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O CORRESPONDENTE

O CORRESPONDENTE

20
Out17

Terras e mais terras para os herdeiros e grileiros que mandaram matar Padre Gabriel Maire

Talis Andrade

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Os nomes dos corruptos e covardes grileiros de terras, mandantes principais do assassinato do Padre Gabriel Maire, todo o Espírito Santo conhece. 

 

Padre Gabriel Maire foi morto em 23 de dezembro de 1989, quando passava de carro pela Rodovia Carlos Lindenberg, em Cobilândia, entre o município de Cariacica e Vila Velha. Os capangas estavam de tocaia. Os pistoreiros estão sempre na espera. Pagos pelos escravocratas.  

 

Era presidente do Brasil José Sarney e governador Freitas Mauro, ambos do PMDB, partido que voltou a governar o Brasil com Michel Temer. 

 

Escreveu João Baptista Herkenhoff: 


O Padre Gabriel Maire deu lições em vida e continua a dar lições depois de morto.

 

Em vida mostrou um caminho: nada se consegue sem luta; a força do povo está na união; a vontade de Deus é que todas as pessoas tenham condições para viver com dignidade; servimos ao Evangelho quando contribuímos na construção de um mundo mais justo; “prefiro morrer pela Vida a viver pela morte” (seu testamento, numa frase).

 

Morto, Gabriel continua a dar lições. A sentença que o considerou vítima de latrocínio foi anulada. A farsa do roubo seguido de morte foi concebida com uma falha primária. Os que trucidaram o padre deixaram no seu pulso um relógio francês. Pouco antes de sua morte, Gabriel Maire prestou depoimento à Comissão de Justiça e Paz da Arquidiocese de Vitória, relatando ameaças que estava sofrendo. Sua voz de Profeta, em favor da Justiça, com a Bíblia na mão, estava incomodando grileiros de terras urbanas e outros opressores do povo. Tendo em vista o conjunto das circunstâncias, não desanimaram os que desde o início negavam, inclusive através dos meios de comunicação, a versão da morte para roubar. Mas foi sobretudo a chama santa do advogado Ewerton Montenegro Guimarães que não permitiu que o grito por Justiça deixasse de ecoar. Falecendo Ewerton, dois jovens causídicos assumiram o processo e deram competente prosseguimento ao trabalho. Celebram eles agora, com milhares de pessoas, no Brasil e na França (e com Ewerton também, lá onde estiver), o deslinde da mentira. Gabriel ensinou a lutar e a luta para que se faça Justiça, no julgamento de sua morte, é lição que ele nos dá depois de morto.

 

O desmonte da trama homicida deve ser motivo de encorajamento para todos aqueles que pedem Justiça. Esta é mais uma lição que sua morte traduz. A batalha por Justiça é muitas vezes longa e árdua. Obstáculos são colocados no percurso: alguns por falhas estruturais do aparelho policial e judiciário; outros por comodismo, irresponsabilidade ou corrupção de autoridades; e outros ainda por maquinações dos têm na impunidade sua carta de alforria. Quando falamos em impunidade, não nos referimos aos delitos menores. Esses podem ser absorvidos pela sociedade, sem transtorno insuportável. Falamos na impunidade dos grandes delitos, a começar por aqueles que tiram a vida de alguém. A impunidade do homicídio é absolutamente intolerável. Mães que tiveram seus filhos assassinados, esposas que perderam o marido nas mãos de sicários, filhos que ficaram órfãos não desanimem. Gritem, peçam Justiça, porque “se os homens se calarem as pedras falarão”. E as pedras, desabando ruidosas e avassaladoras, acenderão consciências, pressionarão Poderes, arrancarão Justiça.

 

19
Out17

As cortes nos palácios e varas no lombo do povo

Talis Andrade

Claudia Wallin/ Radar Brasil

 

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Reportagem do SBT revela um verdadeiro banquete com o dinheiro público: restaurantes e lanchonetes exclusivos para juízes e desembargadores no TJ-Rio, que têm ainda academia de ginástica VIP, elevadores exclusivos e frota de veículos à disposição. O cardápio é farto, e tudo é de graça. O detalhe obsceno: cada magistrado já recebe, além do salário sempre em dia, um auxílio-alimentação mensal no valor de de 1,825 mil reais – dinheiro que compra 45kg de filé mignon por mês, ou 25 cestas básicas populares.

