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22
Out17

Panama Papers, a queima de jornalistas

Talis Andrade

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O governo de Malta oferece uma recompensa “sem precedentes” no valor de um milhão de euros a quem tiver informações sobre o assassinato da jornalista Daphne Caruana Galizia, noticia o The Independent. A jornalista de 53 anos liderava investigação dos Panama Papers em Malta e morreu depois de um engenho explosivo ter detonado no seu próprio carro. Leia mais

 

A jornalista tinha apresentado há poucos dias uma denúncia avisando que havia recebido ameaças de morte, segundo informa o jornal Times of Malta. “Há canalhas para todos os lados para onde você olha agora. A situação é desesperadora”, escreveu em uma postagem meia hora antes de sua morte.

  

A explosão destruiu o carro em que viajava a jornalista perto de sua casa. A polícia explicou que a bomba era muito forte e que o veículo, um Peugeot 108, ficou despedaçado e espalhado pela área.

 

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 Destroços do carro de Caruana Galizia 

 

No início deste ano, a prestigiosa revista norte-americana Politico colocou Caruana Galizia entre as “28 personalidades que fazem a Europa se mover”, descrevendo-a como um “WikiLeaks inteiro em uma única mulher, que empreendeu uma cruzada contra a falta de transparência e a corrupção em Malta”.

 

A Comissão Europeia declarou estar "horrorizada" com o assassinato e pediu "que seja feita justiça". Os EUA também condenaram o caso e garantiram a ajuda do FBI na investigação. O governo maltês apelou à colaboração de todos os países europeus por considerar que "boa parte do caso está fora do país".

 

Daphne Galizia era a mais popular jornalista do seu país. Além dos casos envolvendo figuras de destaque em Malta, investigava temas internacionais, como o narcotráfico e contrabando de petróleo da Líbia.

 

O governo de Michel Temer guarda um sigilo curioso, quando existe o envolvimento de políticos e empresários brasileiros no Panama Papers, inclusive alguns casos investigados pela Lava Jato que também permanece silenciosa.

 

O papa Francisco lamentou o assassínio da jornalista de investigação Daphne Caruana Galizia, ocorrido em Malta, na última segunda-feira, dia 16 de outubro, qualificando a morte da repórter como “trágica”, divulgou a Santa Sé.

 

Num comunicado, a Santa Sé informou que a mensagem do pontífice foi enviada para o arcebispo de Malta, Charles J. Scicluna, e assinada, de acordo com as habituais formalidades, pelo secretário de Estado do Vaticano, cardeal Pietro Parolin.

 

Na mensagem, Francisco enviou as condolências à família da jornalista e referiu estar solidário com o povo de Malta.

 

“Entristecido com a trágica morte de Daphne Caruana Galicia, sua Santidade o papa Francisco oferece orações para o seu eterno descanso e pede-lhe amavelmente que transmita as suas condolências à família. (...) Também assegura a sua proximidade espiritual com o povo de Malta neste momento difícil e implora a bênção de Deus sobre a nação”, indicou a mensagem papal.

 

Daphne Caruana Galizia era a jornalista que liderava a investigação jornalística que ficou conhecida como “Papéis do Panamá” em Malta.

 

Também tinha um blogue onde denunciava líderes políticos. Uma das suas mais recentes investigações visava o primeiro-ministro de Malta, o trabalhista Joseph Muscat, e alguns dos seus assessores mais próximos.

 

Um dia depois da morte desta jornalista, que integrava o Consórcio Internacional de Jornalistas de Investigação (ICIJ), um dos seus filhos denunciou a “cultura de impunidade” sentida em Malta e acusou o governo de Joseph Muscat e outras autoridades de “cumplicidade” no crime.

 

Nessa mesma ocasião, Matthew Caruana Galizia referiu-se a Malta como um “Estado da máfia”.

 

 

 

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