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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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22
Jan18

Francisco denuncia a globalização da indiferença

Talis Andrade

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Lima (Ecclesia) – O Papa encerrou a sua primeira viagem ao Peru, onde chegou esta quinta-feira, após ter deixado mensagens em defesa das populações indígenas e do ambiente, de condenação da corrupção e de apoio à comunidade católica.

 

O Papa ligou a degradação do meio ambiente à degradação moral, em particular ao “vírus social” da corrupção, desejando uma cultura da transparência que ajude a melhorar uma vida política “doente”.

Centenas de milhares de pessoas acompanharam esta viagem, pelas ruas do Peru, que terminou com a celebração da Missa na Base Aérea Las Palmas, perante uma multidão estimada em mais de um milhão de participantes.

 


“Jesus atravessa a cidade com os seus discípulos e começa a ver, a escutar, a prestar atenção àqueles que sucumbiram sob o manto da indiferença, lapidados pelo grave pecado da corrupção”, disse, na homilia da celebração.


Horas antes, num encontro com os bispos católicos no Peru, Francisco tinha criticado a corrupção e o “capitalismo liberal desumano” na América Latina e afirmado que “a política está doente”; na sexta-feira, discursando perante autoridades políticas em Lima, o pontífice tinha falado na corrupção como um “vírus social”.

 

Citando a encíclica ‘Spe Salvi’, de Bento XVI, o pontífice sustentou que uma sociedade que não aceita os que sofrem “é uma sociedade cruel e desumana”.


Francisco convidou as comunidades católicas a colocar-se em “movimento” para ir ao encontro das dificuldades da sociedade, em particular nas “situações de sofrimento e injustiça” que se repetem nas cidades.


A homilia evocou, em particular, os que vivem “à margem”, sem condições para uma vida digna.

 

“Custa ver que muitas vezes, entre estes ‘resíduos’ humanos, se encontram rostos de tantas crianças e adolescentes; encontra-se o rosto do futuro”, advertiu o Papa.


O pontífice retomou uma das ideias mais presentes nas suas intervenções, advertindo contra a “globalização da indiferença”, que torna as pessoas “surdas” face aos outros, “seres impessoais de coração asséptico”.


Neste cenário, sublinhou, os cristãos são chamados a “atravessar a cidade” com Jesus, “Deus que mistura a sua vida com a vida do seu povo”.



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