 

Os alimentos são entregues diariamente na sede do TJ-Rio por restaurantes e fornecedores caros. Garçons estão sempre de prontidão para saciar a fome das excelências, alheias à calamidade que as rodeia no Estado: salários atrasados, serviços públicos sucateados, miséria, servidores em dificuldades mais de um milhão de desempregados. E fome.

 

Veja o vídeo da reportagem:

https://www.msn.com/pt-br/noticias/watch/mordomias-bancadas-com-o-dinheiro-público-no-tribunal-de-justiça/vp-AAtGGOC

 

 

 

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19
Out17

Salvos os Aécios a justiça vai punir os pobres devedores com cadeia

Talis Andrade

Seus direitos: ninguém pode ser preso por dívida, a não ser pensão alimentícia

 

Promulgada por Dom Pedro I em 1824, a primeira Constituição brasileira.

 

Desde então, o País já teve outras seis constituições e segue atualmente a Carta Magna de 1988.

 

Histórico da Prisão Civil nas constituições brasileiras:

 

1824  Brasil Império e 1891  Brasil República - Nada tratavam sobre o assunto.


1934 - Foi totalmente contra a prisão civil por divida.


1937 - Ditadura de Vargas. A Constituição respeitou os direitos do povo.


1946 - Textos autorizavam a prisão civil no caso de inadimplemento de obrigação alimentar.

 

1967 - Ditadura dos milicos. Textos autorizavam a prisão civil tanto no caso do depositário infiel como no caso de inadimplemento de obrigação alimentar, além de leis que prendiam por qualquer motivo. Aliás não precisavam de nenhuma lei. Puro enfeite para inglês ver. Até crianças podiam ser presas e torturadas.

 

1988 - Uma colcha de retalhos. Cada juiz é uma cabeça. Muitos pensam que é Deus. Sobra abuso de autoridade. E o direito divino da anistia antecipada. E o recebimento de salário acima do teto.

 

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Pela tradição do Direito brasileiro ninguém pode ser preso por dívida. A única exceção é "obrigação alimentícia".

 

Só na tirania da ditadura militar que esse direito universal foi violado, fazendo parte de um regime nazi-fascista que adotou a prisão política, a tortura, e o assassinato de pessoas que pensavam diferente do governo dos marechais.

 

Agora no governo do pequeno ditador Michel Temer, para favorecer principalmente os banqueiros, prejudicando notadamente os funcionários que realizaram empréstimo consignado, cujos juros são abusivos e desconhecidos.  O Brasil retorna a lei das trevas, justamente quando se facilita o trabalho escravo.

 

O quadrilhão do PMDB da Câmara dos Deputados e o quadrilhão do PMDB do Senador, que tomaram o poder com o impeachment de Dilma Rousseff, ameaçam prender o povo por dívidas cobradas por prestamistas, agiotas, atravessadores, doleiros e outros exploradores do povo.

 

Dever dinheiro, e não pagar, pode ser considerado roubo por qualquer usurário, especulador, avarento, mão-de-vaca. Quando ladrões empestam os três poderes. Dever salário não é roubo não, inclusive pode ser pago com comida. Com um prato de feijão.

 

 Aécio Neves acaba de retomar o mandado dele de senador. A justiça nunca foi para todos. Uma minoria está acima da Lei. Lá nas alturas. 

 

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Tudo vai voltando ao terrorismo de estado da ditadura de 64. Com a cumplicidade da justiça PPV, conforme definição do ministro Edson Vidigal, que honra e faz falta à magistratura brasileira.

 

 

 

 

17
Out17

Com a escravidão legal o trabalhador volta a ser peça ou cousa

Talis Andrade

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Um dos primeiros atos institucionais do ditador Castelo Branco foi cassar a estabilidade no emprego. E proibir o uso do termo camponês na imprensa, passando o trabalhador rural a ser chamado de rurícula. A censura rídicula persiste, que se usa hoje sem terra no lugar de camponês. 

 

Para a justiça, o escravo era considerado uma peça, e a classificação continua válida. E dou como exemplo minha profissão. 

 

Quando um empresário compra um jornal, a redação vem junto, com os computadores, a rotativa etc. O trabalhador como parte de um conjunto ou de um todo, como objeto.

 

Quando os condônimos dos Associados venderam o Diário de Permambuco, o novo desconhecido dono chamei de Pavão Misterioso. Escrevi na época: Um bando de jornalistas desenformados ignoram o nome do patrão. Um patrão que determina a linha editorial. Um patrão que pode ser a mestra, a contramestra, a Diana ou o velhinho de um pastoril que os jornalistas dançam.

