dois meses após o crime, a polícia divulgou um retrato falado do suspeito (?) de matar Beatriz. O perfil foi construído com base em depoimentos de três testemunhas, sendo uma delas a própria mãe. Por premonição? Talvez aí o erro do retrato de uma pessoa raivosa, de um cão danado, porque o único mal vestido, pobre e mulato de má aparência da festa. 

 

Dois anos depois ninguém conseguiu identificar o suspeito, relacionado com funcionários do colégio, que o assassino do perfil conhecia bem o local vandalizado, sabia onde esconder o cadáver (atrás de um armário de um depósito interditado), o que indica algo falso no retrato divulgado pela polícia, talvez um bode expiatório. 

Ninguém possui todo tempo feições tão raivosa.

Ninguém possui para todo sempre feições tão raivosas

 

Nenhum assassino profissional daria 42 facadas, ou usaria uma faca, porque preveria as vestes manchadas de sangue dificultariam uma fuga sem que fosse facilmente identificado e preso.

 

Matar uma pessoa com 42 facadas não é coisa de profissional contratado, e sim de quem tem muito ódio, muita raiva contida, que jamais poderia ser provocada por uma criança de 7 anos, escolhida aleatoriamente, que antes outra criança foi abordada, e a vítima não sofreu nenhum abuso sexual.  

 

O que a menina Beatriz viu? Quem sabe se no andar inferior da quadra acontecia outra festa bem particular e mais animada? 

 

Por que essa convicção de um único executante? 

 

Escondido em um local previamente escolhido e de difícil acesso, o corpo de Beatriz foi encontrado na noite da festa, por volta das 21h50, cerca de 40 minutos após ter desaparecido. Ela tinha ferimentos de faca no tórax, membros superiores e inferiores. A faca usada no crime foi encontrada próximo à criança. Os ferimentos nas mãos e braços significam que a menina reagiu. Beatriz tinha apenas 7 anos, uma frágil menina. Um feito fisicamente impossível se seu agressor tem 1m70, e pesa 70 quilos. 

 

Por que a desconfiança discriminatória listando como assassinos e cúmplices apenas os funcionários mais humildes: serventes, porteiros e seguranças? Estudantes foram investigados, principalmente os formandos que sempre promovem uma segunda festa para depois da solenidade, com bebidas e drogas?  

 

Por que apenas um retrato falado, quando a própria polícia considera a participação de outros criminosos? 

 

Segundo o delegado responsável pelo caso, Marceone Ferreira, e o perito criminal Gilmário Lima, quatro homens e uma mulher foram identificados e podem estar envolvidos na morte de Beatriz.

 

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Que escondem esses funcionários?  

 

De acordo com Sandro Mota, pai da garota, o Ministério Público de Pernambuco tem posse de imagens que denunciariam a identidade de cúmplices no crime. Ele também acusa a escola de atrapalhar o processo de investigação da morte da filha. Segundo Sandro, o colégio teria apagado as imagens das câmeras internas. "Eu quero pedir a prisão dessa pessoa que apagou as imagens e também quero denunciar que a escola escondeu e apagou essas provas", comentou o pai da menina, em um dos protestos. 

 

Quantos vídeos foram apagados? De acordo com Lucia Mota, mãe da criança, o da solenidade foi recuperado pela polícia. "O melhoramento da imagem foi feito agora. Com fé em Deus que alguém vai reconhecer o executor, porque ele tem nome, sobrenome, ele tem amigos, ele tem vizinhos. E nós vamos chegar até ele. Nós vamos chegar até todos, ao mandante, quem colaborou, quem atrapalhou. O estado tem que prender todos".

 

Apagar um vídeo constittui um ato de obstruir de forma proposital a justiça. Quais pessoas importantes o colégio quis proteger?  

 

Por que retrato desenhado se existem imagens de filme? 
 

