Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

O CORRESPONDENTE

O CORRESPONDENTE

16
Out17

O Brasil rico em água sofre racionamento

Talis Andrade

thumbs-2.web.sapo.io.jpeg

 Bonito, Brasil. Graças à alta concentração de calcário subterrâneo, que atua como um filtro natural, os rios que cercam o município de Bonito são excecionalmente claros e vivamente azuis. O Rio da Prata é um dos mais dramanticamente azuis da região e é popular entre os snorkelers, graças à clareza da água e abundante vida marinha. Este trecho transcrevi do Tripadvisor/ Sapo/ Portugal. Tais fotos e informações, no Brasil, são segredos de estado. Segredo de justiça.  

 

Existem vários municípios com a riqueza de Bonito e a beleza do azul das águas e do verde das florestas e matas e bosques e planícies.

 

Existe um Brasil que a imprensa nacional esconde dos brasileiros.
Um exuberante e lindo Brasil encoberto, que está sendo entregue aos piratas estrangeiros.


O Brasil da Amazônia - do Rio Amazonas, do Mar Doce e outros rios, dos maiores aquíferos do mundo, de cachoeiras inclusive desconhecidas - outorgado, doado, repassado como concessão ou vendido a preço de banana, para abater na jamais auditada e impagável dívida externa.


Hoje Brasília amanhece com racionamento de água.

 

BRA_CB.jpg

 


No Sul, o Brasil tem o segundo maior aquífero do mundo, o Guarani, e Temer  prometeu vender o que não tem preço. Consequência imediata: Milhares de cidades beneficiadas pela riqueza natural do Guarani sofrem racionamento de água.

 

Aqüífero_Guarani.png

 

 

No Nordeste, pararam as obras de transposição do Rio São Francisco.


Que ironia, que tristeza, que traição! o Brasil rico em água oferece água engarrafada para o povo beber.

 

Água para comprar em garrafas de plástico. Ou garrafões também de plástico. Água na torneira apenas em filmes estrangeiros.


Sobram lugares que um litro de água custa mais caro do que um litro de gasolina ou mais caro que um litro de suco de frutas.


Um entreguismo tão avassalador, desmoralizante, que a água que o brasileiro bebe é engarrafada por empresas estrangeiras.

 

 

 

10
Out17

O beijo de Judas, a entrega da base espacial de Alcântara no Maranhão

Talis Andrade

 

Vista-Base-Alcantara 1.jpg

basealcantara. 2.jpg

Alcântara 3.jpg

alcantara 4.jpeg

entrada-da-base-espacial.jpg

 Brasil investiu invisíveis bilhões em Alcântara, base secreta para os brasileiros e aberta para os piratas que não mais precisam espionar

 

 

 

 

 

por Fernando Rosa

 

 

Nos próximos dias, Temer deverá entregar as chaves da base espacial de Alcântara, no Maranhão, para os patrocinadores do golpe de Estado no país. O acordo envolvendo a base, dizem, já está acertado com os Estados Unidos, nas condições deles, consolidando um vergonhoso gesto de traição aos interesses nacionais. Nos anos noventa, com Fernando Henrique Cardoso, um acordo barrado no Congresso Nacional chegava ao extremo de impedir o acesso de brasileiros às dependências da base.

Em novembro, depois de privatizar o “espaço sideral” nacional, e comprometendo ainda mais a Defesa Nacional, o governo patrocinará exercícios militares com participação dos EUA na Amazônia. Com explícito interesse nesse tema, depois de quase um ano sem dar bola para os golpistas, Trump recebeu Temer e os presidentes da Colômbia e do Peru, em jantar na Casa Branca. Não por acaso, os dois países vizinhos participam das manobras conjuntas na região amazônica.

Sob o disfarce de “exercícios humanitários”, os EUA avançam no plano de implantação de bases militares na Amazônia, assim como já fez no Peru. Mais do que mirar na Venezuela e suas reservas de petróleo, a ação aposta em ocupar militarmente o Brasil e a América do Sul, comprometendo a soberania dos países sobre a região. À medida, soma-se ao corte de verbas orçamentárias que reduziu à metade o efetivo do Exército Nacional nas fronteiras do país.

Em artigo recente, o ex-chanceler Celso Amorim questionou o objetivo das manobras militares e o que elas implicarão na prática. “A presença de forças extrarregionais, entendidas como não sul-americanas, em exercícios militares sempre foi vista com bem fundamentada cautela, se não mesmo desconfiança, por nossas Forças Armadas”, disse ele. Amorim lembra ainda que “o Brasil, em diversos governos, sempre foi muito prudente nesse particular”.

A cautela, no entanto, parece ter sido abandonada pelo general Sérgio Etchegoyen, rendido à ultrapassada tese do falido mundo unipolar sob comando dos EUA. Nos anos setenta, defendendo a abertura de relações com a China, o então presidente General Ernesto Geisel já questionava a ideia da submissão unilateral aos norte-americanos. Em resposta aos militares da linha-dura, Geisel respondeu perguntando se pretendiam tornar o Brasil uma colônia dos Estados Unidos.

Ao contrário das pretensões golpistas, o Brasil precisa afirmar-se com soberania para cumprir com sua vocação de grande potência, como definiu o general Villas Bôas. Isso não se faz comprometendo o território nacional, as nossas fronteiras ou entregando o patrimônio público, como defendeu Pedro Parente sugerindo que a privatização da Petrobras seria um “beijo no mercado”. Independente das vontades e dos interesses particulares de plantão, os brasileiros se levantarão em defesa da soberania, do Estado Nacional e do futuro do país.