 

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O misterioso dono do Diário de Pernambuco. Por Fadi Abou Hassan

  

 

NOTA PÚBLICA:

Nova portaria do ministro do trabalho “acaba” com trabalho escravo

 

da Comissão da Pastoral da Terra (CPT)

Quatro dias depois de defenestrar o chefe do combate nacional ao trabalho escravo (André Roston, chefe da DETRAE), o Ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, publica no Diário Oficial da União de hoje, 16/10/2017, Portaria de sua autoria (n° 1129 de 13/10/2017) que, literalmente “acaba” com o trabalho escravo no Brasil.

 

A Portaria, numa canetada só, elimina os principais entraves ao livre exercício do trabalho escravo contemporâneo tais quais estabelecidos por leis, normas e portarias anteriores, ficando como saldo final o seguinte:

 

Flagrante de trabalho escravo só poderá acontecer doravante se – e unicamente se – houver constatação do impedimento de ir e vir imposto ao trabalhador, em ambiente de coação, ameaça, violência.

 

Para conseguir este resultado – há muito tempo tentado pela via legislativa, mas ainda sem o sucesso exigido pelos lobbies escravagistas – bastou distorcer o sentido de expressões e termos há muito tempo consagrados na prática da inspeção do trabalho e na jurisprudência dos tribunais.

 

Exemplificando, no lugar de ser simplesmente eliminadas dos qualificadores do trabalho escravo contemporâneo, a jornada exaustiva e as condições degradantes recebem na nova Portaria uma esdrúxula reformulação assim redigida:Jornada exaustiva: “submissão do trabalhador, contra a sua vontade e com privação do direito de ir e vir, a trabalho fora dos ditames legais”.

 

Condição degradante: “caracterizada por atos comissivos de violação dos direitos fundamentais da pessoa do trabalhador, consubstanciados no cerceamento da liberdade ir e vir… e que impliquem na privação de sua dignidade”.

 

Condição análoga à de escravo: “trabalho sob ameaça de punição, com uso de coação”; “cerceamento de qualquer meio de transporte”; “manutenção de segurança armada com o fim de reter o trabalhador em razão de dívida contraída”.

 

Simultaneamente impõe-se aos auditores fiscais do trabalho um elenco de exigências e rotinas visando a tornar, no mínimo, improvável o andamento administrativo dos autos de infração que eles se atreverem a lavrar ao se depararem com situações de trabalho análogo à de escravo. Óbvio, esse engessamento tem um endereço certo: inviabilizar a inclusão de eventual escravagista na Lista Suja, ela também re-triturada pela caneta do Ministro e sua divulgação doravante sujeita à sua exclusiva avaliação.

 

Na oportunidade estabelece a Portaria que os autos de infração relacionados a flagrante de trabalho escravo só terão validade se juntado um boletim de ocorrência lavrado por autoridade policial que tenha participado da fiscalização, condicionando assim a constatação de trabalho escravo, atualmente competência exclusiva dos fiscais do trabalho, à anuência de policiais.

 

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Sem consulta nenhuma ao Ministério dos Direitos Humanos, outro signatário da Portaria Interministerial MTPS/MMIRDH n°4 de 11/05/2016, o Ministro do Trabalho rasga seus artigos 2 (al.5), 6, 7, 8, 9, 10, 11 e 12 e resolve excluir o Ministério Público do Trabalho da competência para celebrar eventual Termo de Ajuste de Conduta com empregadores em risco de serem incluídos na Lista Suja, deixando esse monopólio ao MTE em conjunção com a AGU.

 

É falácia a alegação subjacente à Portaria de que os empregadores alvos de flagrante por trabalho escravo estariam desprotegidos. Foi exatamente objeto da Portaria Interministerial hoje rasgada definir mecanismos transparentes e equilibrados, por sinal referendados pela própria Presidente do Supremo Tribunal Federal.

 

A força do conceito legal brasileiro de trabalho escravo, construído a duras custas até chegar à formulação moderna do artigo 149 do Código Penal, internacionalmente reconhecida, é de concentrar a caracterização do trabalho escravo na negação da dignidade da pessoa do trabalhador ou da trabalhadora, fazendo dela uma “coisa”, fosse ela presa ou não.

 

É por demais evidente que a única e exclusiva preocupação do Ministro do Trabalho nesta suja empreitada é oferecer a um certo empresariado descompromissado com a trabalho decente um salvo-conduto para lucrar sem limite.