 

 

 

 

 

 

 

  

19
Nov17

A escola sem partido do analfabeto político

Talis Andrade

Procure entender porque tiraram a obrigatoriedade do ensino de História nas escolas. Porque o brasileiro começa a votar aos 16 anos

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Importante que tudo continue como dantes no quartel de Abrantes. Que o eleitor permaneça um analfabeto político. Razão de ser da Campanha Escola sem Partido. Também não se ensina mais Geografia. O povo desconhece quantos aquíferos entesoura o Brasil. Nem sabe o que é aquífero. E assim, sem protestos, o presidente Temer anuncia que vai vender os quatros maiores aquíferos do planeta. Basta um deles, para abastecer as populações de todos os países, por mais de um século. Outro exemplo esclarecedor. A imprensa espalha que o Brasil, curiosamente, não possui quase nenhuma ilha no seu litoral de 7.367 km, banhado pelo oceano Atlântico. Esse contorno da costa aumenta para 9.200 km se forem consideradas as saliências e reentrâncias do litoral onde se alternam dunas, falésias, praias, mangues, recifes, baías, restingas, estuários e recifes de corais. A Constituição proíbe praias particulares, e as construtoras anunciam praias transformadas em condomínios fechados. Na cidade do Dicionário Amoroso de Urariano Mota, a especulação imobiliária dos grileiros vem aterrando mangues para construir shoppings e altas torres residenciais para turistas. O Brasil não tem mar de água salgada, mas define suas ilhas em oceânicas, marítimas e fluviais, propriedades da União entregues, por outorgas, a particulares. Ninguém sabe quantas ilhas, e sim que são revendidas, repassadas de bilionários para bilionários, uma corrupção jamais investigada.

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O general Mourão faz propaganda de uma intervenção militar, e promete a venda da Amazônia. Que tem latifúndios e mais latifúndios entregues à lavoura de exportação que derruba florestas e mais florestas com o tráfico de madeira nobre. Sim, tem minas, para pronta entrega, de ouro, de diamantes, de raros minérios como o nióbio. Sim, tem ilhas para vender. Não se sabe quantas. Porque apenas os países que possuem satélites artificiais conhecem a geografia do Brasil.

02
Out17

Na escola sem partido, evangélicos pedem votos para pastores e cantoras gospel

Talis Andrade

 

 

O rentável Movimento nazi-fascista MBL, partidos da direita, pastores evangélicos da cura gay e cantoras gospel realizam campanhas contra movimentos artísticos em recintos fechados como museus, academias de letras, de artes, teatros, diretórios acadêmicos universitários e diretórios estudantil secundários.

 

São contra o ensino político nas escolas. Pregam escolas sem partidos quando milhares de estabelecimentos de ensino são propriedades de igrejas.

 

Em escolas evangélicas, nas salas de aula, a pregação do voto em pastores.

 

Na rua, para promover golpes, intervenções militares, ou nas novelas da TV Globo que invadem os lares nos horários nobres, usam o sexo, o erotismo como meios de propaganda política.

 

Nas igrejas evangélicas promovem pastores vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores. Usam os cultos religiosos para pedir, descarada e despudoradamente, votos para políticos conservadores, elitistas e golpistas.

 

Nas ruas, com cantores gospel pagos com dinheiro público. Cantores gospel que cobram pra lá de cem mil por apresentações, concorrendo com os cantores bregas, promovem comícios super, super faturados para prefeitos e governadores ladrões.

 

O brega é o gospel profano.

 

 

 

 


Os rentáveis escândalos promovidos pelo MBL com sua participação

 

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Novos moralistas: Frota e a turma do “enquanto era contra a Dilma valia tudo”

 

 

 

 

A LÓGICA DOS CLICKS

 

por Luiz Carlos Azenha

 

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As pessoas que não conhecem como funciona o mercado dos clicks às vezes ficam no escuro sobre o comportamento de quem ganha dinheiro na internet.

 

Hoje uma clicada vale dinheiro. Pago, muitas vezes, pelo Google. Ou, indiretamente, pela audiência que você vende aos patrocinadores.

 

Mesmo os jornalões dependem dos clicks. Por isso, eles acabam se rendendo às redes sociais. Uma imensidão de clicks parte do Facebook, onde as pessoas se abrem como jamais se abririam diante de um psicanalista.

 

Eu conheço editores, jornalistas experimentados, que jamais dariam espaço para as falsas polêmicas das redes sociais, como essa em que um ator pornô se apresenta como campeão da moralidade. Porém, esses editores se rendem à lógica da audiência.

 

Sabe esse inferno de propaganda nas páginas da internet? É tudo para chamar clicks. Com a queda das verbas publicitárias e a competição violentíssima pelo seu interesse, quem se rendeu a esta lógica precisa escandalizar.

 

E toma não notícia, manchete distorcida, chamada que não tem nada por trás dela e, principalmente, escândalo.

 

Você, caro leitor, muitas vezes se engaja nestas polêmicas de corpo e alma. É bom que saiba que alguém está ganhando dinheiro com a sua indignação.

 

O capitalismo conseguiu monetizar a sua opinião!

