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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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07
Nov17

Samarco não paga multas nem é punida por tragédia

Talis Andrade

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2 ANOS DE DESASTRE

Em 2015, lama da empresa matou 19 pessoas, destruiu comunidades e contaminou o rio Doce; nenhum dos indiciados está preso, e pagamentos se arrastam

 

por Luciene Câmara e Pedro Rocha Franco

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O rompimento da barragem da Samarco, em Mariana, na região Central de Minas, é considerada a maior tragédia ambiental do mundo envolvendo deslocamento de rejeitos da mineração. Quase 40 milhões de metros cúbicos de lama soterraram comunidades, mataram 19 pessoas e deixaram um rastro de destruição por 663,2 km de cursos d’água, até o litoral do Espírito Santo. Dois anos depois de todo esse estrago, ninguém está preso, não há qualquer punição criminal aos envolvidos, e seis dos 22 denunciados podem ficar impunes. Na esfera administrativa, somente duas das mais de 60 multas aplicadas por órgãos estaduais e federais foram pagas – uma delas parcialmente – pela Samarco, pertencente à Vale e à BHP Billiton. A empresa está ainda inadimplente com a União em três infrações que já foram executadas e das quais já se esgotaram as chances de defesa.

 

Só o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) emitiu 24 autos de infração, que somam cerca de R$ 350 milhões. Em agosto deste ano, a presidente do órgão, Suely Araújo, julgou os últimos recursos das três primeiras multas, no valor de R$ 50 milhões cada, e determinou, em caráter definitivo, o pagamento – nesses casos, uma forma de punição pela destruição de Bento Rodrigues, pela poluição do Rio Doce e pela morte de animais.

 

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Região de Mariana foi devastada pela lama da Samarco após barragem se romper, em 2015

 

 

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Rompimento da barragem de Fundão liberou 39,2 milhões de m³ de lama

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