 

16 de outubro de 2017

Comissão Pastoral da Terra – Campanha Nacional de Prevenção e Combate ao Trabalho Escravo “De Olho Aberto para não Virar Escravo”

Comissão Episcopal Pastoral Especial de Enfrentamento ao Tráfico Humano da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB)

 

17
Out17

Trabalho escravo a mais hedionda e criminosa corrupção

Talis Andrade

Para não tocar nos senadores, a Lava Jato não investiga os crimes para que foi criada: os tráficos de drogas e diamantes.

 

Fica no prende e solta doleiros, para encontrar seletivos delatores. Até o dono de um posto de gasolina em Brasília, que foi o primeiro preso, e deu o nome Lava Jato à operação policial, já se encontra livre, e atuando no mesmo negócio, que nada muda no quartel de Abrantes.

 

A Lava Jato, politicamente, abalou a História do Brasil:

 

1. Promoveu o impeachment de Dilma Rousseff.

 

2. Empossou Michel Temer na presidência da República Federativa do Brasil.

 

Falsas campanhas de combate à corrupção tiveram consequências idênticas na derrubada ou eleição e posse de presidentes: 

 

1. A Revolução de Trinta que fez Getúlio Vargas ditador.

 

2. A criação da República do Galeão que suicidou Getúlio Vargas e amaldiçoou o Cadete para todo o sempre. O Cadete adoeceu Café Filho (agosto de 1954), amedrontou Carlos Luz (presidente por três dias, de 8 a 11 de novembro de 1955), sobressaltou Nereu Ramos, que jurou não ficar mais de 51 dias, de 11 de novembro de 1955 a 31 de janeiro de 1956, quando foi empossado Juscelino Kubitschek. Atemorizado por fantasmas golpistas, JK cuidou de sair do Cadete, e construiu o palácio do governo em uma cidade inventada, o Alvorada em Brasília.

 

 

3. A campanha da vassoura que elegeu Jânio.

 

4. A ditadura militar de 64 que exilou o presidente João Goulart.

 

5. A campanha contra os marajás que elegeu Collor.

 

As revoluções, os golpes, os putschs, os arranca-rabos, as campanhas eleitorais contra a corrupção nunca param.  Como farsa, o juiz e investigador Sergio Moro instalou a República do Paraná, com a fixação da prisão anunciada de Luís Lula da Silva.

 

A mania obsessiva de Moro faz a Lava Jato esquecer os mais hediondos crimes da história da humanidade praticados no Brasil da tortura, das prisões políticas, do fanatismo religioso, do salário mínimo do mínimo, das 500 mil prostitutas infantis.

 

Moro investigou empresas e mais empresas, fazendas e mais fazendas, inclusive imensos latifúndios, prendeu doleiros do tráfico de moedas, de drogas, do turismo sexual, e nunca se deparou com um escravo, e nunca se preocupou com as condições de trabalho e moradia do brasileiro assalariado.

 

"A escravatura humana atingiu o seu ponto culminante na nossa época sob a forma do trabalho livremente assalariado", afirmou o filósofo George Bernard Shaw.

 

 

“O Brasil, último país a acabar com a escravidão tem uma perversidade intrínseca na sua herança, que torna a nossa classe dominante enferma de desigualdade, de descaso”, historiou Darcy Ribeiro.

A reforma trabalhista de Michel Temer aumenta o número de escravos. Nada mais corrupto que a escravidão que persiste.

 

A imprensa destaca: a atual farsa da Lava Jato é apenas a máscara nova de um jogo velho que completa cem anos.

 

A escravidão, e não corrupção, define a sociedade brasileira, diz Jessé Souza. 

 

Gritam as manchetes de hoje, e os juizes, os promotores, os delegados, os procuradores da Lava Jato continuam de ouvidos moucos:

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16
Out17

Silêncio da imprensa indica que Maduro ganhou as eleições para governador em 22 estados

Talis Andrade

 

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 Não tem outra, quando a imprensa fica calada é porque o grito de vitória do povo venezuelano, nas urnas, foi retumbante.

 

O presidente Maduro considerou “um triunfo total” as eleições para governador realizadas neste domingo (15) no país.

 

Ainda não se sabe o placar final.

 

Fica em 18 a 4

ou

17 a 5

 

A oposição, financiada pelos Estados Unidos e empresários da direita, perde toda vez nas urnas.

 

Perde nos referendos.

Perde nos plebiscitos. 

Perde nas eleições parlamentares.

Perde nas eleições para juiz.

Perde nas eleições para prefeito.

