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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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30
Set17

MBL, o pornô do golpe e a arte de arrecadar propinas para combater a corrupção

Talis Andrade

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Uma performance realizada durante a abertura do 35º Panorama da Arte Brasileira no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo, foi acusada de pedofilia nas redes sociais. No vídeo que circula na internet, o artista Wagner Schwartz aparece nu, no centro de um tablado, e uma criança interage com ele.

 

No Facebook e no Twitter, muitos usuários se manifestaram contra as imagens. Um dos principais críticos à performance, o Movimento Brasil Livre (MBL), que já havia atuado na censura à exposição Queermuseu, acusou o MAM de promover a "erotização infantil" usando dinheiro público.

 

Um dos líderes do MBL, que promoveu nas ruas a campanha do golpe para derrubar Dilma Rousseff, tendo o pato da Fiesp como Mascote, é o ator e ativista nazifascista Alexandre Frota, que participou de um protesto na frente da instituição nesta sexta-feira, 29.

 

Alexandre Frota fez uma transmissão ao vivo no Facebook e algumas postagens também em sua conta no Twitter para protestar contra "a pedofilia na arte".


"Esses vagabundos receberam R$ 6 milhões para ficarem fazendo conchavo entre eles. Agora me diz se isso é arte", diz ele em vídeo postado em seu Facebook. "Na porta estava cheio daqueles esquerdistas mas ninguém falou nada pra mim. O que iam falar também? Se esse homem nu estivesse aqui hoje, eu ia ‘levantar ele'", ameaçou.

 

Frota não teve a coragem de denunciar que governo financiava a exposição: se os golpistas federal (Michel Temer), estadual (Geraldo Alckmin) ou municipal (prefeito Dória).

 

As campanhas puritanas do MBL, orquestradas pela imprensa, visam valorizar pedidos de intervenção militar de generais de pijama, que pretendem entregar a Amazônia, conforme política antinacionalista de Temer. E despistes para o povo esquecer a fome, as doenças, o desemprego, e não discutir a reforma trabalhista, o salário mínimo do mínimo de operários e camponeses, o salário base dos professores, dos jornalistas escravos dos Marinho, dos Frias, dos Mesquita. Idem dos magnatas da imprensa da ditadura militar: os Sarney no Maranhão, os ACM na Bahia, os Alves no Rio Grande do Norte, os Coelho em Pernambuco, os Collor nas Alagoas, que o golpe de Temer foi cria da mesma turma da intervenção militar de 64 que derrubou Jango. Os mesmos generais Mourão. A mesma Fiesp. Os mesmos puritanos da TFP católica - Tradição, Família e Propriedade, da cura gay dos pastores evangélicos, que nem sequer perguntam como vão as 500 mil prostitutas infantis do Brasil cristão, cordial e dos bons costumes. Toda esses crentes tementes a Deus ( juram) jamais fizeram sexo com essas 500 mil crianças. A nudez dessas 500 mil crianças não ofende a ninguém. Antes elas do que as filhas da sociedade que perdem a virgindade cedo, e realizam casamentos ostentação de véu e grinalda, símbolos da pureza, prova do hímen intacto.

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 Fotos de diferentes reportagens sobre a prostituição infantil

 

 

Renovação Liberal: a associação familiar para onde vai o dinheiro do MBL

 

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Renan Santos, um dos líderes do grupo, e seus irmãos são os associados da entidade fascista que controla os recursos e as doações ao movimento MBL. Família Santos é ré em 125 processos

 

Reportagem publicada no El País, Espanha, destaca: O MBL se autodenomina uma entidade sem fins lucrativos, segundo consta em sua página no Facebook. Porém, há um lado nebuloso sobre como se organiza e se mantém financeiramente este movimento, que conta com 2,5 milhões de fãs em seu perfil na rede social. Todos os recursos que recebe por meio de doações, vendas de produtos e filiações são destinados a uma "associação privada" — como consta no site da Receita Federal — , chamada Movimento Renovação Liberal (MRL), registrada em nome de quatro pessoas, sendo três deles irmãos de uma mesma família: Alexandre, Stephanie e Renan Santos. Este último é um dos coordenadores nacionais do MBL e um dos rostos mais conhecidos do grupo.