 

05
Out17

Armínio Fraga olheiro de George Soros e governador de capitais nos paraísos das Ilhas Cayman e Curaçau

Talis Andrade

armirio-fraga-caricatura.jpg

Esse cara tem, pelo menos, duas nacionalidades.

Era um simples bancário, que o patrão, o especulador George Soros, indicou para comandar o Banco Central.

Foi assim que virou banqueiro.

 

Naturalizado norte-americano, residente em Nova Iorque, era managing director do Soros Fund Management LLC e conselheiro de investimento do Quantum Group of Funds, unidade de tráfico de moedas sediada em Curaçau (de capital aberto notadamente para serviços financeiros internacionais, refino e armazenamento de petróleo e combustível) e nas Ilhas Cayman (famoso paraíso fiscal conhecido do brasileiro em geral por Collor descansar lá depois de vencer a canseira da eleição presidencial, acompanhado da esposa e de famosa atriz da tv Globo. A Globo sempre oferece acompanhantes e amantes para os presidentes do Brasil).

 

false_protest__alexander_dubovsky.jpeg

 George Soros para se apoderar das riquezas de um país, cria falsos protestos para derrubar governos democráticos. Foi um dos patrocinadores do impeachment que derrubou Dilma Rousseff. Soros é dono da Vale do Rio Mais Do Que Doce e o maior acionista da Petrobras. Ilustracão de Alexander Dubovsky

 

 

financed_revolutions__miguel_villalba_snchez__elch

 Quando não consegue derrubar um governo, Soros financia revoluções. Ilustração de Miguel Villalba Sánchez (Elchicotriste)

 

Fraga está em campanha para o Brasil vender a Amazônia, o Aquífero Guarani, o maior do mundo, e o que resta de estatais.

 

Quantas empresas públicas brasileiras esse cara, de origem humilde, já comprou assim não mais do que de repente...?

 

Para gerar e concentrar mais lucro, conclui que o salário mínimo do brasileiro é super, super valorizado, além das possibilidades de pagamento de uma multinacional. O salário mínimo do brasileiro hoje: 252 euros ou 296 dólares. 937 reais, para 8 horas diárias, 44 horas semanais e 220 horas mensais de trabalho, podendo haver até 2 horas extras por dia. 

 

Defende o trabalho escravo por ser originário de um povo escravo - coisa de vingança. Também por nojo do povo, um asco recentemente adquirido.

 

Esse Fraga esqueceu os tempos que era assalariado. Pousa de nobre, de filho do rei Salomão, herdeiro da sabedoria e do poder, e imita Soros quando pede morte para os palestinos, e trama o holocausto dos brasileiros desempregados, moradores de rua, soldados do tráfico, quilombolas e sobreviventes indígenas.

 

Homem de muitos negócios e tenebrosos. Basta exemplificar que era candidato a ministro da fazenda de Marina Silva e Aécio Neves candidatos derrotados em 2014. Como pode ser de Temer, de Alckmin, de Dória, de Ciro e outros cotados e prováveis presidentes do Brasil como um Henrique Meireles, um general Mourão, um Jobim, um Huck de outra perdida tribo.

 

Nunca defendeu os sem teto, os sem terra, os sem nada.

Nunca intercedeu pelas 500 mil prostitutas infantis do Brasil, que a política de economistas tipo Fraga, o Armínio, ajudou a criar pela pobreza, pelo êxodo rural, pelas moradias indignas, pelo inchaço e multiplicação das favelas, pelo abandono dos pais sem tempo para os filhos, por trabalhar de sol a sol, e receber um salário de fome.

Prostitutas infantis por falta de escolas.

Prostitutas infantis pela desagregação familiar nos despejos coletivos.

Prostitutas infantis que vendem o corpo por um pedaço de pão como acontecia com as polacas que construíram o Cemitério dos Judeus do Rio de Janeiro.

 

 

 

28
Set17

O povo amarrado no mourão do general antinacionalista, entreguista e racista

Talis Andrade

 

cemitérios clandestinos .jpg

 

 

 

Para quem imaginava que a intervenção militar proposta pelo general Antônio Hamilton Mourão pudesse ter algum caráter nacionalista, um vídeo publicado pelo deputado Glauber Braga (Psol-RJ) mostra exatamente o contrário.

 

Mourão defendeu abertamente a venda de terras nacionais para estrangeiros e ainda bateu duro na formação cultural do brasileiro. Antipatrioticamente, afirmou que o Brasil herdou dos índios a "indolência", dos negros a "magia" e dos ibéricos a "cultura do privilégio". Veja aqui 

 

 

Em um dos pontos de seu discurso, o oficial das Forças Armadas diz que é preciso parar de ter medo de vender terras da Amazônia e das fronteiras e defende a privatização de tudo. “Vamos liberar as coisas”, afirma.

 

Amazônia é cobiçada pelas riquezas minerais, pela imensidão de suas terras para a criação de latifúndios da lavoura de exportação, criação de gado, madeira nobre, plantas medicinais e outras riquezas mil, notadamente além do Mar Doce seus aquíferos, um deles o maior do mundo.

 

água aquifero Amazonas.png

 

 


Em outro momento, dá pitacos sobre a cultura nacional e pejorativiza indígenas e africanos. “Carregamos dentro de cada um uma herança cultural tripla: a herança ibérica, do privilégio, todo mundo quer se dar bem; a herança indígena, da indolência e a herança africana, que é a da magia, que tudo vai dar certo (…) Temos que romper este ciclo”.

 

O Brasil tem um bando de generais parasitas, que vive no luxo e defende uma sociedade hierárquica, uma população separada por castas, como acontece nos quartéias dividos entre praças e oficiais. 

