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O CORRESPONDENTE

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

Por que o brasileiro continua um analfabeto político? Como conviver com a ameaça de uma intervenção militar? Este Correspondente tenta buscar respostas na leitura dos jornais

O CORRESPONDENTE

20
Jan18

Francisco alerta para sofrimento de menores e indiferença dos adultos

Talis Andrade

Incansável, o papa Francisco celebrou neste sábado (20), em Trujillo, 560 quilômetros ao norte de Lima, sua primeira missa no Peru, acompanhado por milhares de pessoas em uma praia da cidade histórica de Huanchaco, paraíso dos surfistas, onde se amarram os "caballitos de totora", embarcações tradicionais de pescadores em forma de canoa.


Em sua homilia, o papa condenou a "insegurança", a "violência organizada" e a "pistolagem". 

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Puerto Maldonado, Peru, 19 jan 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco visitou hoje um lar para crianças em risco na localidade peruana de Puerto Maldonado, no sudeste do país, alertando para o sofrimento das crianças, a que muitos adultos ficam indiferentes.


“O vosso olhar e a vossa vida requerem um compromisso e esforços cada vez maiores para não ficarmos cegos ou indiferentes perante tantas outras crianças que sofrem e passam necessidade. Não há dúvida, vós sois o tesouro mais precioso de que devemos cuidar”, disse às crianças do Lar «O Principezinho» e de outras instituições da região amazónica do Peru.


O ‘Hogar’ foi fundado pelo sacerdote suíço Pe. Xavier Arbex, que vive no Peru há 50 anos, e hospeda 35 crianças dos 4 aos 15 anos.


Para chegar ao local, o Papa atravessou estradas de terra, num percurso acompanhado por centenas de pessoas.


Depois das danças e de uma encenação das crianças, Francisco disse ter sentido “muita alegria” por poder ter feito esta visita, falando dos mais pequenos como um “tesouro” a preservar.

 

“Perdoai as vezes que nós, grandes, não o fazemos ou não vos damos a importância que mereceis”, declarou.


Francisco falou das “noites tristes” que muitas crianças passam, com saudades dos pais, e as suas “feridas”, apresentando o exemplo dos que superaram estas dificuldades como “uma luz de esperança”.


“Tudo o que vós, jovens, puderdes fazer, como vir estar com eles, jogar, passar o tempo, é importante. Sede para eles, como dizia o ‘Principezinho’, as estrelinhas que iluminam a noite”, pediu.


O Papa agradeceu ao padre Xavier, aos religiosos e religiosas, às missionárias leigas que realizam um “trabalho fabuloso” neste lar.


“Fico feliz ao ver que tendes um lar onde sois acolhidos, onde vos ajudam, com carinho e amizade, a descobrir que Deus vos segura nas suas mãos e coloca sonhos no vosso coração”, confessou.


O pontífice desafiou os jovens a preservar as suas tradições, a conversar com os avós e a estudar, mantendo as “raízes”.


“Precisamos de vós autênticos, jovens orgulhosos de pertencer aos povos amazónicos e que oferecem à humanidade uma alternativa de vida autêntica”, declarou.


Após este encontro, o Papa almoça no centro pastoral ‘Apaktone’ de Puerto Maldonado com nove indígenas, representantes dos povos da Amazónia.

 

20
Jan18

Peru: Papa denuncia violência contra as mulheres

Talis Andrade

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Puerto Maldonado, 19 jan 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco denunciou hoje no Peru a violência contra as mulheres, alertando em particular contra o contra o tráfico de pessoas e a exploração sexual, num encontro com milhares de pessoas em Puerto Maldonado.


“Não se pode ver como normal a violência contra as mulheres, achá-la normal, não se faz da violência contra as mulheres algo natural, mantendo uma cultura machista que não aceita o papel de protagonista da mulher nas nossas comunidades”, alertou, perante os peregrinos reunidos na capital da região de ‘Madre de Dios’ [Mãe de Deus].