 

Os meninos do MBL podem ser tudo, menos bobos. Eles têm diante de si um mercado gigante, de gente que está chegando agora ao jogo político, nunca teve sua opinião respeitada e quer interferir.

 

O povão não tem internet. 70 milhões de brasileiros desconectados! Mas você tem uma classe média despolitizada, que o lulismo promoveu, que está emergindo com todas as suas limitações culturais e de informação. E tem a classe média tradicionalmente conservadora, essa que agora esconde que promoveu Aécio como encarnação da moral e dos bons costumes.

 

Por isso o MBL atiça essa gente com falsos espasmos de indignação: rende muitos clicks e muitas vendas para a empresa dos estelionatários que devem R$ 20 mi na praça.

 

É uma milícia virtual atrás de bons negócios, em véspera de ano eleitoral!

 

Foi por isso que escrevi:

 

— Vamos proteger essa menina de um “pedófilo”?
— Vamos.
— Joga o vídeo dela na rede!

 

PS: As pessoas relutam em contar isso para você porque ninguém quer entregar o “segredo” do meio, né? (Transcrito do Vio Mundo

 

 

 

01
Set17

Porque acordou "com vontade de matar" garoto de treze anos deu 10 facadas na vizinha de prédio e colega de escola de 14 anos

Talis Andrade

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O garoto de 13 anos que matou a facadas a vizinha Tamires de Paula, 14 anos, no Jardim América, em Goiânia, disse aos policiais que ia para a escola todos os dias com a faca, há pelo menos dois meses.

"Segundo o próprio adolescente, ele já planejava o crime há mais ou menos dois meses, desde o seu aniversário, quando ele recebeu um dinheiro como presente da família. Ele comprou uma faca e desde então ele ia todos os dias para a escola com ela", informou o delegado Luiz Gonzaga Filho.

O adolescente também contou que Tamires não era seu único alvo. A ideia era matar mais duas jovens. "A motivação para as três mortes ele não aprofundou. A pessoa que seria o segundo alvo dele, teria dito que gostava dele e a terceira seria morta porque queria ver o luto de todo mundo da sala de aula. Quanto a Tamires ele não especificou. Ele queria matar alguém e uma mulher facilitaria a ação dele", explicou o delegado.

O menino disse que na hora do crime, arrastou Tamires e tentou matar ela batendo a cabeça dela, porém, como a vítima resistiu, ele deu aproximadamente 10 facadas na vizinha. A ponta da faca chegou a ficar torta.

O jovem confirmou essas versões quando estava a caminho da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) para os policiais, mas quando foi interrogado, ele permaneceu em silêncio, orientado pelo advogado.

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Segundo o colégio, a primeira pessoa para quem o jovem comunicou o assassinato assim que chegou à escola foi o professor César. Ele tinha arranhões nos braços e afirmava: “matei uma pessoa na escadaria do meu prédio”. Sem entender, o professor levou o garoto até a diretora.

Em sua sala, Rosirene fez com que ele se sentasse, ofereceu um copo de água e ouviu seu relato. Em uma das declarações que mais chamou a atenção, o jovem disse: “Acordei com uma vontade de matar”.

Assustada com o relato, ela foi até Residencial Pedra Branca, no Jardim América, identificou-se ao porteiro e explicou o que havia ocorrido, tendo permitida sua entrada. Acompanhada de uma funcionária da limpeza do prédio, deparou-se com o corpo de Tamires nas escadas do andar em que ela morava com a mãe.

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15
Ago17

"Por que não pergunta como foi meu dia na escola?"

Talis Andrade

 

Na carta suicida, Thalia Mendes Meireles, 15 anos, escreveu:

 

"As pessoas passam a vida inteira julgando tudo que vêem. Jogam palavras que não voltam, olhares que machucam, rejeitam, maltratam, usam. Isso dói, tá legal? O ser humano vai guardando isso dentro de si até formar uma grande bola prestes a explodir. Você pode ver uma pessoa sorrindo, parecendo feliz, mas não se engane, sempre há coisas além. Por isso somos cegos. Nunca vemos além.

 

(...) Que sociedade maldita. Como se tristeza fosse algo irrelevante, que nao precisa de atenção. Idiotas. Quando é tarde eles se perguntam o que tinha de errado.

 

Pais que não vêem seus filhos se cortando, se drogando, se destruindo. Escolas que não vêem o bulling debaixo do seu nariz.

Pais que estrupam os filhos, mães que humilham, irmãos que rejeitam.

