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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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02
Set17

Sergio e Rosangela Moro, a relação entre professor e aluna

Talis Andrade

 

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Fui aluno de Joffre Dumazedier, sociólogo francês pioneiro nos estudos do lazer, professor na Sorbonne, Université René Descartes. Em uma de suas aulas, no XI Curso de Aperfeiçoamento em Ciências da Informação Coletiva, patrocinado pela Unesco em Quito, ele defendeu o relacionamento sexual entre professor e aluno.

 

Como professor universitário tive meus namoros, que sempre considerei proveitosos, além, muito além do prazer físico, pela motivação das alunas em estudar, e pela troca de experiências de pessoas de faixas etárias diferentes, hojemente tão condenadas. 

 

A História registra casais famosos, desde a Antiguidade, basta citar os relacionamentos homossexuais de Safo e Sócrates. Na origem das universidades atuais, o romance de Abelardo e Heloísa, em Paris do Século XII. 

 

Na roda do tempo, tabus sexuais são criados e desfeitos por interesses mesquinhos, e a sempre proveitosa caça às bruxas dos poderes religiosos, políticos e econômicos. O neonazismo culpa os gays pela transmissão da Aids. O falso puritanismo estadunidense considera a relação sexual de professor e aluna mais danosa que a pedofilia, para os orgasmos escandalosos da imprensa, da justiça e da polícia, que encobertam, como acontece no Brasil das 500 mil prostitutas infantis, o tráfico de sexo, a indústria pornô, os crimes de trabalho infantil, a prostituição infantil, o tráfico de órgãos, drogas, o bullying nas escolas, o abandono dos filhos pelos pais desempregados, moradores de rua, alcoólatras, drogados, e outras mazelas do capitalismo selvagem.  

 

O judaísmo, o cristianismo, o islamismo e a medicina (Galeno) marcavam a primeira menstruação como a idade ideal para o casamento das pré-adolescentes. Assim aconteceu no noivado de Maria e José, pais de Jesus. 

 

Considero propaganda ideológica a condenação do casamento de crianças noutras culturas, tão nefasta quanto o uso de termos como judiação, vaca sagrada, marca de Caim, sodomita, mal-francês e outros.

 

Antes de sair deste nariz, aviso que sou contra o falso puritanismo, o abuso de autoridade, qualquer tipo de assédio, a pedofilia, o incesto que não é crime no Brasil.

 

Considero demagógica qualquer campanha contra a corrupção (vide os exemplos das campanhas presidenciais recentes da vassoura de Jânio, da caça aos marajás de Collor).

 

Assim desconfio de todos os paladinos. Aponto o juiz Sergio Moro, relembrando que uma aluna, quando ensinava nos cursos de Jornalismo e Relações Públicas da Universidade Católica, me procurou para denunciar que não faria a prova de recuperação com um professor, porque acostumado a reprovar universitárias bonitas para obter sexo. Levei o caso ao diretor Roberto Benjamin, que apoiado pelo reitor Monsenhor Lóssio, indicou uma banca examinadora de três professores para revisão da nota dada em uma prova escrita.

 

Sem o agravante, sem a delação e notas premiadas, a estória não repete outra, mas lembra:

 

Rosangêla recorda quando sua vida cruzou com a de Sergio Moro:

 

“No início, fiquei com muita raiva dele porque estávamos perto de concluir a graduação e só pensávamos em festa. E ele surgiu com uma série de exigências, muito severo, cheio de gás, apresentando teses dificílimas. Estudei dobrado para passar.”

 

“Em dado momento, chamei-o de professor e ele me pediu que não o chamasse mais assim. Eu pensei na hora: “Ops!”. Virei a chavinha e comecei a olhá-lo com outros olhos. Nessa mesma noite, ficamos."

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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