 

Contra a igualdade, a felicidade do povo em geral, a constante ameaça dos golpes conservadores, elitistas.

 

Não esquecer nunca que ditadura se faz com prisões políticas, tortura e morte.  

 

 

 

 

 

27
Set17

Negros amarrados no mourão generais golpistas desejam

Talis Andrade

Vítimas da ditadura cobram punição ao general que defendeu intervenção militar.

 

Ministério Público também se manifestou e diz que novo golpe é crime inafiançável e imprescritível.

 

Manchetes acima são dos movimentos tortura nunca mais. Ditadura nunca mais.

 

Lendo artigo de Carlos José Marques, relembrei quando o general Olympio Mourão Filho veio tomar posse no comando do IV Exército no Recife, numa coletiva no aeroporto, fiz a pergunta do momento político:

 

- General, o senhor é da Linha Dura?

 

Vestido em uma farda de campanha, o corpo pesadão, respondeu repetindo três vezes a mesma palavra:

 

- Durísima

- Duríssima

- Duríssima

 

Contive o riso, que a voz do general era estridente e feminina. 

 

O general Olyimpio veio suceder o general Justino Alves, que depois foi presidente no Triunvirato Militar que substituiu Costa e Silva. 

 

No comando do IV Exército estiveram três sucessivos presidentes: Castelo Branco, Costa e Silva e Justino. Residiram na mesma casa, próxima à Faculdade de Direito, que depois se transformou em porão de tortura. A desonra não permite que seja um prédio histórico. Hoje uma casa abandonada.

 

fac direito recife.jpg

  Da residência oficial dos generais presidentes, os presos da ditadura ouviam o carrilhão

da Faculdade de Direito do Recife  

 

Em 1979, as instalações do quartel-general do IV Exército foram transferidas da Rua do Príncipe para o Complexo Militar do Curado.

 

AS INCONTINÊNCIAS DE UM GENERAL

 

os dois Mourão generais.jpg

 De Mourão a Mourão a mesma história

 

por Carlos José Marques

 

----

Sob as botas do general Olympio Mourão Filho, que marchou de Juiz de Fora ao Rio de Janeiro para arregimentar seus pares e desencadear o golpe, teve início o primeiro lampejo da ditadura que castigou o País por mais de duas décadas. Um ultraje às liberdades individuais, lancinante castigo aos perseguidos políticos e à democracia, esse período negro de nossa história deixou chagas irreparáveis na memória nacional. Mourão – o conspirador -, de índole belicosa e temperamento irrefreável, era tido e havido como um comandante fanfarrão às vésperas da aposentadoria, que embora não levado à sério foi o primeiro a mobilizar tropas e setores militares para a derrubada da presidência naquele longínquo ano de 1964. No arco de tempo de lá para cá, a repetir a história como pilhéria, um outro general Mourão, esse burocrata das finanças em Brasília, também nos derradeiros dias antes de trocar a farda pelo pijama e seguir à reserva, decidiu soltar os demônios dias atrás durante uma fala em evento na maçonaria cujo teor deveria servir para, no mínimo, enquadrá-lo no crime de insubordinação, passível de severa punição. Não foi o que aconteceu. O Mourão da vez, general de quatro estrelas, que atende pelo registro de batismo como Antonio Hamilton Martins Mourão e tenta uma candidatura ao comando do Clube Militar, não mediu palavras e nem foi contido ao falar em intervenção pelas armas no caso de a Justiça “não solucionar o problema político”. Alegou contar com o apoio dos “companheiros do Alto Comando do Exército” que, nas suas palavras, compartilham da mesma ideia. Foi (não há dúvida) a maior e mais explícita ameaça à ordem constituída desde o fim dos tempos da tutela armada. Instituições civis e os poderes da República estavam claramente afrontados. O Judiciário submetido a uma chantagem: ou retirava os “elementos envolvidos em todos os ilícitos” ou, nos dizeres do general, “nós teremos que impor isso”. Não existiu margem a interpretações distorcidas sobre as intenções do oficial que, sem qualquer cerimônia, mandou às favas o regulamento disciplinar segundo o qual é vetado a militares da ativa emitir manifestações de cunho político. A tibieza da reação das autoridades surpreendeu até os mais próximos convivas do Planalto. O Ministro da Defesa, Raul Jungmann, limitou-se a um pedido de explicações do chefe do general e deu o caso por encerrado, sem punição ao indisciplinado Mourão. A escalada de inquietação dos brasileiros – que correram às redes sociais para comentar o temor da ameaça – só cresceu. O pior ainda estava por vir. Foi o próprio comandante do Exército, general Eduardo Villas Bôas, em programa televisivo, quem reiterou que não se cogitava punir ou repreender o colega de farda pelo ato. Ao contrário, Villas Bôas chegou a elogiar o subordinado: “O Mourão é um grande soldado, uma figura fantástica, um gauchão…”. 

 

MOURÃO O GOLPISTA FASCISTA INTEGRALISTA 

 

PRIMEIRO GOLPE


Segundo  memórias do general Olympio Mourão, em 1937, quando dirigia o serviço secreto da Ação Integralista Brasileira, redigiu um documento de circulação interna que simulava um plano comunista de tomada de poder no Brasil denominado Plano Cohen. Como também era capitão e servia no Estado-Maior do Exército, algumas cópias desses papéis foram parar nas mãos de oficiais do Exército Brasileiro.