Malditos. Malditos.

 

(...) Eu tenho inúmeros motivos para ter feito o que fiz.
Meu próprio pai me abusou e foi por isso que eu morri por dentro. Eu fui morrendo durante dois anos. Fui vendo minha morte sem poder fazer nada a respeito.

 

(...) Minha mãe me tirou minha rotina e passou a assistir tudo em total inconsciência. Eu sei que ela via, mas quem disse que ela percebia?
Ela era uma mãe tão atenciosa, o que aconteceu? Porque ela ficou tão alheia?

 

(...) Porque ela não pergunta como foi meu dia na escola?"

 

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                                                        Foto: Thalia Mendes Meireles

 

 

A poetisa Karine Kelly, terapeuta corporal, transcreve o seguinte questionário:

 

Nem todas as crianças gostam de contar como foi o dia na escola, e nem sempre a pergunta clássica é capaz de iniciar uma conversa legal.

 

Aqui vão 40 ideias de perguntas para você começar um papo-cabeça com a prole.

 

O que fez você sorrir hoje?


Você foi bom com alguém hoje? Ou você viu alguém sendo bom com outra pessoa?


Você viu alguém fazendo uma coisa que não era legal com outra pessoa?


Todos os amiguinhos tinham com quem brincar na hora do recreio?


Sobre o que era o livro que a sua professora leu hoje?


Alguém fez alguma coisa engraçada na escola, que fez você rir?


Alguém chorou hoje na escola?


Você fez alguma coisa criativa hoje?


Qual é a coisa que todo mundo está adorando brincar no recreio?


Qual foi a melhor coisa que aconteceu no seu dia?


Você ajudou alguém hoje?


Alguém te ajudou? Você falou obrigado?


Com quem você sentou na hora do almoço/merenda?


Houve algo na escola que você não entendeu muito bem?


Quem te inspirou hoje? Alguém fez algo que te causou admiração?


Qual foi a melhor e a pior coisa do seu dia hoje?


Alguém se meteu em confusão na escola hoje?


Alguém levou bronca da professora?


Dê uma nota para o seu dia de 1 a 10.


Houve algum momento hoje que você precisou de muita coragem?


Você gostou da comida na hora do almoço?


Quais perguntas você fez para a professora hoje?


Tem alguma coisa que você está querendo que aconteça amanhã?


Qual foi a regra mais difícil de obedecer hoje a escola?


Me ensina/mostra alguma coisa que eu não sei.


Se você pudesse mudar uma coisa no seu dia, o que seria?


Tem alguma coisa te preocupando que você gostaria de conversar comigo?


(para crianças mais velhas) Você acha que está preparado para a prova de história amanhã?


Você dividiu seu lanche com alguém, ou alguém dividiu o lanche com você?


O que fez sua professora sorrir hoje?


O que fez sua professora ficar brava hoje?


O que fez você se sentir feliz?


O que fez você se sentir orgulhoso de si mesmo?


O que fez você se sentir querido?


Você aprendeu alguma palavra nova hoje/essa semana?


Se você pudesse mudar de lugar com alguém na escola, com quem seria e por que?


Qual é o lugar da escola que você mais gosta e menos gosta?


Se você pudesse ser a professora por um dia, o que você gostaria de ensinar os alunos?


Você acha que tem algo na escola que poderia ser melhorado?


Com que você mais gosta de conversar na escola?


Esse post é uma adaptação livre do post "50 questions to ask your kids instead of how was your day". Para ver o post original clique aqui.

 

 

 

 

 

30
Jul17

A cada cinco dias, uma criança é estuprada dentro da escola, no Rio

Talis Andrade

O Brasil, um país nada cordial. Da tradição do incesto, que não é crime, e da cultura do estupro. Das 500 mil prostitutas infantis. De meninas que realizam trabalho escravo. O bullying nas escolas. Uma cruel realidade que causa suicídios e tentativas de suicídio de crianças e adolescentes. 

 

Apenas o estado do Rio tem, em média, um caso de estupro em escolas a cada cinco dias. De janeiro de 2016 a abril deste ano, 89 casos foram registrados em unidades de ensino, como mostra um levantamento inédito feito pelo EXTRA com base em microdados do Instituto de Segurança Pública (ISP) obtidos via Lei de Acesso à Informação.

