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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

12
Nov17

Para receber o pior salário do globo, o trabalhador brasileiro conta com 35 partidos políticos e dez centrais sindicais

Talis Andrade

 

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 Os dirigentes sindicais brasileiros se eternizam no poder. Ilustração de Vladimir Kazanevsky

 

Com o fim do imposto sindical, determinado pela reforma trabalhista, que entrou em vigor neste sábado, mais de 3 mil sindicatos podem desaparecer. A afirmação foi feita pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

 

 

Imposto pago na marra pelo trabalhador, obrigado a contribuir, anualmente, com o equivalente a um dia de trabalho para o sindicato que o representa (o correspondente a 4,5% de um salário). Estima-se que o fim do imposto afetará 30% da receita dos sindicatos.

 

 

Os sindicatos que dependem do dinheiro da corrupção vão sumir e o trabalhador nem perceberá. São corporações para lavar dinheiro desviado do imposto sindical, para fabricar notas frias para a pseudo ajuda aos esportes amadores e obras culturais de quinta categoria, e realização de eventos artísticos bregas e fantasmas. Sindicatos como quadrilhas da sonegação.

 

O bom e necessário sindicato funciona, inclusive, na clandestinidade. Sindicalismo é luta do trabalhador por direitos trabalhistas. A luta começa pelo salário digno.

 

Não existe sindicalismo no Brasil.

 

Há um peleguismo obsceno que permitiu aprovar, sem luta, sem prisão de lideranças, sem greves, sem barricadas, sem sangue, as leis escravocratas da reforma trabalhista de Temer e de partidos da direita como o PSDB, principalmente o PMDB, criado por lei do ditador Castelo Branco, e que funcionava na ditadura com o consentimento dos marechais. O mesmo PMDB que criou um quadrilhão na Câmara dos Deputados, tendo Eduardo Cunha e Michel Temer como capos. O PMDB que também formou um quadrilhão no Senado Federal.

 

O sindicalismo brasileiro é tão corrupto, tão sujo, que mantem com um dos principais líderes Paulo Pereira da Silva, dono de uma central sindical e de um partido político, o Solidariedade. Tão simbólica figura do peleguismo escruto ganhou o apelido de Paulinho da Força, preso e condenado como ladrão safado e podre, podre de rico. Aqui a folha criminal. 


A central Força Sindical de Paulinho possui quase três mil sindicatos filiados.
São sindicatos fantasmas com quase três mil presidentes e mais de cem mil diretores de carne e ossos. A carne podre e ossos da caveira do trabalhador sempre enganado e expliado nos seus direitos humanos e trabalhistas.


A Força Sindical, para receber dinheiro, representa dez milhões de empregados. Dez milhões. Atualmente, cerca de 11,3 mil sindicatos representam os trabalhadores no país, filiados a inoperantes federações - não se sabe quantas - e centrais. 

 

Os trabalhadores desconhecem. No Brasil temos reconhecidas as seguintes centrais:

Central Única dos Trabalhadores - (CUT)
Força Sindical - (FS)
Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil - (CTB)
União Geral de Trabalhadores - (Brasil) - (UGT)
Nova Central Sindical dos Trabalhadores - (NCST)
Central dos Sindicatos Brasileiros - (CSB)


Duas centrais não são legalizadas: INTERSINDICAL - Central da Classe Trabalhadora e

Central Sindical e Popular Conlutas - (CSP CONLUTAS) antiga CONLUTAS.

 

Há ainda duas organizações que atuam como centrais, mas não se definem como tal:

Intersindical - Instrumento de Luta e Organização da Classe Trabalhadora; e

Confederação Operária Brasileira - (COB-AIT). 

 

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Paulinho da Força liderou o impeachment de Dilma Rousseff, sendo miliciano da tropa de choque de Eduardo Cunha.

Ou melhor dito, cem milhões de trabalhadores apoiaram, sem ser consultados, o golpe de Temer. Não é surreal?  

 

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