“É triste constatar como, nesta terra que está sob a proteção da Mãe de Deus, muitas mulheres são tão desvalorizadas, desprezadas e sujeitas a violências sem fim”, prosseguiu.
O Papa disse ter ficado satisfeito por ver, ao chegar a Puerto Maldonado, um cartaz que convida cada cidadão a estar “atento contra o tráfico”.


“Na realidade deveríamos falar de escravatura: escravatura laboral, escravatura sexual, escravatura para fins de lucro”, precisou.


“Não nos é lícito virar cara para o outro lado e deixar que tantas mulheres, especialmente adolescentes, sejam espezinhadas na sua dignidade”, insistiu.


Na região sudeste do Peru, junto à Amazónia, Francisco falou de uma Igreja sem fronteiras, que defende os que são considerados como habitantes da “terra de ninguém”.


“Não sois terra de ninguém. Esta terra tem nomes, tem rostos: tem-vos a vós”, observou.


O Papa realçou o facto de o nome da região remeter para a Virgem Maria, “uma Mãe” para os católicos, que os faz ter a certeza de que “há filhos, há família, há comunidade”.


A intervenção alertou para as consequências da “cultura do descarte” que, ao ser aplicada aos recursos naturais, os explora até ao fim.


“As próprias pessoas são tratadas com esta lógica: são usadas até ao exaurimento e depois deixadas como inúteis”, advertiu o pontífice.

 

Francisco recordou quem emigrou para a Amazónia seduzido pelo “brilho promissor da extração do ouro”, que considerou “um falso deus, que pretende sacrifícios humanos”.


“Os falsos deuses, os ídolos da avareza, do dinheiro, do poder corrompem tudo. Corrompem a pessoa e as instituições; e destroem também a floresta”, alertou.

20
Jan18

Francisco critica corrupção e discriminação de populações indígenas e atividades que destroem a Amazônia

Talis Andrade

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Lima, 19 jan 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco alertou hoje na capital do Peru para as atividades que destroem a Amazónia, condenando a corrupção e a discriminação de populações indígenas, num discurso a autoridades políticas e diplomáticas.


“As atividades informais de mineração tornaram-se um perigo que destrói a vida das pessoas; as florestas e os rios são devastados com toda a sua riqueza. Todo este processo de degradação envolve e favorece a organizações fora das estruturas legais, que degradam tantos dos nossos irmãos e irmãs, submetendo-os ao tráfico de seres humanos – nova forma de escravatura –, ao trabalho irregular, à delinquência”, denunciou, no Palácio do Governo de Lima.

 

“A perda de florestas e bosques implica não só o desaparecimento de espécies, que poderiam inclusive significar no futuro recursos extremamente importantes, mas também uma perda de relações vitais que acabam por alterar todo o ecossistema”, precisou.


À imagem do que escreveu na sua encíclica ‘Laudato si’, Francisco propôs uma ecologia integral como “alternativa” a um modelo de progresso “ultrapassado”, que “continua a produzir degradação humana, social e ambiental”.


Isto exige escutar, reconhecer e respeitar as pessoas e os povos locais como válidos interlocutores.

 

Estes mantêm uma ligação direta com o território, conhecem os seus tempos e processos e, por conseguinte, sabem os efeitos catastróficos que, em nome do progresso, estão a provocar muitas iniciativas”, defendeu.


O Papa aludiu à sabedoria ancestral dos povos da Amazónia, “a maior floresta tropical e o sistema fluvial mais extenso do planeta”, e a valores como “a hospitalidade, a estima do outro, o respeito e a gratidão pela mãe-terra e a criatividade”, bem como a responsabilidade comunitária.


Francisco ligou a degradação do meio ambiente à degradação moral, em particular à corrupção, desejando uma cultura da transparência entre entidades públicas, setor privado e sociedade civil”.


“A corrupção é evitável e exige o compromisso de todos”, incluindo as instituições eclesiais, sublinhou.

20
Jan18

A indústria da delação premiada e as manchetes de propaganda política da imprensa da direita volver

Talis Andrade

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Para o DCM e o Jornal GGN, nos últimos anos, o maior negócio do meio jurídico foi a indústria da delação premiada na Lava Jato.

