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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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10
Nov17

ESTUPRO o rito de passagem das meninas do Brasil

Talis Andrade

O Brasil de milhões e milhões de crianças abandonadas. Que os pais que trabalham não têm tempo para ficar com os filhos, nem tempo para lazer, nem tempo sequer para descanso. 

 

Não existem creches e as sucatadas escolas públicas ameaçam fechar.

 

As cidades não oferecem espaços para as crianças. E num país da tradição do incesto, que não é crime, e da cultura do estupro, a história de uma infância tem como rito de passagem uma ocorrência policial.

 

Registra a imprensa hoje 

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Mãe vai denunciar estupro da filha e acaba detida
Mulher contou que deixa os filhos sozinhos em casa para trabalhar, e vai responder por abandono

 

por Luciene Câmara


Uma empregada doméstica de 35 anos deixou o filho de 6 anos sozinho em casa para registrar uma ocorrência de estupro contra a filha dela de 12 anos, na noite dessa quarta-feira (8), em Juiz de Fora, na Zona da Mata. Na tarde do abuso sexual, a mãe havia saído para trabalhar e deixado as duas crianças em casa, sem a presença de um adulto. Resultado: ela saiu presa do batalhão da Polícia Militar (PM) e só foi liberada depois de ser ouvida por um delegado e indiciada por crime de abandono de incapaz. Já o autor do estupro foi identificado, mas até agora não foi localizado.

 

O estupro teria ocorrido por volta das 14h30 do dia 26 de outubro, quando a garota de 12 anos estava sozinha em casa com o irmão. Dois dias depois, ela contou para a mãe que recebeu no local um rapaz de 20 anos que ela conheceu em uma festa da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF).

 

A menina se mostrou constrangida e estava com ferimentos nas partes íntimas. Por conta própria, a mãe comprou remédios para curar as lesões, mas, com o passar dos dias, ficou assustada com a gravidade da situação e procurou o pai da vítima, com quem não mantém relacionamento conjugal. Os dois foram ao batalhão da PM registrar a ocorrência, junto com a garota.

 

Durante a conversa com os policiais, a mulher relatou, por inocência, que precisava ir logo embora, pois o filho estava filho sozinho em casa. Por fim, a menina foi encaminhada para um hospital, e a mãe foi informada da prisão e levada para a delegacia de plantão. 

 

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Milhões e milhões de crianças residem abandonadas em miseráveis casebres de chão batido, com um único e apertado compartimento que amontoa um pequeno fogão, uma pequena mesa, um coxão, talvez uma rede. Não existe janela. A única vantagem é ter uma porta. Porta que a polícia derruba, quando entra nas favelas atirando.

 

O pobre sempre mora em local de alto risco.

 

  

 

 

 

 

 

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