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O CORRESPONDENTE

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13
Set17

Neonazistas do Rock in Rio pretendem espantar no grito mendigos e moradores de rua

Talis Andrade

esmola ajuda Anne Derence.jpg

 

Campanha na zona sul do Rio pede "gritaria" contra quem dá esmola

 

 

Escreve Carolina Farias, para UOL Rio de Janeiro, ex-Cidade Maravilhosa, ex- Capital do Samba: 

 

Uma campanha criada por organizadores de páginas no Facebook de ao menos cinco bairros da zona sul do Rio de Janeiro pede que moradores não deem dinheiro ou comida a pessoas que vivem nas ruas da região. Posts nas páginas Alerta Ipanema, Leblon, Copacabana, Botafogo e Gávea --juntas, elas possuem mais de 83 mil seguidores-- incentivam aqueles que virem moradores dando esmolas a fazer "gritaria". 

 

De acordo com a campanha, ajudar moradores de rua contribui para a permanência deles na rica zona sul carioca.

 

campanha-antiesmola-no-rio.png

 

 

A temida guarda imunicipal e demais funcionários do prefeito do Rio bispo Marcelo Crivella, sobrinho do bispo Edir Macedo, fundador  e líder bilionário da Igreja Universal do Reino de Deus, alertam: "Pessoal, a Subprefeitura da Zona Sul têm retirado essas pessoas e encaminhado aos abrigos, mas vocês percebem que eles sempre voltam?" Leia mais 

 

 

A campanha visa afastar os mendigos das ruas do Rio que se prepara para realizar o mega evento internacional Rock in Rio, promovido pela TV Globo, empresários corruptos, sendo um deles Eike Batista, neonazistas, movimentos da direita como MBL. Não esquecer a limpeza étnica da polícia que mata jovens negros e a certeira pontaria das balas perdidas que atingem crianças.

 

Duas opções a cruel realidade oferece para as crianças: pedir alguns trocados ou ser prostituta ou soldado do tráfico dos bandidos civis e milícias formadas por militares ou ex-militares. O calçadão turístico de Copacabana, hotéis de luxo e bares são pontos de prostitutas infantis. 

 

A campanha cruel copia outras cidades

 

BRA_JOBR dar esmola.jpg

 

 

A esmola está prevista no Novo e Velho Testamentos. Jesus mandava os apóstolos pedir esmolas. São Francisco de Assis criou um ordem de frades mendicantes.

 

Hoje, coisa do capitalismo selvagem, do individualismo egoísta, dos adoradores do bezerro de ouro, ninguém dá esmolas.

 

Pedir uma caridade constitui extrema humilhação. Principalmente quando velho. Quem tem 60 anos. Nesta idade ninguém arranja emprego. Idem quando se tem 65 anos, quando se é idoso.

 

A aposentadoria por idade, agora com a reforma trabalhista de Michel Temer, só depois dos 70 anos, quando se é ancião.

 

A aposentadoria por idade é no valor de um salário mínimo. Bote mínimo nisso.

 

É uma aposentadoria da fome. Não passa dos 900 reais. Não dá para comprar os medicamentos da velhice. Nem para pagar o aluguel de uma pobre moradia.

 

As igrejas não praticam mais caridade. Cobram dízimos. Os vendedores voltaram aos templos. Vendem tudo. Indulgências, relíquias, água do Rio Jordão, suor de Cristo como perfume, beijo em pé de pastora, discos de cantoras gospel esposas ou amantes de pastores, livros, filmes, uma indústria, um bilionário comércio.

 

Velho no Brasil, pé na cova, morador de rua esmoler, morre como indigente no mais extremo doloroso abandono.

 

 

 

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