Advogados foram contratados por honorários milionários, de dezenas de milhões de dólares, para oferecer aos clientes o conforto de uma negociação confiável com procuradores e juiz da Lava Jato.

 

Ter a confiança do magistrado passou a ter um valor inestimável. Ao mesmo tempo, surgiram discrepâncias variadas entre as sentenças proferidas, algumas excessivamente duras, outras inexplicavelmente brandas.

 

Tudo isso ocorre no reino de Curitiba, território em que a justiça criminal é dominada há anos pelo grupo que conduziu a Lava Jato, juiz Sérgio Moro à frente.

 

Esse modelo ganha consistência no caso Banestado, em que não houve culpados.

 

Paralelamente, a imprensa da direita faz a tendenciosa cobertura.

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20
Jan18

Bastidores do julgamento em que a Justiça será ré

Talis Andrade

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Ilustração Raul Fernando Zuleta

 

Por Marcelo Auler

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“Na verdade, quem estará sentado no banco dos réus, dia 24, não será o cidadão Luiz Inácio Lula da Silva. Será o Judiciário brasileiro”. (Frei Betto, em Lula e o julgamento do Judiciário).

Ao contrário do que vaticinou Frei Betto no artigo publicado em O Globo, na segunda-feira (15/01), o julgamento do Judiciário vem sendo feito, antes mesmo de se iniciar a sessão do Tribunal Regional Federal da 4ª Região que apreciará o recurso da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Contradições surgem e demonstram que o julgamento marcado, de maneira célere, pelo TRF-4, para a próxima quarta-feira, 24 de janeiro, não divide apenas a população brasileira, mas o próprio Poder Judiciário.

 

Ainda que pouquíssimos de seus membros revelem suas críticas ao caso em si, até por conta dos impedimentos da Lei Orgânica da Magistratura (Loman). Muito embora, ultimamente, esta regra legal que impede magistrado de comentar ações em curso – suas ou de outros – esteja sendo desrespeitada por muitos. Mas, normalmente, atropela-se a lei para comentário a favor do sistema punitivo implantado a partir da Lava Jato. Nos bastidores, porém, há sinais de desconforto com o atual momento do Judiciário brasileiro.

Na tarde de terça-feira (16/01), um dia após Frei Betto prever o Judiciário no banco dos réus, o presidente do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT), desembargador Mario Machado Vieira Netto, deu clara demonstração desta “movimentação nos bastidores”.

Naquela terça-feira, repercutindo a reportagem de Mino Pedrosa – Tríplex: decisão de juíza federal absolve Lula e contradiz frontalmente Moro -, este Blog publicou a Certidão da Penhora do Triplex em favor da Macife S/A, na reportagem Lula: prova cabal de uma condenação sem prova.

No mesmo dia, a defesa de Lula levou ao conhecimento do TRF-4 o registro do malfadado triplex do Guarujá, em nome da OAS Empreendimento S/A, com a devida anotação da penhora do imóvel pela 2ª Vara de Execução de Títulos Extrajudiciais, do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). Foi colocado como garantia do pagamento de títulos em poder da Macife S/A Materiais de Construção. Na reportagem afirmamos:

“A confirmação, no próximo dia 24, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) da sentença que condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, tal como é esperada, criará um fato inusitado e sui generis. O réu se verá condenado pelo crime de ter se deixado corromper por um triplex do edifício Salinas, no Condomínio Solaris, no Guarujá, que nunca lhe pertenceu, do qual jamais usufruiu e que poderá ir a leilão para ressarcimento de uma empresa da qual ele jamais deve ter ouvido falar. Como explicar tal condenação?“ Continue lendo aqui 

20
Jan18

Polícia divulga detalhes sobre esquartejamento de crianças em ritual satânico

Talis Andrade


Corpos de irmãos encontrados em Novo Hamburgo em setembro de 2017

 

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por Vanessa Kannenberg

 

A Polícia Civil divulgou detalhes do assassinato de duas crianças, que tiveram os corpos encontrados esquartejados em Novo Hamburgo no início de setembro. Segundo a investigação, uma menina, com idade entre 10 e 12 anos, e um menino, de oito a 10 anos, foram mortos durante um ritual satânico.

