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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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24
Out17

Governador Sérgio Cabral preso por um crime menor. Ninguém investiga os precatórios

Talis Andrade

 

 

Cabral é ladrão todo. Mas os justiceiros dele não são lá tão limpos. Leia bem essa notícia aqui. Fica negado ao réu o direito de ser bem informado. Depois Cabral levanta uma parte dos interesses do juiz. Mencionou familiares do magistrado em seu depoimento.

 

Cabral está sendo julgado apenas porque comprou jóias para lavar dinheiro. O ex-governador do Rio de Janeiro é acusado de comprar 4,5 milhões de reais na H. Stern para lavar dinheiro da propina. Cabral afirmou que seria "burrice" branquear recursos desta forma porque as peças perdem valor assim que saem das lojas. Cabral comprou jóias para presentear a esposa, amantes e mulheres de amigos poderosos como pagamento de favores.

 

 

Cabral mencionou a família do juiz Bretas:

 

"Vossa excelência tem um relativo conhecimento sobre o assunto porque sua família mexe com bijuterias. Se não me engano, é a maior empresa de bijuterias do Estado", afirmou.

 

Bredas respondeu: "Eu discordo". E determinou a transferência de Sérgio Cabral para um presídio federal de segurança máxima como preso incomunicável. Um ato abusivo, ilegal e vingativo e inóquo. A incomunicabilidade não deve exceder a três dias

 

cabral preso.jpg

Cabral sai de uma prisão estadual no Rio de Janeiro para o exílio em uma federal na lonjura de Campo Grande no Mato Grosso. Até quando no novo endereço?  

 

 

Ninguém quer saber da origem do dinheiro. Todo dinheiro de propina advém de uma vantagem recebida. Uma empreiteira sempre paga uma percentagem do lucro.

 

A fatura é sempre quitada no governo por um secretário. Quanto esse secretário levou? Notadamente o secretário ou ministro da Fazenda. Nunca no Brasil foi preso esse funcionário que tem a chave do cofre. Por quê? Principalmente quando a fatura é um precatório.

 

Um precatório só pode ser pago com a assinatura de um presidente de tribunal de justiça. É um direito exclusivo do cargo. A maioria dos precatórios, com correção monetária mais do que abusiva, é um roubo impune, legal, legal demais.

 

Todo mundo diz que FHC acabou com a correção monetária. Mentira. Continua sendo a moeda de pagamento na justiça e dos juros nos bancos e casas prestamistas do comércio em geral.

 

 

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