 

Desde Hugo Chávez, a oposição pró Estados Unidos perde nas eleições para presidente. Neste domingo perdeu feio nas eleições para governador nos 22 estados.

 

 

 

 

 

 

 

16
Out17

O Brasil rico em água sofre racionamento

Talis Andrade

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 Bonito, Brasil. Graças à alta concentração de calcário subterrâneo, que atua como um filtro natural, os rios que cercam o município de Bonito são excecionalmente claros e vivamente azuis. O Rio da Prata é um dos mais dramanticamente azuis da região e é popular entre os snorkelers, graças à clareza da água e abundante vida marinha. Este trecho transcrevi do Tripadvisor/ Sapo/ Portugal. Tais fotos e informações, no Brasil, são segredos de estado. Segredo de justiça.  

 

Existem vários municípios com a riqueza de Bonito e a beleza do azul das águas e do verde das florestas e matas e bosques e planícies.

 

Existe um Brasil que a imprensa nacional esconde dos brasileiros.
Um exuberante e lindo Brasil encoberto, que está sendo entregue aos piratas estrangeiros.


O Brasil da Amazônia - do Rio Amazonas, do Mar Doce e outros rios, dos maiores aquíferos do mundo, de cachoeiras inclusive desconhecidas - outorgado, doado, repassado como concessão ou vendido a preço de banana, para abater na jamais auditada e impagável dívida externa.


Hoje Brasília amanhece com racionamento de água.

 

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No Sul, o Brasil tem o segundo maior aquífero do mundo, o Guarani, e Temer  prometeu vender o que não tem preço. Consequência imediata: Milhares de cidades beneficiadas pela riqueza natural do Guarani sofrem racionamento de água.

 

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No Nordeste, pararam as obras de transposição do Rio São Francisco.


Que ironia, que tristeza, que traição! o Brasil rico em água oferece água engarrafada para o povo beber.

 

Água para comprar em garrafas de plástico. Ou garrafões também de plástico. Água na torneira apenas em filmes estrangeiros.


Sobram lugares que um litro de água custa mais caro do que um litro de gasolina ou mais caro que um litro de suco de frutas.


Um entreguismo tão avassalador, desmoralizante, que a água que o brasileiro bebe é engarrafada por empresas estrangeiras.

 

 

 

16
Out17

Como você define o político que lhe representa na Câmara dos Deputados?

Talis Andrade

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Infiel tem como sinônimos: traiçoeiro, enganador, pérfido, falso, desleal, enganoso, caviloso, capcioso, hipócrita, trapaceiro. 

 

Como você define o deputado que você escolheu, entre milhares, nas eleições de 2014?

 

Seu deputado federal votou contra ou favorável ao impeachment de Dilma Rousseff, para eleger indiretamente Michel Temer presidente da República Federativa do Brasil?

 

O seu deputado se vendeu a Temer, ou votou por idealismo?

 

Você reelegerá seu candidato a deputado federal nas eleições de 2018? 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

15
Out17

Qual estado brasileiro mais reaça e saudoso da ditadura militar?

Talis Andrade

É possível medir o fanatismo religioso, a beatice, a intolerância dos cristãos, pelo número de guerras na Europa? Pelas fogueiras acesas por católicos e protestantes para queimar hereges? 

 

O sectarismo político de partidos como o nazista, pela contagem dos mortos nos campos de concentração de Hitler? 

 

Basta um mártir, um único morto como prova do facciosismo, da cegueira, da tirania.

 

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Herzog.jpg Herzog preso, torturado e assassinado

 

Costuma-se perguntar qual foi a ditadura mais violenta do Cone Sul. Talvez as homenagens que persistem aos ditadores expliquem o conservadorismo do Estado de São Paulo.  

 

Escreve Rodrigo Menegat

Nas ruas do Brasil, a ditadura ainda vive


Cerca de 160 km de vias homenageiam vítimas do regime contra 2000 km que têm os nomes dos algozes

 

 

Em todo o território do Brasil, são muitas ruas nomeadas em homenagem a personagens sombrios de nossa história – incluindo aqueles que estão entre os 377 apontados como responsáveis por torturas e mortes pela Comissão Nacional da Verdade (CNV), um comitê que investigou os crimes do Estado naquele período.

 

Embora o número de vítimas reconhecidas seja maior que o número de criminosos levantados pela CNV, a soma do comprimento de ruas com o nome de vítimas é bem menor. São aproximadamente 160 km homenageando os que tombaram pela mão do regime contra mais de 2000 km de vias que fazem referência aos algozes, de acordo com o mapeamento feito nas ruas de todos os estados brasileiros.

