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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

01
Nov17

As maiores fortunas do Brasil pertencem a oficiais da Polícia Militar e juízes

Talis Andrade

Vou transcrever duas notícias. E constate:

 

Comenta o escritor Antonio Mello: "O ministro da Justiça Torquato Jardim pinta um quadro aterrador para o morador do Rio. Para o ministro, o estado do Rio perdeu o controle da segurança pública e o tráfico de drogas é fruto de um acerto entre deputados e comandantes da PM. Nada que a população já não desconfiasse. Mas a afirmação vinda da maior autoridade da segurança pública do país choca".

 

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          Ilustração de Svitalsky Bros

 

 

Joana Cunha/ Folha de S. Paulo: "O grupo do 1% mais rico equivale a 1,4 milhão de brasileiros. Quando se depura a estatística para o 0,1% mais rico, um grupo de 140 mil indivíduos recebe ao menos US$ 799,2 mil todos os anos. Isso é só a faixa de corte. A média para tal grupo gira em torno de US$ 2,8 milhões ao ano.

 

Magistrados também podem estar entre os muito ricos. Embora o teto constitucional seja R$ 33,76 mil, a remuneração dos juízes é turbinada com auxílio-moradia, serviços extraordinários e outras vantagens conhecidas como penduricalhos, praticados em todos os Estados.

 

Em julho, 84 magistrados do Tribunal de Justiça de Mato Grosso receberam mais de R$ 100 mil cada um. Um dos juízes chegou a receber R$ 503,9 mil no mês".

 

Acrescente nesses penduricalhos venda de sentenças, habeas corpus assinados nas coxas lisas e cabeludas, assinaturas de despejos coletivos, liberando terrenos urbanos para a especulação imobiliária, e de milionários precatórios com correção monetária, além de outras safadezas legalizadas pelo abuso de poder e anistia antecipada para todos os crimes.

 

De dia polícia, de noite milícia  

 

 

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 Ilustração de Mac Leod

 

 

"O ministro Torquato Jardim (Justiça) faz um diagnóstico aterrador do setor de segurança pública no Rio de Janeiro. Declara, por exemplo, que o governador fluminense, Luiz Fernando Pezão, e o secretário de Segurança do Estado, Roberto Sá, não controlam a Polícia Militar. Para ele, o comando da PM no Rio decorre de “acerto com deputado estadual e o crime organizado.” Mais: “Comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio”.

 

(...) Na avaliação do ministro da Justiça, está ocorrendo uma mudança no perfil do comando da criminalidade no Rio. “O que está acontecendo hoje é que a milícia está tomando conta do narcotráfico.” Por quê? Os principais chefões do tráfico estão trancafiados em presídios federais. E o crime organizado “deixou de ser vertical. Passou a ser uma operação horizontal, muito mais difícil de controlar”.

 

Ao esmiuçar seu raciocínio, Torquato declarou que a horizontalização do crime fez crescer o poder de capitães e tenentes da política. “Aí é onde os comandantes de batalhão passam a ter influência. Não tem um chefão para controlar. Cada um vai ficar dono do seu pedaço. Hoje, os comandantes de batalhão são sócios do crime organizado no Rio”.

 

 

 

 

 

 

 

 

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