 

Enquanto se aguardavam as eleições presidenciais para janeiro de 1938, foi denunciado pelo governo a existência do Plano Cohen como um plano elaborado por comunistas para tomar o poder. A divulgação do documento acabou por criar um clima favorável à instauração da ditadura do Estado Novo, fato ocorrido em 10 de novembro de 1937, na qual foi decretado o fechamento de todos os partidos políticos, inclusive a AIB.

 

integralismo símbolo.png

 Bandeira do partido Integralista - AIB

 

SEGUNDO GOLPE

 

In Wikipédia: Em 11 de maio de 1938, os integralistas invadiram violentamente o Palácio Guanabara, sede do Governo Federal, numa tentativa de um golpe de Estado para a deposição de Getúlio Vargas. Depois deste episódio conhecido como Intentona Integralista, os líderes da extinta Ação Integralista Brasileira, Mourão entre eles, foram presos e processados. Posteriormente foram anistiados por Getúlio Vargas sob a imposição de fidelidade ao líder do Estado Novo. Mourão voltou ao getulismo. 

 

TERCEIRO GOLPE

 

Getúlio Vargas foi deposto pelos militares em 29 de outubro de 1945, comandados pelo getulista general Góes Monteiro. Mourão foi um dos traidores. E o Brasil passou a ser presidido por outro ex-getulista, o general Dutra, seu ex-ministro do Exército.

 

 

QUARTO GOLPE

 

Pelo voto direto, Getúlio voltou ao poder em 1851. O seu mandato presidencial deveria estender-se até 31 de janeiro de 1956.

 

Na madrugada de 5 de agosto de 1954, um atentado a tiros de revólver, em frente ao edifício onde residia Carlos Lacerda, em Copacabana, no Rio de Janeiro, mata o major Rubens Florentino Vaz, da Força Aérea Brasileira (FAB), e fere, no pé, Carlos Lacerda. Estava instalada uma crise política e militar. 

 

Lacerda acusava que havia um mar da lama no Cadete.

 

Por causa do crime da rua Tonelero, Getúlio foi pressionado, pela imprensa e por militares, a renunciar ou, ao menos, licenciar-se da presidência. O Manifesto dos Generais, de 22 de agosto de 1954, pede a renúncia de Getúlio. Foi assinado por 19 generais de exército, entre eles, Castelo Branco, Juarez Távora e Henrique Lott e dizia: "Os abaixo-assinados, oficiais generais do Exército, solidarizando com o pensamento dos camaradas da Aeronáutica e da Marinha, declaram julgar, como melhor caminho para tranquilizar o povo e manter unidas as forças armadas, a renúncia do atual presidente da República, processando sua substituição de acordo com os preceitos constitucionais".

 

Esta crise levou Getúlio Vargas ao suicídio na madrugada de 23 para 24 de agosto de 1954, logo depois de sua última reunião ministerial, na qual fora aconselhado, por ministros, a se licenciar da presidência.

 

QUINTO GOLPE 

 

Em 1964, o general Olympio Mourão deu a senha para a surpresa dos conspiradores: "Minhas tropas estão na rua!". E ordenou que soldados da 4ª Divisão de Infantaria que comandava em Juiz de Fora seguissem para ocupar o estado da Guanabara, atual cidade do Rio de Janeiro. As forças do general foram reforçadas por dois outros regimentos vindos de Belo Horizonte e São João del-Rei. Seguiram sem resistência e terminaram por se confraternizar no meio do caminho com as guarnições do I Exército que haviam partido do Rio de Janeiro com a missão de confrontá-las. Esta operação se chamou "Operação Popeye", em referência ao inseparável cachimbo de Mourão Filho.

 

A mulher de Mourão estava em Brasília. Três anos depois, no gabinete do secretário do Governo Barreto Guimarões no Palácio das Pricesas, Nilo Coelho na véspera de tomar posse no governo de Pernambuco, revelava: "Mourão na guerra, eu com a mulher dele no maior amor".

 

Este o nome correto para a "revolução de 64": Operação Popeye.

 

popeye.jpg

Para derrubar Dilma, ou tirar o PT do governo, o quadrilhão da Câmara dos Deputados chefiado por Michel Temer e Eduardo Cunha deu um golpe, tendo o pato da Fiesp como mascote.

 

Um golpe que rasgou a CLT e cassou todos os direitos dos trabalhadores, e que entrega as riquezas do Brasil ao imperialismo do Tio Sam, ou Tio Patinhas como símbolo da vassalagem.

 

Um golpe que ainda não se consolidou, desde que se teme Lula seja reeleito presidente. A solução apresentada pelo general Antonio Hamilton Mourão continua sendo a velha e tradicional intervenção militar, ou uma Operação Tio Patinhas para repetir a Popeye. 

 

É o Brasil das castas de militares, de togados, de banqueiros, de empresários que são contra referendos, plebiscitos, eleições, e desejam o povo eternamente amarrado no mourão. 

 

mourao 1 .jpg

mourao 2.jpg

mourao 3.jpg 

Negro-amarrado-a-poste.jpg

Nego, nego mas não me entrego
... Fui chicoteado, acorrentado,
esquecido no mourão 

 

Poema de Antonio Montes 

 

Olha o negro em pedaços
Amarrado no mourão

 

Música de Olodum 

 

 

   

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

24
Set17

Temer entrega a Amazônia com arrastão na Venezuela

Talis Andrade

 

Após os Estados Unidos terem imposto duras sanções financeiras contra a Venezuela, o Canadá anunciou o “congelamento de ativos e à proibição de transações dirigidas a indivíduos específicos”, assim como à proibição para os canadenses de “prestar seus serviços financeiros ou serviços conexos”.