 

No dia 27 de dezembro, três pessoas foram presas: o líder de um templo, um seguidor dele e um suposto cliente, que teria encomendado o ritual.
Além deles, outro suspeito foi detido na última sexta-feira (5). Outros três estão foragidos. A polícia já conseguiu a prisão preventiva das sete pessoas.


Teriam sido pagos R$ 25 mil pela magia negra, com o objetivo de atrair prosperidade, realizada supostamente em um templo localizado no bairro Morungava, em Gravataí, a cerca de 30 quilômetros do local onde partes dos corpos dos irmãos foram encontradas.

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 O templo


Uma das suspeitas é de que as crianças tenham sido trazidas da Argentina para a realização do ritual — um dos investigados é argentino.


Segundo o delegado Fábio Motta Lopes, diretor do Departamento de Polícia Metropolitana (DPM), o crime chocou até mesmo os policiais.


— Quem encontrou os corpos não imaginava que teria envolvimento com ritual satânico — declara Motta.

18
Jan18

“Se não amam a vossa pátria, não podem amar a Jesus” - Papa Francisco aos jovens

Talis Andrade

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O Papa desafiou hoje no Chile os jovens a serem “protagonistas de futuro” para o seu país, para a Igreja e para o mundo, rejeitando o conformismo que faz estar ‘desligado’ de tudo e de todos.

 

“Se não amam a vossa pátria, não podem amar a Jesus”, disse Francisco, que pediu aos jovens que encheram o santuário para que não escutem as vozes daqueles que, já “mais velhos”, deixaram de acreditar num mundo diferente, num mundo melhor.


“Aqueles que dizem ‘pensa assim porque é jovem, vai amadurecer, vai-se corromper’. E isto muitas vezes é verdade, acontece, reconheceu o Papa.


“Mas amadurecer é crescer, é fazer crescer os sonhos, os ideais. E não deixar-se comprar por dois tostões. Os grandes, quando pensam assim estão enganados.

 

 

Amadurecer não é aceitar a injustiça, porque sempre foi assim. Isso é corrupção. Amadurecer é debater ideias, discutir realidades, sem nunca baixar a guarda”, exortou.

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18
Jan18

Chile: «Que o grito do pobre nos ensine a estar atentos às novas formas de exploração»

Talis Andrade

Antes de se despedir do Chile nesta quinta-feira, 18, o Papa Francisco visitou a cidade de Iquique, ao norte do país, onde celebrou a Santa Missa. 

 

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Francisco destacou que Iquique é uma “terra de sonhos”, que soube abrigar pessoas de diferentes povos e culturas que tiveram que deixar suas terras, uma região de imigrantes. 

 

Francisco pediu ainda que, a exemplo do que fez Maria em Caná, as pessoas procurem estar atentas às realidades de hoje para reconhecer aqueles que estão necessitados, pessoas que tiveram suas vidas arruinadas, que não têm mais razão para fazer festa.

 

 

“Estejamos atentos a todas as situações de injustiça e às novas formas de exploração que fazem tantos irmãos perder a alegria da festa. Estejamos atentos à situação de precariedade do trabalho que destrói vidas e famílias. Estejamos atentos a quem se aproveita da irregularidade de muitos migrantes porque não conhecem a língua ou não têm os documentos em ‘regra’. Estejamos atentos à falta de teto, terra e trabalho de tantas famílias. E, como Maria, digamos com fé: Não têm vinho”. Leia mais 

 

 

 

18
Jan18

O Papa fala da unidade na terra dos índios

Talis Andrade

 

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A homilia do Papa Francisco em Temuco, no Chile, na quarta-feira, 17, foi focada no dom da unidade. Falando em uma região onde encontram-se os povos indígenas mapuche que reivindicam seus direitos bem como o reconhecimento de sua cultura, o Santo Padre frisou que não se pode cansar de procurar o diálogo para a unidade.

