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O CORRESPONDENTE

O CORRESPONDENTE

17
Ago17

Venda do satélite nacional, uma enorme perda para a soberania do Brasil

Talis Andrade

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Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações: Temer vende em setembro outro pedaço da soberania nacional

 

 

do Clube de Engenharia

 

No próximo dia 27 de setembro o país pode retroceder no que seria uma grande conquista na área das telecomunicações e da segurança nacional.

 

Está marcado para esse dia o leilão de 57% da capacidade civil total disponível no Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), em dois lotes, um com 35% da capacidade e outro com 22%.

 

A importância do primeiro satélite nacional, após a privatização ocorrida no setor, quando todos os satélites nacionais passaram para as mãos de empresas estrangeiras, contrasta com a decisão de ceder parte de seu uso às multinacionais, que já controlam os cerca de 50 outros satélites que prestam serviços no território nacional.

 

O SGDC foi construído pela Telebras com o objetivo de promover comunicações seguras para o sistema de defesa nacional, para as comunicações estratégicas do governo e promover o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, buscando a massificação da Banda Larga.

 

Resultado de um acordo bilateral firmado entre a França, a Telebras e a Agência Espacial Brasileira (AEB), o projeto tinha sido pensado com foco no atendimento de governo, educação, saúde pública e serviços de cidadania.

 

Se insere, também, em iniciativas como as Cidades Inteligentes, pontos de Wi-Fi Social e garantir a conectividade em pontos não atendidos por operadoras.

 

Mudança de planos

 

Embora o projeto inicial fosse ter no satélite um caminho seguro para as comunicações governamentais, de defesa – com a interligação de projetos estratégicos como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (Sisgaaz) e o Sistema de Defesa Aérea (Sisdabra) – e de uso civil para a população, atendendo mais de dois mil municípios com conexão de banda larga, em especial na Região norte do país, pouco antes de seu lançamento, em fevereiro, o governo anunciou o leilão de 80% de sua capacidade.

 

Adicionalmente, não obstante a Telebras ganhar gratuitamente a posição orbital 75 W, e ser dispensada de participar de uma licitação, com a condição de que fossem respeitados os objetivos do Plano Nacional de Banda Larga, as empresas que irão arremat ar a banda Ka do satélite não têm, pelo edital de licitação, obrigações claras de atendimento, metas de universalização ou preço mínimo para vender esta banda larga.

 

A pressão promovida pela sociedade civil organizada desde então, com a participação do Clube de Engenharia surtiu efeito.

 

Um novo edital foi preparado com modificações, incluindo a diminuição da capacidade licitada de 79% para 57%, e a data para o leilão remarcada.

 

Segundo Marcio Patusco, diretor técnico do Clube e chefe da Divisão Técnica de Eletrônica e Tecnologia da Informação, “provavelmente as reações contrárias pesaram, mas a essência da privatização, e não de atendimento social, permanece”.

 

Além dos dois lotes a venda, totalizando 23 Gbps dos 56 Gbps da capacidade total, 11 Gbps serão garantidos à Telebras e outros 12 Gbps não têm destino certo, ainda podendo ser vendidos em leilão.

 

O novo edital trata da cota social apenas ao determinar que os compradores dos lotes deverão, para cumprir o PNBL, garantir 25% da capacidade de cada feixe com a entrega de banda larga.

 

A luta segue

 

Embora o governo tenha recuado parcialmente na venda do satélite nacional, a licitação segue sendo considerada uma enorme perda para o país.

 

“Existe ajuizada uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal pelo não cumprimento das obrigações formuladas por ocasião da aprovação do projeto dentro das condições do PNBL, como o atendimento social, a não exigência de licitação, o não pagamento do valor relativo à posição orbital, entre outros”, destaca Patusco.

 

Entidades da sociedade civil buscam impedir a venda por vias judiciais. Há representação no Ministério Público, uma denúncia junto ao Tribunal de Contas da União, sob a relatoria do Ministro Benjamin Zymler pautado para julgamento ainda esse mês e uma Ação Popular, que tramita na 13ª Vara Federal. Em face dessas reações, o leilão, que estava marcado para 28 de agosto, foi remarcado.

