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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

08
Nov17

Estados Unidos treinam exércitos de países vassalos para invadir Venezuela

Talis Andrade

Foi para o lixo da História a tão defendida autodeterminação dos povos.

 

Manchete hoje de um jornal da Venezuela

 

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Ganhou pouco destaque na imprensa golpista um tema que não pode passar despercebido. Um exercício militar será feito na região da Amazônia com participação dos EUA, Colômbia e Peru. Uma base militar temporária, pelo menos em tese, será montada na cidade de Tabatinga, no Amazonas. A cidade brasileira fica às margens do rio Solimões e faz fronteira com a Colômbia e o Peru.

 

A justificativa dada pelo Exército brasileiro é que se trata de um exercício de ajuda humanitária, chamado de Amazonlog 17. Nem o nome do evento é em português. O general “brasileiro” responsável, Guilherme Cals Theophilo Gaspar de Oliveira, defende:

 

“Nesse exercício, bom que a sociedade saiba, só quem está armado o Brasil, que vai dar segurança a essa base. É o país hospedeiro, como nós chamamos. Colômbia, Peru e os Estados Unidos vêm desarmados”.

 

Segundo o general, uma das justificativas do exercício seria a preparação para uma possível crise imigratória. Ou seja, uma onda de imigrantes venezuelanos ou da América Central entrando no Brasil. Porém, esse argumento é infundado quando se observa a posição do exercício no mapa. A cidade de Tabatinga não faz parte da rota de refugiados para o Brasil.

 

Em outro ponto da entrevista, o general admite a atividade constante dos EUA na Amazônia e no território brasileiro. Mas, diz que no contexto do exercício, essa presença seria boa. “Estando com a gente é muito melhor do que venham secretamente e façam pesquisas no interior na mata como nós vimos muitas vezes, eu que vivi na Amazônia por seis anos. Eles estão controlados e estão colaborando para um bem maior”, acrescenta Theophilo.

 

Na verdade, todos sabemos quais o interesse dos EUA no Brasil: tomar os patrimônios nacionais e ameaçar países vizinhos. Além disso, não é uma novidade essa postura de capacho do exército nacional e de alguns setores da direita. O fato novo é que tropas e aviões militares dos EUA, até algum tempo atrás, não transitavam livremente pelo nosso território.

 

O exército brasileiro, que deveria ser o defensor da soberania nacional e do território nacional, é terceirizado. E facilita a entrada dos maiores invasores e exploradores de países pobres no nosso território.

 

A vassalagem do Brasil foi noticiada pela Causa Operária.  Os candidatos derrotados nas eleições de 2016 Aécio Neves e o vice Aloysio Nunes, hoje chanceler do Brasil no governo Temer, promovem campanha aberta por uma intervenção militar na Venezuela. São contrários a autodeterminação dos povos.  

 

 

 

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