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O CORRESPONDENTE

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01
Set17

Porque acordou "com vontade de matar" garoto de treze anos deu 10 facadas na vizinha de prédio e colega de escola de 14 anos

Talis Andrade

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O garoto de 13 anos que matou a facadas a vizinha Tamires de Paula, 14 anos, no Jardim América, em Goiânia, disse aos policiais que ia para a escola todos os dias com a faca, há pelo menos dois meses.

"Segundo o próprio adolescente, ele já planejava o crime há mais ou menos dois meses, desde o seu aniversário, quando ele recebeu um dinheiro como presente da família. Ele comprou uma faca e desde então ele ia todos os dias para a escola com ela", informou o delegado Luiz Gonzaga Filho.

O adolescente também contou que Tamires não era seu único alvo. A ideia era matar mais duas jovens. "A motivação para as três mortes ele não aprofundou. A pessoa que seria o segundo alvo dele, teria dito que gostava dele e a terceira seria morta porque queria ver o luto de todo mundo da sala de aula. Quanto a Tamires ele não especificou. Ele queria matar alguém e uma mulher facilitaria a ação dele", explicou o delegado.

O menino disse que na hora do crime, arrastou Tamires e tentou matar ela batendo a cabeça dela, porém, como a vítima resistiu, ele deu aproximadamente 10 facadas na vizinha. A ponta da faca chegou a ficar torta.

O jovem confirmou essas versões quando estava a caminho da Delegacia de Polícia de Apuração de Atos Infracionais (Depai) para os policiais, mas quando foi interrogado, ele permaneceu em silêncio, orientado pelo advogado.

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Segundo o colégio, a primeira pessoa para quem o jovem comunicou o assassinato assim que chegou à escola foi o professor César. Ele tinha arranhões nos braços e afirmava: “matei uma pessoa na escadaria do meu prédio”. Sem entender, o professor levou o garoto até a diretora.

Em sua sala, Rosirene fez com que ele se sentasse, ofereceu um copo de água e ouviu seu relato. Em uma das declarações que mais chamou a atenção, o jovem disse: “Acordei com uma vontade de matar”.

Assustada com o relato, ela foi até Residencial Pedra Branca, no Jardim América, identificou-se ao porteiro e explicou o que havia ocorrido, tendo permitida sua entrada. Acompanhada de uma funcionária da limpeza do prédio, deparou-se com o corpo de Tamires nas escadas do andar em que ela morava com a mãe.

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