 

 

 

13
Ago17

de Ana Moravi

Talis Andrade

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na crueza que fuzila por causa de versos
o ditador desletrado em euforia celebra
não há execução que não seja uma festa
o poeta padeceu a ser confete de tragédias

 

rima o sangue em letras garrafais
musicado pelo coração que cala
uma sirene toca o hino de louvor
só os mortos não aplaudem o orador

 

mafiosos em acentos privilegiados
secam fontes irrigando seus trocados
gritam alto e mais a cada leilão
como bons comerciantes de balcão

 

leva o gringo que der mais
foto na capa e destaque nos jornais
felizes em pautar bombas, crises e crimes
sob o aplauso dos que se eximem

 

a américa cafetina geopolítica
demitiu a nanny russa islamita
por no passeio pelas ruas de moscou
decepar a cabeça da chiquita

 

surfista armilar cropando a lama
do tsunami no mar que é morro
brilhantes partículas minerais
cobriram os peixes num jorro


(sobre 5 ou 6 fatos extra-ordinários)

 

 

12
Ago17

A guerra pelo petróleo ameaça a Venezuela

Talis Andrade

Escreve Marcelo Zero que  "não é possível se entender a atual crise da Venezuela e tampouco o regime chavista sem se compreender como era esse país antes da revolução bolivariana e qual o seu significado geopolítico para os EUA.

 

A Venezuela está sentada na maior reserva provada de petróleo do mundo. São 298,3 bilhões de barris, ou 17,5% de todo o petróleo do mundo. Este petróleo está a apenas 4 ou 5 dias de navio das grandes refinarias do Texas. Em comparação, o petróleo do Oriente Médio está entre 35 a 40 dias de navio dos EUA, maior consumidor de óleo do planeta".

 

O petróleo do Brasil vem sendo entregue sem nenhum tiro de espingarda, nem foi preciso os Estados Unidos realizar os pedidos de inter√enção militar dos golpistas que promoveram a queda de Dilma Rousseff. 

 

Temer no poder, com um Congresso comprado a peso de ouro, e a submissão do judiciário, promove a quermesse do que resta das estatais e a entrega das riquezas do Brasil. Dos minérios, notadamente o cobiçado nióbio traficado pelos senadores Aécio e Jucá; da água, traficada pela filha do senador José Serra (estão em jogo os dois maiores aquíferos do mundo: o Guarani e o Amazonas); e de terras e mais terras da Floresta Amazônica, cada vez mais internacionalizada.

 

Diz Marcelo Zero: 

 

"Lamentável, em todo esse processo, é a posição do governo golpista e sem voto do Brasil. Desde que assumiu ilegitimamente o poder, esse governo fez da suspensão da Venezuela do Mercosul e da derrubada do governo chavista a sua diretriz principal em política externa, atuando como braço auxiliar dos EUA no subcontinente. Ao fazê-lo, o governo golpista apequenou o Brasil e retirou qualquer possibilidade do nosso país atuar como mediador de conflitos na região, como vinha fazendo nos governos do PT.

 

O empenho do Brasil contra a Venezuela foi de tal ordem que a suspendeu duas vezes do Mercosul. Com efeito, antes da última decisão de utilizar a cláusula democrática do Protocolo de Ushuaia, a Venezuela já estava suspensa, na prática, do Mercosul desde dezembro do ano passado, sob a escusa, sem embasamento jurídico, de que o país não havia internalizado todas as normas do bloco, situação que se verifica em todos os Estados Partes. Assim, a decisão de utilizar a cláusula democrática representa mera peça propagandística contra o governo legitimamente eleito da Venezuela.

 

Além de empenhado nos retrocessos socais e políticos internos, o governo do Brasil está empenhado também em forçar retrocessos na região.

 

Nosso principal produto de exportação é hoje o golpe". 

 

Para entender a Venezuela leia mais aqui

 

A campanha de intervenção dos EUA é realizada na Venezuela pela imprensa quinta-coluna e países vassalos. Atentem para o uso internacional do mesmo slogan de guerra:

 

VENEZUELA

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 COLÔMBIA

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 ARGENTINA

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12
Ago17

Pedido de intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil vale para a Venezuela

Talis Andrade

Os traidores da Pátria, na campanha para derrubar Dilma Rousseff da presidência, pediram uma intervenção militar dos Estados Unidos no Brasil. 

 

Tudo começou com o grito de Dilma "vá tomar no cu" em um camarote do estádio da Copa do Mundo, reunindo os candidatos a presidente João Doria, Luciano Huck e a herdeira do Banco Itaú Maria Alice Setubal, a Neca, patrocinadora de Marina Silva. 