 

As medidas visam atingir Nicolás Maduro, o vice-presidente da Venezuela Tareck el Aissami, a presidente do Conselho Nacional Eleitoral Tibisay Lucena, o ministro da Educação Elías Jaua, e o procurador-geral Tarek Saab. 

 

As sanções não valem para os adversários políticos de Maduro. 

 

O Canadá é rico porque possui dois (2) por cento das jazidas de nióbio. Um nióbio sem qualidade. O Brasil possui noventa e oito (98) por cento das jazidas de nióbio do mundo e é pobre. Quem pode explicar?

 

niobio.jpg

 


O Canadá exporta mais nióbio que o Brasil, quem pode explicar?

 

Dois senadores brasileiros comandam o tráfico de nióbio: Aécio e Jucá.  


A Venezuela que possui as maiores jazidas de ouro do mundo na Amazônia, não quer entregar o ouro para os bandidos. O Brasil não tem nenhuma pepita de ouro na Amazônia, quem pode explicar tanta falta de sorte?

 

Reservas-de-Oro_Carta- internacional.png

 

Reservas-de-Oro_Carta-Financiera américa latina.p

 

 

 

A Venezuela que possui os principais poços de petróleo do mundo na Amazônia, não quer entregar o excremento do diabo para os piratas. O Brasil não consegue achar petróleo na Amazônia, quem pode explicar?

 

“O Canadá não se calará em um momento em que o governo da Venezuela priva seu povo de seus direitos democráticos fundamentais”, discursou Chrystia Freeland, ministra das Relações Exteriores do Canadá.

 

O Brasil não sofre sanções dos países que tentam conquistar as riquezas da Venezuela. Tudo porque o Brasil, um país democrático de golpe à Honduras e Paraguai, sofre pedidos de intervenção militar de generais de pijama sem bandeira nacionalista, sem tropas, sem povo, sem votos.  

 

In Wikipédia: Com a licença do presidente Chávez em dezembro de 2012 para tratamento médico, assumiu a presidência interina da Venezuela o vice-presidente Maduro. Assumiu o poder após Hugo Chávez morrer na tarde de 5 de março de 2013. Antes de viajar a Cuba para a última fase do tratamento contra o câncer, Chávez pediu a unidade da população "em favor da Revolução Bolivariana" e pediu apoio ao vice-presidente. 

 

Em 14 de abril de 2013, Maduro foi eleito com 50,66% dos votos contra 49,07% de seu opositor, Henrique Capriles Radonski – governador do estado de Miranda e também o candidato da oposição na eleição anterior contra Hugo Chávez, em outubro de 2012 – uma diferença de cerca de 220 mil votos numa eleição com cerca de 19 milhões de eleitores registrados. A participação eleitoral foi de 78,71%.

 

Radonski fez a mesma reclamação do derrotado Aécio Neves contra a eleição de Dilma Rousseff.

 

Dilma e Temer foram empossados para o segundo mandato no início da tarde de 1.º de janeiro de 2015. Em 2 de dezembro, Cunha aceitou a abertura do processo de impeachment de Dilma. Após o Senado instaurar processo de impeachment em 12 de maio de 2016, Temer foi empossado interinamente na presidência da República, convertendo-se no presidente mais idoso da história do país e o primeiro descendente de árabes.

 

O Presidente da Venezuela é eleito por um voto plural, através de sufrágio universal e direto, e tem funções quer de chefe de estado, quer de chefe do governo. A duração do mandato é de 6 anos e um presidente pode ser reeleito, depois de referenda a emenda constitucional, a 15 de Fevereiro de 2009.

 

A Venezuela faz referendos que o Brasil não faz. Faz plebiscitos que o Brasil não faz. A Venezuela acaba de eleger uma Assembléia Constituinte, coisa que o Brasil não faz. 


Que ordem constitucional deve ser restabelecida na Venezuela? A reclamada pelo Canadá, conforme os desejos dos Estados Unidos? 

 

O que falta à Venezuela um presidente do tipo de Temer, que extinguiu uma reserva ambiental em um território de quase quatro milhões de hectares entre o Pará e o Amapá, permitindo atividades privadas de mineração na região.

 

A entrega dos recursos naturais do Brasil a grupos econômicos nacionais e estrangeiros não tem limite para o governo Michel Temer. A entrega abrange uma região fronteiriça. De conflito entre a Guiana e a Venezuela.

 

Tríplice fronteira brasil venezuela guiana no mon

 Tríplice Fronteira Brasil - Venezuela - Guiana, no Monte Roraima 

 

Alerta o Brasil 247, citando a BBC: Entreguismo de Michel Temer supera, mais uma vez, as piores expectativas; depois de abrir o pré-sal para multinacionais do petróleo e decidir vender até o território nacional, convidou o exército dos Estados Unidos para uma atuação inédita na Amazônia: um exercício militar na tríplice fronteira amazônica.

 

eua selam acordo militar com brasil.jpg

 A rendição da Amazônia valeu uma medalha da Ordem do Mérito Militar ao major-general americano Clarence K. K. Chinn em março

 

 

 

 

 

08
Set17

Temer festejou no 7 de Setembro a dependência do Brasil

Talis Andrade

A feira das vaidades

 

vaidade .jpg

 

 

Fernando Henrique leiloou 75 por cento das estatais. Temer vai vender o resto. E entregar a Amazônia, o Mar Doce e as florestas, os aquíferos, as minas, notadamente o nióbio, a energia, o Pré-Sal, a Casa das Moedas (nosso dinheiro vai ser fabricado no estrangeiro), os bancos oficiais e os encantados diamantes e ouro.