 

Os dados do ISP não discriminam se o crime ocorreu numa escola municipal, estadual, particular ou mesmo num estabelecimento de ensino superior. Das 82 vítimas com data de nascimento identificada no registro, porém, 74 eram menores de idade na época do crime, e 50 tinham 10 anos ou menos. Levando-se em consideração os locais onde os crimes aconteceram, casos de abusos sexuais em escolas superam os registros em estabelecimentos comerciais, em prédios públicos e meios de transporte. Ao todo, 65% dos crimes do tipos acontecem na própria casa da vítima.

 

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Para esconder este Brasil nada cordial, os governos estaduais, municipais e federal espalham, desde abril último, a lenda da baleia azul, o jogo da morte. Como se fosse da natureza de toda criança o desejo de sofrer, de automutilação durante 50 dias de abandono dos pais e escola.  

 

Foram registrados, no período, 6.222 casos de estupro no estado, média de 13 por dia. Quatro em cada dez vítimas são crianças, com menos de 12 anos — 444 delas, 7% do total, são bebês de até 3 anos.

 

Na semana passada, a Polícia Civil apreendeu cinco adolescentes acusados de participar de um estupro coletivo contra uma estudante de 13 anos dentro do Colégio estadual Padre Mello, em Bom Jesus do Itabapoana, no Noroeste Fluminense.

 

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26
Jul17

Rainhas do Top 10: vídeos divulgados em redes sociais humilham meninas em SP

Talis Andrade


Ranking que virou moda nas favelas de São Paulo leva jovens à depressão. "O Top 10 destruiu a minha filha", diz mãe

 



Nayara, de 14 anos, e Lara, de 18, disputavam uma coroa, mas não sabiam. Morando no Grajaú e Embu das Artes, extremos de São Paulo, as duas - cujos nomes verdadeiros serão preservados - conquistaram o posto de "Rainhas do Top 10". Apesar do título nobre, o ranking que virou moda na periferia não busca engrandecer as eleitas. “4º lugar: a mais vadia da favela”, exibe a montagem. Com menos de um minuto de duração, os vídeos ganham as vielas pelo WhatsApp e coroam meninas com uma fama que elas nunca desejaram ter.

 

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Reprodução de um 'Top 10' divulgado em favela da zona sul de São Paulo



“Esse Top 10 é uma peste. Está na favela toda”, conta a vendedora Camila, de 33 anos, que usa nome fictício, como as outras entrevistadas. Descobrir que a filha Nayara havia enviado uma foto nua ao colega de classe foi o primeiro susto. No mesmo dia 16 de novembro, a imagem já tinha sido vista por toda a escola e admirada nos botecos de Jd. Santo Eduardo, em Embu das Artes. “Meu mundo caiu”, desabafa.

Um dia após o outro, Nayara conquistava novas posições no Top 10. Até ganhar uma página fake no Facebook. Agora, ela era a Pietra. “Minha vida acabou. Por onde ando sou a 'famosinha do Top 10' ou 'Pietra'. Perdi meu nome, minhas amigas e não gosto de sair de casa. É difícil aguentar isso”, conta a jovem. Para ela, colegas “recalcados” são os responsáveis pela exposição. Mas não quer descobrir. A saída mais fácil foi abandonar a escola e tentar cursar o nono ano do ensino fundamental em outro local.

Nayara, de 14 anos, e Lara, de 18, disputavam uma coroa, mas não sabiam. Morando no Grajaú e Embu das Artes, extremos de São Paulo, as duas - cujos nomes verdadeiros serão preservados - conquistaram o posto de "Rainhas do Top 10". Apesar do título nobre, o ranking que virou moda na periferia não busca engrandecer as eleitas. “4º lugar: a mais vadia da favela”, exibe a montagem. Com menos de um minuto de duração, os vídeos ganham as vielas pelo WhatsApp e coroam meninas com uma fama que elas nunca desejaram ter. Leia mais. Veja imagens

 

26
Jul17

Meninas abandonam estudos e tentam suicídio após entrar para lista das "mais vadias"

Talis Andrade

 

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Moda entre alunos da periferia de SP, "TOP 10" circula na internet e até dentro das escolas

 



Uma lista chamada "TOP 10", que circula entre alunos de escolas públicas nas periferias de São Paulo, já motivou tentativas de suicídio de pelo menos 12 garotas desde o ano passado no Grajaú, Parelheiros e Embu das Artes, segundo apuração da reportagem do R7 com os movimentos sociais que fazem atendimento às garotas.