 

A campanha de ódio, tendo como apoio as operações do judiciário Mensalão e Lava Jato, era liderada nas ruas pelos direitistas do Congresso Nacional, as bancadas da bala (Bolsonaro, pai e filhos deputados), do boi (senador Ronaldo "Sepulcro" Caiado) e da bíblia (presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, senador Crivella e outros pastores), os candidatos derrotados a presidente Aécio Neves e vice Aloysio Nunes. Além dos deputados e senadores comprados por Michel Temer. Relembre aqui

 

Com o entreguismo gratuito do Brasil por Temer e o dupla nacionalidade Henrique Meireles, o mesmo pedido de intervenção militar, de vassalagem e dependência, tem agora a Venezuela como alvo. 

 

Uso do mesmo slogan internacional de guerra dos EUA comprova o engajamento da imprensa brasileira hoje:

 

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13
Jul17

O dia mundial do rock só existe no Brasil vassalo

Talis Andrade

Um dia criado para comemorar a vassalagem, o entreguismo cultural. Ou melhor, para celebrar o fim da Cultura brasileira.

 

Trata-se de uma conquista dos Estados Unidos. Que toda invasão de um império é precedida pela imposição da cultura do vencedor. Estratégia política utilizada por Alexandre, o Grande, e pelos Césares, na Antiga Roma.

 

O portal Aventuras na História registra:

 

"Exatamente o que diz no título. O dia mundial do rock é uma jabuticaba - o que não quer dizer que, como a fruta e o rock nacional, não possa ser apreciado, só que não entrega o prometido 'mundial".

 

Ora, ora, não existe "rock nacional", e sim rock cantado em português do Brasil, que de brasileiro nessa história apenas existe jabuticaba, uma palavra indígena. Frutos em botão, no tupi.

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A árvore da jaboticabeira, de até dez metros de altura, tem tronco claro, manchado, liso, com até quarenta centímetros de diâmetro. As folhas, simples, têm até sete centímetros de comprimento. Floresce na primavera e no verão, produzindo grande quantidade de frutos. As flores (e os frutos) crescem em aglomerados no tronco e ramos. Seus frutos pequenos, de casca negra e polpa branca aderida à única semente, são consumidos principalmente in natura, ou na forma de geleia, suco, licor, aguardente, vinho, vinagre e medicamentos. 

 

Na cidade de Sabará, em Minas Gerais, no Brasil, é realizado, anualmente, o Festival da Jabuticaba, visando a perpetuar a tradição da cidade como produtora da fruta.

 

Daí a expressão chula para a mulher adúltera e o homossexual promíscuo: dá que nem jaboticaba. Esse dar, entreguismo, caracteriza o governo de Fernando Henrique e, hojemente, o de Michel Temer. O Brasil colonizado e dependente está doando todas suas riquezas, com uma política selvagem de privatizações, de leilões a preço de banana, concessões e outorgas.

 

O Fernando Henrique, no início da ditadura militar, em março de 1964, atuava como agente da CIA, para promover a morte da Cultura nacional.

 

Uma política que teve êxito. Festivais transformaram São Paulo em capital do jazz. O Rio de Janeiro, ex-Capital do Samba, virou rock Rio.  

 

Sobre a farsa do dia mundial do rock, in Aventuras na História:

 

"A origem vem de fora. Começou em 13 de julho de 1985, durante o Live Aid, festival organizado pelo escocês Midge Ure e o cantor Bob Geldof. O megaevento aconteceu simultaneamente em Londres, Inglaterra, Filadélfia e Estados Unidos, com o objetivo principal de arrecadar fundos para acabar com a fome na Etiópia. A line up era imensa, com nomes como Mick Jagger e Keith Richards, U2, David Bowie, Madonna, Duran Duran, Phill Collins e Bob Dylan. Apesar de algumas participações mais pesadas, como Black Sabbath, Led Zeppelin e Judas Priest, em média era bem mais pra pop que rock. Veja abaixo a pauleira da música-tema.


Phill Collins, ex-membro da banda de rock progressivo Genesis, então um supeastro pop, se empolgou tanto durante sua performance e declarou sua vontade daquele dia ser considerado o dia mundial do Rock.

 

Phil Collins durante o festival Live Aid / Reprodução

No auge da fama, o próprio Collins devia imaginar que teria seu desejo atendido. Mas ele não estava na setlist dos metaleiros, punks & cia., então a coisa ficou por isso. Até 1990, quando duas rádios paulistanas de rock, a 89 FM e a 97 FM, passaram a mencionar o episódio de Collins em sua programação. Os ouvintes, as baladas de rock e o resto do país aceitaram a ideia.


