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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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26
Nov17

As malas e os malas da política brasileira

Talis Andrade

bolsonaro malafaia cunha direita.jpg

Evangélico Bolsonaro, batizado nas águas do Rio Jordão, pastor Malafaia e senador pastor Malta

 

ronaldojc-2. mala geddel.jpg

 

 

 

Para o povo, mala é uma pessoa chata, inconveniente, sem graça. O mágico no legislativo, no judiciário, no executivo, sempre aparece com sua mala que faz desaparecer dinheiro. O malabarista, que tem como sinônimos: falsificação, abastardamento, adulteração, contrafacção, deturpação, falsificador, alteração, impostor, imitação, defraudação, usurpação, prestidigitador. O ministro Geddel de Michel Temer colocou a palavra mala no dicionário político. 

 

Tem gente predestinada, que possui o termo registrado no nome. O mais notório Silas Lima Malafaia, cabo eleitoral dos tucanos, que abençou o golpe de Michel Temer. 

 

Em janeiro de 2013, uma reportagem da famosa revista estadunidense Forbes o classificou como o terceiro pastor mais rico do Brasil, com um patrimônio de 150 milhões de dólares.

 

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A mala do pastor e a faia dos royalties da mineração 

 

Em 16 de dezembro de 2016, Malafaia foi alvo de um mandado de condução coercitiva durante a Operação Timóteo, nome que se baseia em um dos livros do Novo Testamento da Bíblia, a primeira epístola a Timóteo. No capítulo 6, versículos 9-10, está escrito: "Os que querem ficar ricos caem em tentação, em armadilhas e em muitos desejos descontrolados e nocivos, que levam os homens a mergulharem na ruína e na destruição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males". A Polícia Federal transcreveu o trecho na representação judicial que deu origem à operação. Malafaia se apresentou na sede do Departamento de Polícia Federal em São Paulo para prestar depoimento. Segundo a PF, o líder religioso é suspeito de emprestar contas bancárias de sua instituição para ajudar a ocultar dinheiro. A suposta organização criminosa agia junto a prefeituras para obter parte dos 65% da chamada Compensação Financeira pela Exploração de Recursos Minerais (CFEM) repassada aos municípios.

 

Em 17 de fevereiro de 2017, a PF indiciou Silas Lima Malafaia por lavagem de dinheiro e corrupção. De acordo com a PF, o pastor "se locupletou com valores de origem ilícita", conforme relatório de conclusão de inquérito por lava. A investigação detectou que um cheque do escritório de advocacia de Jader Pazinato, no valor de 100 mil reais, foi depositado na conta de Malafaia. Pazinato, segundo a PF, teria recebido recursos ilícitos desviados de prefeituras e repassado propina, sendo que também foi indiciado por corrupção ativa e peculato. O indiciamento significa que a autoridade policial encontrou elementos para caracterizar a ocorrência de crimes. Além de Malafaia, a PF indiciou outros 49 investigados, dentre eles o ex-diretor do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) Marco Antônio Valadares e Alberto Jatene, filho do governador do estado do Pará, Simão Jatene.

 

Segundo o relatório da PF, contratos fraudulentos com prefeituras eram usados para desviar recursos de arrecadação da mineração. Para isso, eram usadas empresas e escritórios de advocacia. "Considerando toda a engrenagem criminosa, com estrutura ordenada que passa por quatro etapas distintas – da captação dos contratos até o branqueamento dos valores – tendo os personagens de cada uma delas funções específicas, concluímos que são fartos os indícios da existência de verdadeira ORCRIM (organização criminosa), responsável pelo desvio de pelo menos R$ 66 milhões", escreveu o delegado. Outra associação religiosa, a Igreja Embaixada do Reino de Deus, também recebeu 1,7 milhão de reais de Pazinato, segundo a PF.

 

Faiar, na gíria dos malandros significa furtar, espalmar, surrupiar, fazer desaparecer. 

 

JBS, outra empresa abençoada por Malafaia


Em depoimento que integra acordo de delação premiada, o advogado Francisco de Assis e Silva, do grupo JBS, confirmou que a empresa fazia pagamentos ao procurador da República Ângelo Goulart Villel, que fazia parte da força-tarefa da Operação Greenfield, que investiga a JBS e subsidiárias em esquema de uso irregular de dinheiro de fundos de pensão. Segundo o advogado Silva, Villela teria sido apresentado a ele e a Joesley Batista, empresário dono do grupo J&F, por intermediação dos advogados Willer Tomaz e Juliano Costa Couto, presidente da OAB no Distrito Federal. No vídeo do depoimento, ocorrido em 10 de maio de 2017, Silva diz que "o relacionamento do grupo com o advogado Willer Tomaz começa no finalzinho do ano passado, quando um amigo do Joesley, preocupado com as operações Greenfield e Sepsis, indica o advogado Juliano Costa Couto, que teria relacionamento próximo com a 10ª Vara Federal", afirma. Segundo o advogado, para ilustrar sua intimidade com o magistrado responsável pelas operações, Willer lhe disse que o juiz teria aceitado se encontrar informalmente com o pastor Silas Malafaia, que desejava estreitar relações com o Judiciário após ter sido alvo de condução coercitiva. Veja os pastos do bezerro de ouro aqui 

 

 

 

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