 

nani2-1.jpg

 migueljc.jpg

 

tacho.jpg

mariano.jpg

 

clayton.jpg

AUTO_newtonsilva.jpg

Charge-06.jpg

 

 

 

06
Set17

O São Francisco e a Chesf entregues aos gringos por Temer e os Fernandos Bezerra Coelho pai e filho

Talis Andrade

raposas.jpg

 

 

 

Paulo Câmara esquece que o criador dele, o governador Eduardo Campos vendeu a Celpe aos gringos, e denuncia os Fernandos Bezerra Coelho, pai e filho, pelo entreguismo de doar para os gringos a Chesf, o São Francisco, o rio, as águas da transposição e as terras ribeirinhas.

 

Fernando Bezerra Fio sem energia é um boneco do pai, e um fatoche de Michel Temer, o pequeno ditador, que pousa de ministro de Minas e Energia.

 

Até mesmo governadores golpistas e direitistas reclamam do queima, da traição.

 

passofundo.jpg

 

 


Governadores do Nordeste enviam carta a Temer criticando privatização da Eletrobras

 


por Sumaia Villela

 

 

Os governadores dos nove estados do Nordeste enviaram hoje (5) uma carta ao presidente Michel Temer (PMDB) em que criticam a privatização da Eletrobras e outras mudanças anunciadas pelo governo federal no setor de energia. Os chefes dos Executivos estaduais questionam o uso de um setor, que dizem ser estratégico, para a União poder minimizar o déficit do Orçamento federal. Eles fazem propostas que vão desde a desvinculação da Companhia Hidro Elétrica do São Francisco (Chesf) do grupo Eletrobras até a união da companhia com outras três instituições que promovem o desenvolvimento no Nordeste.

 

A carta foi protocolada na Presidência no fim da manhã pelo governador de Pernambuco, Paulo Câmara. Assinaram o documento, além de Câmara, os gestores do Maranhão (Flávio Dino), Piauí (Wellington Araújo), Rio Grande do Norte (Robinson Faria), Ceará (Camilo Santana), Paraíba (Ricardo Coutinho), Alagoas (Renan Calheiros Filho), Sergipe (Jackson Barreto) e Bahia (Rui Costa).

 

O documento trata de três mudanças no setor elétrico: revisão do marco legal do setor, descotização do mercado enérgetico e privatização da Eletrobras. São apresentados questionamentos para cada um dos tópicos. Um dos argumentos em comum é o aumento da conta de energia elétrica, com base em manifestação oficial da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

 

Esse elemento é citado ao abordarem a descotização das hidrelétricas. Essa política, implantada por meio da Medida Provisória nº 579/2012, fazia com que as hidrelétricas vendessem energia às distribuidoras por um preço fixo, determinado pela Aneel, ao contrário de firmarem preços conforme o mercado e as realidades das instituições.

 

Usinas cotizadas

 

A maior parte das usinas cotizadas é da Eletrobras e tem o contrato de concessão estabelecido até 2043. A descotização, segundo a carta, significaria o rompimento desses contratos. “Na opinião dos técnicos da Aneel, a modificação pretendida acarreta riscos de instabilidade setorial, ao abalar a segurança jurídica dos contratos vigentes. Liberada do regime de cotas, fatalmente a energia ‘velha’ será recolocada no mercado por algo em torno de R$200/MWH, a preços de hoje”, diz um trecho da carta.

 

A respeito do novo marco legal do setor elétrico, colocado em consulta pública pelo Ministério de Minas e Energia em julho e agosto, o grupo do Nordeste enumera aspectos que ficaram de fora da proposta do governo federal, que precisariam ser tratados de forma administrativa, como os critérios para formação dos preços das tarifas de energia. É citado ainda que o governo federal “abre caminhos para grandes mudanças na formação de preços para o mercado”, mas que há apenas uma abordagem conceitual, sem detalhes objetivos.

 

São Francisco

 

A privatização da Eletrobras é questionada também tanto pelo valor estratégico da empresa e de seus ativos, assim como o valor da água do São Francisco para outros usos, como o abastecimento humano. “A transferência para investidores privados do controle operacional das usinas do Sistema Eletrobras, particularmente daquelas geridas pela Chesf, condicionará por décadas todo projeto ou ação que demande água do Rio São Francisco”, diz a carta.

 

Os governadores argumentam que qualquer decisão a respeito das hidrelétricas tem consequência direta na vazão do rio, por causa da seca prolongada no Nordeste e da crise por que passa a Bacia do São Francisco. A Chesf divulgou que a seca na área já é a maior em 90 anos de registro oficial. “Com isso, põe em risco a segurança hídrica de numerosa população e ainda desestimula que levemos adiante estudos e planos para outros usos da água, no que podemos estar comprometendo o futuro de gerações”.

 

O argumento do governo federal de levantar recursos para cobrir o déficit não seria acertada, segundo os governadores. Além de criticarem o uso do setor elétrico, “um setor que exerce tamanho impacto sobre todas as cadeias produtivas e camadas sociais”, para cobrir déficit, os gestores dizem que os “efeitos colaterais” da privatização “via aumento da tarifa” neutralizarão eventuais resultados positivos. “Como se não bastasse, configuraria uma tributação adicional encoberta que é ilegal e inaceitável”.

 

Propostas

 

A carta apresenta propostas que podem ser adotadas como alternativa às medidas do governo federal. Uma delas é a desvinculação da Chesf do grupo Eletrobras, transformando-a em empresa pública vinculada ao Ministério da Integração Nacional. É sugerida também a união da Chesf com outras três instituições ligadas à União, que promovem o desenvolvimento no Nordeste em diferentes áreas: Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf).

