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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

02
Out17

Na escola sem partido, evangélicos pedem votos para pastores e cantoras gospel

Talis Andrade

 

 

O rentável Movimento nazi-fascista MBL, partidos da direita, pastores evangélicos da cura gay e cantoras gospel realizam campanhas contra movimentos artísticos em recintos fechados como museus, academias de letras, de artes, teatros, diretórios acadêmicos universitários e diretórios estudantil secundários.

 

São contra o ensino político nas escolas. Pregam escolas sem partidos quando milhares de estabelecimentos de ensino são propriedades de igrejas.

 

Em escolas evangélicas, nas salas de aula, a pregação do voto em pastores.

 

Na rua, para promover golpes, intervenções militares, ou nas novelas da TV Globo que invadem os lares nos horários nobres, usam o sexo, o erotismo como meios de propaganda política.

 

Nas igrejas evangélicas promovem pastores vereadores, prefeitos, deputados estaduais, governadores, deputados federais, senadores. Usam os cultos religiosos para pedir, descarada e despudoradamente, votos para políticos conservadores, elitistas e golpistas.

 

Nas ruas, com cantores gospel pagos com dinheiro público. Cantores gospel que cobram pra lá de cem mil por apresentações, concorrendo com os cantores bregas, promovem comícios super, super faturados para prefeitos e governadores ladrões.

 

O brega é o gospel profano.

 

 

 

 


Os rentáveis escândalos promovidos pelo MBL com sua participação

 

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Novos moralistas: Frota e a turma do “enquanto era contra a Dilma valia tudo”

 

 

 

 

A LÓGICA DOS CLICKS

 

por Luiz Carlos Azenha

 

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As pessoas que não conhecem como funciona o mercado dos clicks às vezes ficam no escuro sobre o comportamento de quem ganha dinheiro na internet.

 

Hoje uma clicada vale dinheiro. Pago, muitas vezes, pelo Google. Ou, indiretamente, pela audiência que você vende aos patrocinadores.

 

Mesmo os jornalões dependem dos clicks. Por isso, eles acabam se rendendo às redes sociais. Uma imensidão de clicks parte do Facebook, onde as pessoas se abrem como jamais se abririam diante de um psicanalista.

 

Eu conheço editores, jornalistas experimentados, que jamais dariam espaço para as falsas polêmicas das redes sociais, como essa em que um ator pornô se apresenta como campeão da moralidade. Porém, esses editores se rendem à lógica da audiência.

 

Sabe esse inferno de propaganda nas páginas da internet? É tudo para chamar clicks. Com a queda das verbas publicitárias e a competição violentíssima pelo seu interesse, quem se rendeu a esta lógica precisa escandalizar.

 

E toma não notícia, manchete distorcida, chamada que não tem nada por trás dela e, principalmente, escândalo.

 

Você, caro leitor, muitas vezes se engaja nestas polêmicas de corpo e alma. É bom que saiba que alguém está ganhando dinheiro com a sua indignação.

 

O capitalismo conseguiu monetizar a sua opinião!

 

Os meninos do MBL podem ser tudo, menos bobos. Eles têm diante de si um mercado gigante, de gente que está chegando agora ao jogo político, nunca teve sua opinião respeitada e quer interferir.

 

O povão não tem internet. 70 milhões de brasileiros desconectados! Mas você tem uma classe média despolitizada, que o lulismo promoveu, que está emergindo com todas as suas limitações culturais e de informação. E tem a classe média tradicionalmente conservadora, essa que agora esconde que promoveu Aécio como encarnação da moral e dos bons costumes.

 

Por isso o MBL atiça essa gente com falsos espasmos de indignação: rende muitos clicks e muitas vendas para a empresa dos estelionatários que devem R$ 20 mi na praça.

 

É uma milícia virtual atrás de bons negócios, em véspera de ano eleitoral!

 

Foi por isso que escrevi:

 

— Vamos proteger essa menina de um “pedófilo”?
— Vamos.
— Joga o vídeo dela na rede!

 

PS: As pessoas relutam em contar isso para você porque ninguém quer entregar o “segredo” do meio, né? (Transcrito do Vio Mundo

 

 

 

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