O Dia do Rock de Phil Collins é ignorado no resto do mundo, mas lá fora existem outros dias do rock. Algumas rádios celebram o 9 de julho, quando ocorreu a estreia do programa American Bandstand que popularizou rock nos EUA. Outra opção é o 5 de julho, quando o ícone Elvis Presley em 1954, gravou o seu primeiro hit That's All Right. E ainda há o 11 de fevereiro, quando, em 1964, os Beatles se apresentaram pela primeira vez".

 

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                                        Augusto Pinochet, por Sergei Tunin 

 

Nenhum brasileiro citado, e nenhuma data possui significado para a Cultura do Brasil, a não ser para alienados, e para a indústria musical estrangeira, notadamente os Estados Unidos.

 

Veja o caso de Chico Buarque de Holanda, quando queria burlar a censura cantava no ritmo do rock, num embalo à Roberto Carlos tão apreciado pelos cafonas generais ditadores do Cone Sul.

 

 

 

 

 

 

15
Jun17

A crise, as filhas da rua & a Baleia Azul

Talis Andrade

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Está acontecendo no Brasil todo. A explosão do número de moradores de rua. 

 

Ninguém fala do triste destino das crianças e adolescentes filhas da rua. Que perdem as escolas, os amigos de infância, de aulas, passam fome, adoecem, que são recrutadas pelo tráfico do trabalho escravo, de drogas, de prostituição. 

 

Infelizes crianças, que despejadas de suas casas, passam a dormir nas calçadas na maior promiscuidade com estranhos.

 

Ninguém fala dos estupros. Quando uma criança desesperada tenta o suicídio, a culpa não é do governo, e sim da Baleia Azul.

 

As águas dos mares da Baleia Azul lava as mãos das autoridades . Para os delegados de polícia, para os promotores, uma elite que, indiferente às mazelas sociais, às desigualdades econômicas, recebe corruptamente um salário acima do permitidido pela Constituição, a baleia-azul a desculpa fácil.

crise futuro indignados.jpg

 

 

Transcrevo de uma reportagem da BBC, assinada por Júlia Dias Carneiro: De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), o Brasil tem pouco mais de 100 mil pessoas vivendo nas ruas. A estimativa se baseia em dados 2015, já que não há estatísticas nacionais para medir a população de rua. Assim, é difícil acompanhar o avanço desses números e o impacto da recessão.


"O tamanho da população em situação de rua no Brasil sempre tem relação com pobreza, desigualdade social, infraestrutura urbana", afirma o pesquisador do Ipea Marco Antonio Carvalho Natalino, autor do estudo.


"A redução da atividade econômica e o desemprego não são os únicos fatores que levam as pessoas para as ruas. Mas com o aumento desses índices, estamos vendo isso com mais força agora. É visível. Há um aumento da população em situação de rua em todas as grandes metrópoles no Brasil", afirma Natalino, especialista em política pública e gestão governamental.


Natalino critica a falta de dados nacionais e atualizados para acompanhar a situação real no país, que seriam essenciais para formular políticas públicas adequadas para atender às demandas de moradores de rua.


"Populações de rua já costumam ser invisibilizadas. O Estado as torna ainda mais invisíveis por não produzir informações. Ele para de olhar para esse público como alvo de políticas sociais e de serviços públicos", considera.


Em São Paulo, cidade que concentra a maior população e o maior número de moradores de rua no país, os números estão defasados.

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Moradores de rua no Centro de São Paulo; 'tamanho da população em situação de rua no Brasil sempre tem relação com pobreza, desigualdade social, infraestrutura urbana', diz pesquisador do Ipearua 2.jpg

No Brasil apenas recebem salários dignos quem investiga, quem prende, quem multa, quem condena. Que a maioria do funcionalismo passa fome.

Fora dos três poderes temos os executivos das multinacionais pagos em dólar. Dizer que banco gasta 99 por cento com assalariados constitui uma puta malandragem da agiotagem. Todo banco faz tráfico de dinheiro, e cada vez mais aumenta a onda de suicídios de bancários.

As indústrias e os latifúndios continuam sendo desnacionalizados. O entreguismo campeia. 99 por cento dos brasileiros são miseráveis e pobres, desempregados, moradores de rua, favelados, recebem o salário mínimo do mínimo ou o salário base, e são marginalizados econômicos sem terra, sem teto, sem nada, que dependem de esmolas do governo. 

Os comedores do dinheiro dos nossos impostos são os cobradores da dívida estrangeira e os beneficiados pelas quermesses das privatizações das empresas estatais.

Aposentados e pensionistas da previdência dos pobres estão com o pé no caixão, esperando ser enterrados como indigentes nas covas rasas de onde serão exumados em menos de um ano. Nem chão para morrer possuem.

 

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