 

O financiamento do novo órgão envolve outra sugestão: a manutenção da concessão das usinas cotizadas até o fim do contrato, em 2043. “O efeito sobre as tarifas de energia em todo o Brasil, segundo técnicos do setor, seria da ordem de, no máximo, 1,5%. Esse valor é menos da metade do que pagamos durante três décadas para ajudar os sistemas isolados através da Conta de Compensação de Combustíveis – CCC”, argumentam no texto.

 

À tarifa da energia cotizada, seria vinculado um percentual para assegurar à Chesf a conclusão do plano de obras já contratado, o investimento em fontes alternativas e a revitalização do Rio São Francisco, entre outros pontos. Por fim, os governadores pedem uma “oportunidade de detalhar e debater” as propostas.

 

 

 

23
Ago17

"Privatização da Eletrobrás vai causar aumento de tarifas, insegurança e apagões"

Talis Andrade

O senador golpista e entreguista Fernando Bezerra Coelho (foi eleito em 2014 e ficará no cargo até 2022) é candidato a governador de Pernambuco. Caso não consiga registro (tem a ficha suja) empurrará a candidatura do filho, atual ministro de Minas e Energia de Temer.

 

Fernando Bezerra Coelho Fio sem energia pretende vender a Eletrobrás, incluindo a Chesf, para um Pernambuco mais pobre depois de perder a Celpe, o Bandepe, a Telpe, a Cilpe, a Coperbo.

chesf.jpg

Maior empresa de produção e distribuição de energia elétrica da América Latina

 

POR DILMA ROUSSEFF, ex-presidente da República.

 

---

A privatização da Eletrobras, um dos mais novos retrocessos anunciados pela agenda golpista, será um crime contra a soberania nacional, contra a segurança energética do país e contra o povo brasileiro, que terá uma conta de luz mais alta. Um delito dos mais graves, que deveria ser tratado como uma traição aos interesses da Nação.

 

Maior empresa de produção e distribuição de energia elétrica da América Latina, a Eletrobras garante o acesso à energia a um país de dimensões continentais, com uma população de mais de 200 milhões de habitantes e com uma economia diversificada, que está entre as mais complexas do mundo.

 

A sua privatização, e provável entrega a grupos estrangeiros, acabará com a segurança energética do Brasil. Submeterá o país a aumentos constantes e abusivos de tarifas, à desestruturação do fornecimento de energia, a riscos na distribuição e, inevitavelmente, à ameaça permanente de apagões e blecautes. Devemos todos lembrar do ano de racionamento de energia no governo FHC.

 

O governo tem dois motivos principais para privatizar uma grande empresa como a Eletrobras: a aplicação da pauta neoliberal, rejeitada por quatro vezes nas urnas, e que é compromisso do golpe implantar; e o desespero para fazer caixa e tentar diminuir o impacto de um dos maiores rombos fiscais da nossa história contemporânea, produzido por um governo que prometia resolver o déficit por meio de um surto de confiança que não veio e um passe de mágica que não produziu. Produziu, sim, a compra de votos por meio da distribuição de benesses e emendas.

 

O meu governo anunciou déficit de R$ 124 bi para 2016 e de R$ 58 bilhões para 2017, que seriam cobertos com redução de desonerações, a recriação da CPMF e corte de gastos não prioritários. O governo que assumiu por meio de um golpe parlamentar inflou a previsão de déficit para R$ 170 bi, em 2016 e R$ 139 bi, em 2017. Inventou uma folga para mostrar serviço à opinião pública, e nem isto conseguiu fazer. Agora, quer ampliar o rombo para R$ 159 bi. Mas não vai ficar nisso. Aumentará o déficit, no Congresso, para R$ 170 bi, para atender às emendas dos parlamentares de que precisa para aprovar sua pauta regressiva. Para isto, precisa dilapidar o estado e a soberania nacional. E forjar uma suposta necessidade de vender a Eletrobras é parte desta pauta.

 

Atribuir uma suposta necessidade de privatização da Eletrobras ao meu governo, por ter promovido uma redução das tarifas de energia, é um embuste dos usurpadores, que a a imprensa golpista difunde por pura má-fé. É a retórica mentirosa do golpismo.

 

As tarifas de energia deveriam mesmo ter sido reduzidas, como foram durante o meu governo,. Não porque nós entendêssemos que isto era bom para o povo – o que já seria um motivo razoável – mas porque se tratava de uma questão que estava e está prevista em todos os contratos que são firmados para a construção de hidroelétricas.

 

Depois da população pagar por 30 anos o investimento realizado para construir as usinas, por meio de suas contas de luz, é uma questão não apenas de contrato, mas de justiça e de honestidade diminuir as tarifas, cobrando só por sua operação e manutenção. Manter as tarifas no mesmo nível em que estavam seria um roubo. Por isso reduzimos e temos orgulho de tê-lo feito. Com a privatização, será ainda um roubo.

 

Vou repetir a explicação, porque a Globo faz de tudo para distorcer os fatos e mentir sobre eles. Quando uma hidrelétrica é construída por uma empresa de energia – pública ou privada – quem paga pela sua construção é o consumidor. A amortização do custo da obra leva geralmente 30 anos e, durante este tempo, quem paga a conta deste gasto vultoso é o usuário da energia elétrica, por meio de suas contas de luz.

 

Quando a hidrelétrica está pronta, o único custo da empresa de energia passa a ser a operação e a manutenção. Daí, é justo que o povo deixe de continuar pagando por uma obra que já foi feita e, depois de 30 anos, devidamente paga. É mais do que justificado, portanto, que as tarifas que custearam a construção sejam reduzidas.