 

No projeto, foram usados dados publicados pelo OpenStreetMap, uma plataforma colaborativa em que cada usuário pode adicionar e atualizar informações sobre localizações geográficas e endereços. O banco de dados não é perfeito: há inconsistências na padronização dos nomes e, principalmente, algumas das vias são representadas por mais de um item, o que impossibilita um contagem precisa do número de logradouros. Uma descrição detalhada sobre a produção está disponível aqui.

 

Não é apenas em número que as ruas com nome de generais e oficiais têm maior destaque do que as vias que homenageiam suas vítimas. Há também uma diferença geográfica e simbólica.

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Enquanto grandes rodovias como a já mencionada Avenida Castelo Branco e a Ponte Costa e Silva (nome oficial da Ponte Rio-Niterói) comemoram o regime militar, os locais de memória da resistência se concentram em áreas periféricas e mais pobres. Em São Paulo, por exemplo, a maioria das ruas que homenageiam as vítimas se concentra em regiões pobres da Zona Norte e da Zona Sul, nos bairros de Jova Rural e Grajaú, respectivamente.

 

O mesmo acontece no Rio de Janeiro, onde diversas ruas que homenageiam militantes da resistência ficam no bairro operário de Bangu.

 

Uma grande parcela dos locais que relembram os líderes militares foi batizada ainda sob o governo ditatorial. Em contraste, os endereços que rememoram os mortos e desaparecidos só apareceram depois de esforços empreendidos por diferentes setores da sociedade civil.

 

Mudanças de nome

 

No centro de São Paulo, uma via elevada corre por cerca de 3.5 km, atravessando quatro bairros diferentes. Popularmente conhecida como Minhocão por seu comprimento e aparência, essa controversa intervenção urbana se chamou oficialmente Elevado Costa e Silva em referência ao segundo presidente da Ditadura, desde que foi finalizada, em 1970, até meados de 2016.

 

No meio do ano passado, porém, ela foi rebatizada de Elevado Presidente João Goulart, uma homenagem ao último líder civil a governar o país antes do Golpe de 1964.

 

A mudança faz parte de um movimento que acontece conforme as instituições brasileiras olham para o passado e tentam decidir de que maneira ele deve se refletir no presente e no futuro. Ainda que o presidente João Goulart tenha sido perseguido e perdido os direitos políticos durante o regime, ele não é considerado oficialmente uma vítima de violações de direitos humanos. Paulo Stuart Wright, porém, é.

Ex-deputado estadual de Santa Catarina, filho de dois missionários norte-americanos, Wright foi perseguido pelos militares desde o início do regime. Cassado pelo golpe militar ele se exilou no México em 1964, voltando clandestinamente ao país no ano seguinte para militar na resistência contra a ditadura. Wright desapareceu em 1973 e sua morte só foi confirmada quando arquivos secretos foram abertos onze anos depois, perto do final da ditadura. Em 2015, uma rodovia em seu estado foi rebatizada em homenagem a ele.

 

Confronto aberto

 

Um dos momentos mais dramáticos da política brasileira nos últimos anos, o impeachment de Dilma Rousseff (PT), foi deflagrado na Câmara dos Deputados. Jair Bolsonaro, ex-capitão do Exército e figura proeminente da extrema-direita, estava entre os deputados que votaram contra Dilma – e ele fez isso de maneira controversa. Vídeo aqui

 

“Perderam em 1964 e perderam novamente em 2016”, disse Bolsonaro comparando o golpe militar ao impeachment. “Pela memória do Coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, o terror de Dilma Rousseff […] eu voto sim [ao impeachment]”.

 

Bolsonaro homenageava o comandante do DOI-CODI de São Paulo, a câmara de tortura e morte que operava contra os inimigos do regime entre 1970 e 1974. Ustra, que há dois anos morreu livre e, segundo ele, sem arrependimentos, é considerado um dos agentes mais violentos das forças de repressão da ditadura.

 

Suas vítimas descreveram diferentes métodos de tormento, como choques elétricos e a inserção de ratos vivos na vagina de prisioneiras. Em alguns dos casos mais brutais, as sessões de tortura foram testemunhadas pelos filhos e cônjuges dos dissidentes. A própria Dilma passou meses detida em prisões do DOI-CODI nos anos 70 por participar de movimentos de resistência armada. Transcrevi trechos

 

 

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