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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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25
Out17

Dia Mundial da Criança que o Brasil esconde

Talis Andrade

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Duas crianças caminham numa favela do Rio de Janeiro (Brasil). EFE/Arquivo

 

Malditos os que cevam os pobres com sobejos

Os que se consideram magnânimos

porque distribuem roupas velhas

brinquedos quebrados

que pretendiam jogar no lixo

 

Trecho de um poema meu no livro A Partilha do Corpo. 

 

O Brasil não é um pais nada cordial. Sempre arranja um jeitinho para esconder as mazelas, os crimes sociais, a realidade comum a um país vassalo, entreguista, que paga o pior salário mínimo do mundo, e que as crianças são as principais vítimas do capitalismo selvagem, colonialista.

 

Agência Efe - O Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) lembrou, por ocasião do Dia Internacional da Criança, 1 de Junho, que a cada dez minutos morre no mundo uma criança vítima de violência.

 

Em 2016, aproximadamente 535 milhões de crianças em todo o mundo - uma em cada quatro - viviam em países afetados por conflitos violentos, desastres naturais ou outras emergências, pelo que a Unicef quis destacar os desafios enfrentados por milhões de crianças antes, durante e após as crises humanitárias.

 

Existem "milhões de crianças que continuam com os seus direitos básicos negados": a diretora da Unicef para o leste e sul da África, Leila Pakkala, explica que, por exemplo, "em situações de conflito, as crianças têm 2,5 vezes mais possibilidades de serem retiradas da escola".

 

"Em períodos de emergência e crise, a violência sexual afeta desproporcionalmente as crianças, que enfrentam um alto risco de abusos, exploração e tráfico de menores", acrescenta. Leia mais 

 

O Brasil das 500 mil prostitutas infantis, e com milhões de crianças  abandonadas nas favelas, em situações de alto risco, faz do Dia da Criança uma festa separada, comercial, exclusiva da classe média e dos ricos, para motivar a vendagem de brinquedos, a compra de caros presentes.

 

A situação das crianças no campo, filhas de camponeses sem terra, também não comove os partidos políticos, as igrejas, a sociedade televisiva e cibernética.

 

Outro trecho da mesma poesia:

 

Mil vezes malditos

os rapinantes governantes

que exportam alimentos

usurpados do povo

que morre de fome

 

 

 

 

 

 

 

 

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