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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

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O CORRESPONDENTE

02
Out17

Para a direita mulher nua pode, homem não (segunda parte)

Talis Andrade

“Isaías, tira a roupa feia de profeta que usas e passa os próximos três anos andando nu”— foi a ordem do Absoluto. De Deus.


Por três anos Isaías passou a ser um atentado ao pudor e dele faziam pouco caso os conservadores do MBL da época.

 

Isaías era desprezado e odiado por denunciar o comportamento dos ricos e latifundiários, dos que vivem em grandes festas custeadas pelo trabalho dos pobres, dos que exploram o povo negando-lhe a justiça e dos que se fazem grandes e importantes vivendo em grandes banquetes (5:8-24).

 

Ai daqueles que juntam casa com casa e emendam campo a campo, até que não sobre mais espaço e sejam os únicos a habitarem no meio do país. (5:8)

 

Pode-se afirmar que Isaías é o profeta que mais fala sobre a vinda do Messias, descrevendo-o ao mesmo tempo como um "servo sofredor" que morreria pelos pecados da humanidade:

 

"Mas Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre Ele, e, pelas suas pisaduras, fomos sarados". (Is 53:5)

 

Cellini_cristo..jpg

Crucifix, in Monasterio de San Lorenzo, El Escorial, por Benvenuto Cellini, 1562 

 

No meu poema O Crucificado, rezo:

 

Agora entendo, Senhor,
a imensa e eterna solidão
de quem está preso
à árvore da desolação.
Agora entendo
o terror dos pregos
fixando os teus pés
de andarilho,
o terror dos pregos
lancinando a carne.
Agora entendo o ultraje
de cobrirem tua nudez
com um manto escarlate,
ornamento e cor
privativos dos césares
nas reuniões solenes.
Agora entendo
a humilhação, a dor
dos espinhos ferindo
tua fronte
que não faz sete dias
quiseram coroar.

 

Transcrevi trechos. Leia mais 

 

Escreve padre Otoniel Palácio: Após ter defendido, durante algum tempo, a tese de que Jesus foi crucificado vestido do "subligaculum", não pude deixar de considerar a opinião de todos os antigos escritores da Igreja. Todos falam de "nudus, nudita, gymnos, gymnesthai - nu, nudez, nu, ser desnudado". O grande pregador João Crisóstomo, por exemplo, escreve: " Ele foi conduzido nu à morte - epi to pathos efeto gymnos ", e "eistekeigymnos eis meso ton ochlon ekeinos - ficou nu no meio daquela multidão". Encontrei também um texto de Efrem, o Sírio, (Sermão VI sobre a Semana Santa) em que ele diz que o Sol se escondeu diante da nudez de Jesus. Em outra passagem escreve ele: " A luz dos astros se obscureceu porque fora completamente despido Aquele que veste todas as coisas". Eis aqui, finalmente, uma afirmação ainda mais conclusiva de JOão Crisóstomo. Ele diz que Jesus, antes de subir à cruz, despojou-se do velho homem tão facilmente como de suas vestimentas, e acrescenta: "Agora está ungido como os atletas que vão entrar no estádio" ( Homilia sobre a Epístola aos Colossenses ). Leia mais 

 

 

 

 

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