 

A Missa foi celebrada no aeródromo de Maquehue, local onde, segundo o Papa, verificaram-se graves violações de direitos humanos. “Oferecemos esta celebração por todas as pessoas que sofreram e foram mortas e pelas que diariamente carregam aos ombros o peso de tantas injustiças. O sacrifício de Jesus na cruz está repleto de todo o pecado e do sofrimento dos nossos povos, um sofrimento a ser resgatado”.

 

Partindo do Evangelho em que Jesus pede ao Pai que “todos sejam um só”, Francisco concentrou a homilia no dom da unidade. “Não permitais que nos vença o conflito nem a divisão”, frisou o Papa, que alertou sobre as tentações que podem aparecer e “contaminar” esse dom.

 

A primeira tentação citada por Francisco foi confundir unidade com uniformidade. O Santo Padre explicou que Jesus não pede ao Pai que todos sejam iguais, uma vez que a unidade não nasce da neutralização das diferenças. “A unidade é uma diversidade reconciliada, porque não tolera que, em seu nome, se legitimem as injustiças pessoais ou comunitárias”.

 

Depois, o Santo Padre falou de duas formas de violência que, em vez de fomentar os processos de unidade e reconciliação, acabam sendo uma ameaça a eles. “Em primeiro lugar, devemos estar atentos à elaboração de acordos ‘lindos’, que nunca se concretizam. Palavras bonitas, planos terminados sim – e necessários – mas que, por não se tornar concretos, acabam por ‘borratar com o cotovelo o que se escreveu com a mão’. Isto também é violência, porque frustra a esperança”.

 

Outro ponto mencionado pelo Papa foi sobre a violência e destruição, que acabam por tirar vidas humanas. Isso não pode ser a base de uma cultura do reconhecimento mútuo, ponderou. “Não se pode pedir reconhecimento, aniquilando o outro, porque a única coisa que isso gera é maior violência e divisão. A violência clama violência, a destruição aumenta a fratura e a separação. A violência acaba por tornar falsa a causa mais justa. Por isso, digamos ‘não à violência que destrói’, em qualquer uma dessas duas formas”.

 

Francisco concluiu a homilia convidando os fiéis a repetir o pedido de Jesus ao Pai. “Que também nós sejamos um só; fazei-nos artesãos de unidade”. 

 

 

17
Jan18

Brasil: A imperfeita separação dos três poderes

Talis Andrade

Vivemos uma situação na qual o Judiciário legisla, o Executivo julga e o Legislativo executa

 

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A extrema “confusão” ora prevalecente no Brasil (...) é, entre outros, fruto do total desrespeito ao princípio fundamental em que se apoiam as democracias, ou seja, o da separação dos três poderes. Por mais simbólica que seja a praça de Brasília que leva esse nome, rodeada que é pelo Palácio do Planalto, sede do Executivo, pelo Congresso, onde se deveria legislar, e pelo templo da justiça, o Supremo Tribunal Federal, é apenas um símbolo. Em nosso país, vivemos uma situação na qual o Judiciário legisla, o Executivo julga e o Legislativo executa. E onde, da mesma forma, o Executivo entra em choque com o Legislativo, que por sua vez, se acha competente para desfazer sentenças judiciais.

 

Há vários exemplos recentes dessa confusão. O que mais chamou a atenção talvez tenha sido o decreto de indulto que saiu do Palácio de Planalto às vésperas do Natal. Menos daninho porque menos abrangente, mas igualmente escandaloso, foi a interferência do legislativo carioca na ordem de prisão do seu presidente e de dois de seus comparsas. Há ainda o caso, desta vez dentro do mesmo poder mas em instâncias diferentes, do ministro do Supremo que manda soltar um amigo seu condenado em 1ª instância. Esses exemplos não esgotam os casos ocorridos. São apenas os que mais chamaram a atenção por sua ousadia e pelo descaso com a opinião pública. Escreve Luiz Felipe de Seixas Corrêa. Leia mais 

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