 

Se as empresas de energia – públicas ou privadas – mantiverem as tarifas no mesmo nível, e eventualmente até impuserem aumentos nas contas de luz, estarão tirando com mão de gato um dinheiro que não é delas. É uma forma de estelionato. Não se deve esperar que empresas unicamente privadas, cujo objetivo é principalmente a lucratividade de sua atuação, entendam que uma equação justa deveria impor modicidade tarifária quando os custos altos da construção de uma usina hidrelétrica já não existem mais.

 

Apenas o Estado – um estado democrático e socialmente justo – tem condições de entender esta situação e autoridade para agir em defesa dos interesses dos consumidores.

 

Entregar a Eletrobras e suas usinas já amortizadas para algum grupo privado, talvez estrangeiro, significa fazer o consumidor de energia pagar uma segunda vez pelo que já pagou, além de abrir mão de qualquer conceito estratégico em relação à produção, distribuição e fornecimento de energia com segurança e sem interrupções e apagões.

 

Privatizar a Eletrobras é um erro estratégico. Erro tão grave quanto está sendo a privatização de segmentos da Petrobras. No passado, essas privatizações já foram tentadas pelos mesmos integrantes do PSDB que hoje dividem o poder com os golpistas. Naquela época, isso só não ocorreu porque os seus trabalhadores e o povo brasileiro não permitiram. Mais uma vez devemos lutar para não permitir.

 

coelho bezerra .jpg

 

 

 

17
Ago17

Venda do satélite nacional, uma enorme perda para a soberania do Brasil

Talis Andrade

satélite.png

Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações: Temer vende em setembro outro pedaço da soberania nacional

 

 

do Clube de Engenharia

 

No próximo dia 27 de setembro o país pode retroceder no que seria uma grande conquista na área das telecomunicações e da segurança nacional.

 

Está marcado para esse dia o leilão de 57% da capacidade civil total disponível no Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações (SGDC), em dois lotes, um com 35% da capacidade e outro com 22%.

 

A importância do primeiro satélite nacional, após a privatização ocorrida no setor, quando todos os satélites nacionais passaram para as mãos de empresas estrangeiras, contrasta com a decisão de ceder parte de seu uso às multinacionais, que já controlam os cerca de 50 outros satélites que prestam serviços no território nacional.

 

O SGDC foi construído pela Telebras com o objetivo de promover comunicações seguras para o sistema de defesa nacional, para as comunicações estratégicas do governo e promover o desenvolvimento socioeconômico do Brasil, buscando a massificação da Banda Larga.

 

Resultado de um acordo bilateral firmado entre a França, a Telebras e a Agência Espacial Brasileira (AEB), o projeto tinha sido pensado com foco no atendimento de governo, educação, saúde pública e serviços de cidadania.

 

Se insere, também, em iniciativas como as Cidades Inteligentes, pontos de Wi-Fi Social e garantir a conectividade em pontos não atendidos por operadoras.

 

Mudança de planos

 

Embora o projeto inicial fosse ter no satélite um caminho seguro para as comunicações governamentais, de defesa – com a interligação de projetos estratégicos como o Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras (Sisfron), o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (Sisgaaz) e o Sistema de Defesa Aérea (Sisdabra) – e de uso civil para a população, atendendo mais de dois mil municípios com conexão de banda larga, em especial na Região norte do país, pouco antes de seu lançamento, em fevereiro, o governo anunciou o leilão de 80% de sua capacidade.

 

Adicionalmente, não obstante a Telebras ganhar gratuitamente a posição orbital 75 W, e ser dispensada de participar de uma licitação, com a condição de que fossem respeitados os objetivos do Plano Nacional de Banda Larga, as empresas que irão arremat ar a banda Ka do satélite não têm, pelo edital de licitação, obrigações claras de atendimento, metas de universalização ou preço mínimo para vender esta banda larga.

 

A pressão promovida pela sociedade civil organizada desde então, com a participação do Clube de Engenharia surtiu efeito.

 

Um novo edital foi preparado com modificações, incluindo a diminuição da capacidade licitada de 79% para 57%, e a data para o leilão remarcada.

 

Segundo Marcio Patusco, diretor técnico do Clube e chefe da Divisão Técnica de Eletrônica e Tecnologia da Informação, “provavelmente as reações contrárias pesaram, mas a essência da privatização, e não de atendimento social, permanece”.

 

Além dos dois lotes a venda, totalizando 23 Gbps dos 56 Gbps da capacidade total, 11 Gbps serão garantidos à Telebras e outros 12 Gbps não têm destino certo, ainda podendo ser vendidos em leilão.

 

O novo edital trata da cota social apenas ao determinar que os compradores dos lotes deverão, para cumprir o PNBL, garantir 25% da capacidade de cada feixe com a entrega de banda larga.

 

A luta segue

 

Embora o governo tenha recuado parcialmente na venda do satélite nacional, a licitação segue sendo considerada uma enorme perda para o país.

 

“Existe ajuizada uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) no Supremo Tribunal Federal pelo não cumprimento das obrigações formuladas por ocasião da aprovação do projeto dentro das condições do PNBL, como o atendimento social, a não exigência de licitação, o não pagamento do valor relativo à posição orbital, entre outros”, destaca Patusco.

 

Entidades da sociedade civil buscam impedir a venda por vias judiciais. Há representação no Ministério Público, uma denúncia junto ao Tribunal de Contas da União, sob a relatoria do Ministro Benjamin Zymler pautado para julgamento ainda esse mês e uma Ação Popular, que tramita na 13ª Vara Federal. Em face dessas reações, o leilão, que estava marcado para 28 de agosto, foi remarcado.

 

 

 

Mais sobre mim

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2017
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D