 

A família Santos responde atualmente a 125 processos na Justiça, relativos a negócios que tiveram antes da criação do MRL. O EL PAÍS teve acesso a estes processos. A maioria é relativa à falta de pagamento de dívidas líquidas e certas, débitos fiscais, fraudes em execuções processuais e reclamações trabalhistas. Juntos, acumulam uma cobrança da ordem de 20 milhões de reais, valor que cresce a cada dia em virtude de juros, multas e cobranças de pagamentos atrasados.

 

Agentes da CIA

 

A falta de transparência para divulgar suas contas já gerou uma série de teorias sobre quem patrocina o MBL. De testas de ferro da CIA a fantoches dos Irmãos Koch, um grupo empresarial norte-americano que apoiou o presidente Donald Trump nas últimas eleições. Os jovens do grupo não perderam tempo de capitalizar sobre as teses que os cercam para atrair doadores. Os interessados em colaborar com o MBL podem se filiar ao movimento de acordo com diversas escalas de valores, que variam de 30 reais a 10.000 reais. Pelo valor mais baixo, o doador se registra na categoria chamada Agente da CIA. Segundo informa a página cadastral, este plano dá direito a acesso a fóruns de debates, votações em questões internas e participação em sessões de videoconferências. Por 100 reais, é possível tornar-se um doador Irmãos Koch.

 

Com patrocinadores mil, e milhões de sócios pagantes o MBL vem sendo disputado por vários picaretas natural que outros artistas pornôs do pastoril profano entrasse na disputa dessa fortuna jamais investigada pela polícia, notadamente pela Lava Jato que tem uma fixação em Lula.

 

A briga pelo dinheiro do picareta MBL 

 

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Precisamos de cidadãos de bem como Frota coluna do meio

 

 

Um ator pornô campeão da moral e dos bons costumes: Frota é a cara do Brasil

 


Por Nathalí Macedo 

 


Acredite se quiser: estão brigando pela logomarca do MBL.

 

Se fôssemos um país sério, estariam brigando para desvincularem-se no MBL, a empresa – ou seria melhor dizer quadrilha? – mais risível do cenário político brasileiro na atualidade.

 

Mas, considerando o circo que o Brasil tem se tornado, nada mais natural que conservadores brigando pela marca – e pela liderança – do Movimento especialista em inspeção de cu liderado, sabe-se lá até quando, por Holiday, Kim Catupiry e Alexandre Frota.

 

O INPI – Instituto Nacional da Propriedade Industrial – já recebeu três pedidos sobre a marca do movimento, que garante categoricamente não ser uma empresa.

 

Movimentos políticos bem intencionados e sem fins lucrativos – como se autoproclama o MBL – não brigam por marca, brigam por justiça. Justiça, ao que nos parece, é tudo o que o MBL não quer.

 

Kim, que enviou recentemente a foto da bunda mais feia que meus olhos já alcançaram para o meu colega de ofício Pedro Zambarda, garante ser o fundador do Movimento, mas o analista político Vinícius Carvalho Aquino – nota: o MBL não é analista de coisa alguma – diz ser o verdadeiro fundador, junto com um grupo de amigos de Maceió-AL.

 

O Kim bunda murcha diz que “O MBL tem cara e sempre teve seus líderes, o resto é papo de oportunista”.

 

Por falar em oportunismo, Alexandre Frota entrou na briga.

 

O ator pornô e agora fervoroso militante de direita – oportunamente – une-se a Vinícius Aquino para tomar para si a preciosa marca do MBL.

 

Vale fazer vídeo xingando senadora, vale dizer que já namorou pastor homofóbico (nota: não duvido), vale até tentar roubar a marca do movimento mais patético da história desse país.

 

 

 

 

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