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O CORRESPONDENTE

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22
Ago17

Os casamentos em Brasília, surpreendendo sempre… e uma Igreja emergiu do Lago Paranoá!

Talis Andrade

altar.jpg

As 500 cadeiras da igreja que emergiu no Lago Paranoá especialmente para casar Vanessa e Adriano

 

 

 

por Hildegard Angel

 



E segue a vida em Brasília… Nesta sexta-feira, um tempo magnífico, e uma igreja emergiu em pleno Lago Paranoá, boiando a bordo de uma imensa balsa, atracada no deck da residência do megaempresário Geovanni Meireles, que, com Andréa, casavam a filha, Vanessa, com Adriano Mesquita. Geovanni é o homem dos helicópteros e jatinhos alugados, que decolam e zarpam, pra lá e pra cá, na Capital Federal, além de atuar no setor de mineração.

 

Para um homem que voa alto, os sonhos são elevados. Daí que concretizou todas as fantasias de um casamento espetacular para Vanessa. A balsa-igreja não comportava apenas o altar, com cenografia de inspiração mourisca, como também as cadeiras dos 500 convidados e o palco da orquestra. A solenidade foi às quatro da tarde. À noite, o espaço virou pista de dança e a orquestra eletrizou, chacoalhou Brasília inteira com seu som.

 

E quem era essa ‘Brasília inteira’? O casal senador Fernando Collor e Caroline, cujas filhas gêmeas foram daminhas do casamento; o senador Cyro Nogueira, de quem Geovanni é muito próximo; Raimundo e Gitana Lyra; nosso embaixador no Irã, Azeredo Santos, e Marília. Do Rio de Janeiro, estavam o desembargador Paulo Cesar Espírito Santo, presidente do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, e sua Leise, juíza, Walter Moraes e Maria Célia, Ângela Fragoso Pires. E assim seguiu a procissão de homens de poder e mulheres de longos.

 

Tudo nesse casamento teve inspiração das Arábias. Do bolo, com quase dois metros, cortado com espada, ao inacreditável vestido de mil e uma noites da noiva. Nos salões da residência à beira do Lago, onde foi construído o deck para ancorar a balsa-Igreja, mal sobrava uma nesga de parede, teto ou alisar de porta. Tudo eram flores e flores, em tons de rosa, subindo pelas paredes, como se fossem heras, se esparramando pelos tetos, transformando as salas em grandes caramanchões.

 

Foi um casamento civil no altar, não houve cerimônia religiosa. A religião consistiu numa bênção, que padre Fábio de Mello, um dos padrinhos, conferiu aos noivos, simbolicamente, através de canção interpretada por ele, para delírio dos presentes, que após a cerimônia cercaram o padre pop star pedindo selfies. Fábio e o pai da noiva são grandes amigos.

 

E assim finalizo o relato de mais um casamento grandioso, entre tantos que já descrevi, realizados em Brasília, sem dúvida a cidade que, quando casa suas jovens herdeiras, surpreende sempre, supera expectativas, estabelece novos limites em ousadia e rasgos de generosidade.

 

Já houve uma noiva brasiliense que importou da cidade de Baccarat, na França, 350 candelabros de cristal, e encomendou na fábrica de Limoges, naquele país, 700 pratos de porcelana com seu monograma; outra mandou construir um palácio, especialmente, para depois da festa o demolir; mais uma reuniu no altar as mulheres de sua família e as madrinhas, todas elas vestindo haute couture francesa, Christian Dior. Enfim, o auge do luxo e do refinamento. Coisas que a gente só lê nos livros de estória, e que só mesmo a pena de uma colunista social para descrever…

 

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As flores subiam pelas paredes, como heras, derramavam-se pelos tetos, não deixando quase uma nesga para se enxergar a alvenaria… as mesas de doces eram em degradê

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O bolo romântico e florido alcançava quase dois metros de altura com seus 10 andares

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Os doces nas mesas “bordavam” flores

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Valsa de luzes

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