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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

18
Dez17

No Brasil a passividade e batalha campal em Buenos Aires para frear a reforma da Previdência

Talis Andrade


Manifestantes ampliam mobilização e cercam o Congresso enquanto segue o debate

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Policiais e manifestantes face a face diante do Congresso argentino NATACHA PISARENKO AP

 

 

A Argentina demonstrou mais uma vez que é o país da América Latina onde é mais difícil levar adiante reformas impopulares. Uma enorme mobilização diante do Congresso, com fortes tumultos que fizeram a polícia recuar várias vezes, tentou frear a segunda tentativa de Mauricio Macri de aprovar a polêmica reforma da previdência. Mas desta vez não estavam conseguindo. Na semana passada, o escândalo dos distúrbios e a tensão dentro do Congresso forçaram a suspensão da sessão. Leia o texto de Carlos E. Cué

 

No Brasil, a reforma da previdência de Michel Temer vem sendo discutida na mais santa paz.

 

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As prisões do Ocupa Escola calaram os estudantes, e serviram para aterrorizar o povo que, sem nenhum protesto de rua, aceitou a reforma trabalhista que legaliza o trabalho semi-escravo, e torna desnecessária a justiça do trabalho com seus 1.001 palácios e cortes que recebem salários acima do permitido por Lei.

 

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A Argentina volta a uma das suas mais arraigadas tradições: a rua manda na política. A tensão em torno da reforma previdenciária, a mais importante e polêmica das mudanças promovidas até agora por Mauricio Macri, provocou grandes incidentes diante do Congresso e uma enorme confusão dentro do hemiciclo, o que levou finalmente à suspensão da sessão. Macri tinha os votos para levar a reforma adiante, mas a combinação das imagens de grande violência nas ruas, com tiros de balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo, e os empurrões e gritos no Congresso, levaram a uma derrota inesperada do Governo que tentará aprovar a reforma na próxima semana. Narra Cué noutro texto.

 

O Brasil foi às ruas para pedir o impeachment de Dilma Rousseff, massivos protestos patrocinados pela direita, pela mídia, e apoiados pelos policiais militares, tendo como símbolo um pato da Fiesp, Federação das Indústrias de São Paulo, que financiou o golpe de Temer. A mesma Fiesp e os presidenciáveis Bolsonaro, Henrique Meirelles, Huck, Marina Silva, Alckmim, Edir Macedo apóiam as reformas trabalhista e da previdência, que sacrificam os que recebem os salários mínimo e base, e beneficiam e legalizam os salários, as aposentadorias e as pensões acima do permitido pela Constituição, beneficiando as castas militares, os togados e os altos funcionário do legislativo e do executivo, chamados de marajás e Marias Candelária. Inclusive as filhas maiores solteiras dessas elites de burocratas e tecnocratas. Solteiras para receber pensões herdadas, porque possuem filhos e parceiros teúdos e manteúdos.

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Como explicar a passividade política de um povo com as principais cidades transformadas em zona de guerra, como acontece no Rio de Janeiro, cidade onde impera a violência da disputa do tráfico entre quadrilhas "civis" e milícias formadas por policiais da ativa, policiais aposentados e policiais expulsos da Polícia Civil e Polícia Militar pelos crimes cometidos?

 

O Brasil nunca realizou uma greve geral, a escola sem partido, não votar em plebiscitos e referendos talvez expliquem o analfabetismo político.

 

A reforma do governo federal implicará em reformas que serão realizadas nos governos estaduais e prefeituras.

 

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