Os alunos montam rankings classificando dez meninas como "vadias". Os nomes circulam pelo WhatsApp, vídeos no Youtube, Facebook e até cartazes colados no interior das escolas. Cada colégio tem sua lista e alguns alunos as divulgam semanalmente. As escolhidas que ficam mais de uma semana no ranking vão subindo de colocação. Desde que a lista começou, há quase um ano, a rotina dessas meninas se transformou em uma espécie de prisão e condenação sem que nada tivessem feito. Grupos ativistas tentam reverter a situação das vítimas e conscientizar os adolescentes do crime que estão cometendo.



Os estudantes pegam fotos das redes sociais para montagem ou se utilizam de imagens de nudez que as meninas mandaram para algum namorado que repassou para os colegas. A lista tornou-se conhecida não só entre os alunos, mas também nos bairros, depois que muros com xingamentos às vítimas foram pichados. No Jardim Castro Alves, no Grajaú, zona sul da capital, “S. L. Puta Top 10” ficou exposto por meses até que foi apagado por um "grafitaço" promovido pelo movimento social "Mulheres na Luta".



Algumas vítimas conversaram com o R7, mas preferiram não se identificar. T. P., de 15 anos, é uma das garotas que tiveram o nome divulgado em uma lista no Grajaú. Ela afirma que estava em casa, no Jardim Varginha, quando uma amiga a avisou do "TOP 10".



— De um dia para o outro, todo o bairro me conhecia e me apontava como piranha. Eu estava em 6º lugar no "TOP 10" com o argumento de que eu me achava e pagava de gostosa na escola. Depois, minhas amigas saíram no "TOP 10 Dá a b...... para o namorado e deixa o c... para os moleques na rua”. Pior foram as minhas amigas que eram lésbicas e os pais não sabiam e fizeram uma lista disso. Todo mundo ficou sabendo. Quem quer ir para a escola depois disso? Leia mais. Acontece noutros estados do Brasil

 

 

24
Jul17

No Rio de Janeiro, 381 escolas fecharam um ou mais dias este ano por causa de tiroteios

Talis Andrade

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por NIELMAR DE OLIVEIRA 

Entre julho de 2016 e julho de 2017, a cidade do Rio de Janeiro registrou 3.829 tiroteios, uma média de mais de 10 por dia, o que vem afetando o funcionamento de boa parte das 1.809 instituições de ensino fundamental e médio e as 461 creches e serviços de educação infantil.

 

Das 1.537 escolas e creches municipais no Rio, 381 escolas ficaram fechadas um ou mais dias durante o primeiro semestre de 2017 por causa de tiroteios ou relacionados a esses eventos. Nas escolas municipais, 129.165 alunos ficaram sem aulas por períodos que variaram entre um e 15 dias, o equivalente a 20,12% do total da rede municipal (641.655 alunos). No primeiro semestre deste ano, em 99 dias dos 107 dias do ano letivo, as escolas e creches tiveram de fechar as portas. Das 388 escolas e creches municipais que tiveram as aulas paralisadas por causa de tiroteios, 36 escolas e creches não funcionaram nove dias ou mais.

 

Os dados constam do estudo – divulgado hoje (24) – Educação em Alvo: Os Efeitos da Violência Armada nas Salas de Aula. Ele foi elaborado a partir de uma parceria entre a Diretoria de Análise de Políticas Públicas da Fundação Getúlio Vargas (DAPP) e o aplicativo Fogo Cruzado. O levantamento é subsidiado por mapas e estatísticas sobre o impacto da violência armada na população em idade escolar no Rio de Janeiro e visa à elaboração de políticas públicas que atendam às diferentes necessidades de crianças e adolescentes em idade escolar, que vivem em áreas vulneráveis com altos índices de violência. A pesquisa procurou confrontar dados referentes às instituições públicas de ensino do Rio (escolas estaduais, municipais, federais e creches) com registros de tiroteios/disparos de arma de fogo no município.

 

Em 2016, dos 200 dias do ano letivo, em 157 dias, as escolas e creches tiveram de ser fechadas.

 

 

 

26
Jun17

Erotização do ensino e privatização das universidades brasileiras

Talis Andrade

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Nem pra continuar ensinando serve um velho professor. Essa pesquisa, divulgada por uma revista brasileira, faz parte da propaganda da privatização das universidades.

Os empresários do ensino prometem contratar professores jovens e bonitos para que depois das salas de aula o ensino continue nos quartos de motéis e randevus.

O "ame-o ou deixe-o" faz parte de todos os golpes. O ensinamento de que "não faça guerra, faça amor". Não ocupe escolas. Ocupe as camas, e faça sexo.

E não pense, e não pense...

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